Dez amazonas da vida real

Guerreiras que superaram os homens em campo de batalha

Redação AH

Boadicea, o terror dos romanos | <i>Crédito: Redação AH
Boadicea, o terror dos romanos | Crédito: Redação AH
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10. Lydia Litvyak, Rússia, 1921-1943
A piloto soviética foi a primeira mulher a ganhar o título de ás e continua ainda hoje campeã em número de vitórias, tirando do ar 12 aviões alemães. Teriam sido mais se sua carreira não acabasse em menos de um ano, atingida por um caça enquanto atacava um bombardeiro.

9. Ching Shih, China, 1775-1844
Prostituta capturada por piratas em 1801, casou-se com o capitão do navio e tomou seu lugar após sua morte em combate, seis anos depois. A maior capitã bucaneira da história era famosa pela férrea disciplina e cruéis torturas contra suas vítimas. Era chamada de “O Terror do Mar da China”. 

8. Lozen, EUA, cerca de 1840-1890
Filha do chefe Victorio dos Apaches, juntou-se a ele em sua rebelião iniciada em 1877, quando fugiram de uma reserva miserável para saquear terras dos brancos. Lutando a cavalo com fuzis de repetição, era tida pelos índios como um de seus maiores guerreiros, independente de gênero. 

7. Nakano Takeko, Japão, 1847-1868
Criada como samurai, ordenou um batalhão de mulheres num ataque com naginatas (mistura de lança e espada) contra as forças do imperador Meiji, durante a Guerra de Boshin. Ferida a tiros, pediu a sua irmã que cortasse sua cabeça, para que não fosse levada como troféu pelos soldados. 

6. Agustina Domenèch, Espanha, 1786-1857
Em 1808, tentou levar uma cesta de maçãs para os artilheiros que enfrentavam as forças de Napoleão, em Zaragoza. Ao encontrar os canhões abandonados, disparou ela mesma, a poucos metros dos franceses, inspirando os espanhóis a retomar armas. Tornou-se capitã de artilharia. 

5. Milunka Savic, Sérvia, 1888-1973
Em 1913, ferida, foi parar num hospital militar. Só então o exército sérvio descobriu seu gênero. Mas Savic era competente demais para ser dispensada. Serviu na Primeira Guerra, terminando como a mulher mais condecorada da história, com medalhas pela França, Inglaterra e Rússia. 

4. Tômiris, Mesageta, séc. 6 a.C.
Líder do então maior império do mundo, Ciro, o Grande, propôs casamento à rainha dos masságetas. Rejeitado, em 530 a.C. invadiu o país. Tômiris liderou suas tropas pessoalmente, decapitando o persa e enfiando sua cabeça num jarro com sangue, para satisfazer sua “sanguinolência”.

3. Boadicea, Grã-Bretanha, cerca de 25-61
Após ser chicoteada e ver suas filhas estupradas por legionários, a rainha da tribo dos Iceni liderou seu povo numa insurreição, queimando Londinium (Londres) e aniquilando 70 mil romanos e celtas fieis a eles. Quando a guerra virou a favor de Roma, suicidou-se para evitar a captura. 

2. Lyudmila Pavlichenko, Ucrânia, 1916-1974
Quando os alemães invadiram a União Soviética, em 1941, tornou-se voluntária, não aceitando a sugestão de atuar como enfermeira. Com 309 mortes confirmadas, é a terceira atiradora de elite mais letal da história. Para se ter uma ideia, o campeão atual, o americano Chris Kyle, marca apenas 160. 

1. Joana D'Arc, França, 1412-1431
Aos 12 anos, afirmou ter tido uma visão em que santos diziam para expulsar os ingleses da França. Comovidos por sua fé, os franceses deixaram a adolescente lutar. Agressiva, comandou algumas vitórias decisivas, como a Batalha de Patay, até ser capturada e queimada como herege pelos ingleses. 

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