História Maluca: O sargento que salvou a Torre de Pisa

Se não fosse por Leon Weckstein, aliados teriam feito em pedacinhos o tesouro arquitetônico italiano

Redação AH

A torre só está de pé porque o sargento Weckstein não teve coragem de ordenar o ataque | <i>Crédito: Jean Beaufort
A torre só está de pé porque o sargento Weckstein não teve coragem de ordenar o ataque | Crédito: Jean Beaufort

Em julho de 1944, após conquistarem Roma, soldados aliados avançavam para a cidade de Pisa quando se depararam com um impasse. A artilharia alemã, armada com foguetes Nebelwerfer, trucidava soldados com rara precisão. Os oficiais concluíram que os alemães deviam ter um posto de observação, e o suspeito número um era nada menos que a Torre de Pisa.

O sargento Leon Weckstein foi enviado com um rádio para encomendar um ataque de artilharia que a reduziria a escombros. Quando o californiano, que nunca tinha ouvido falar na torre, a viu com seu telescópio, se encantou pela construção. 

Minutos se passaram, com a equipe de ataque pronta, sem resposta - mesmo após os alemães começarem a atirar no sargento, a partir de outros pontos, e ele ser forçado a bater em retirada. Nenhuma fonte alemã confirmou se havia ou não soldados na torre. O sargento não conseguiu ver nada. Mas seu silêncio salvou o campanário, concluído em 1350 e que começou a entortar já durante a construção, iniciada em 1173. 

Em 2000, Weckstein afirmou ao jornal The Guardian: "Depois de 50 anos para pensar no assunto, tenho certeza que havia alemães lá".


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