Os 10 maiores assassinos em massa

Engana-se quem acha que Hitler está no topo da lista

Redação AH

O mais famoso dos horrores | <i>Crédito: Wikimedia Commons
O mais famoso dos horrores | Crédito: Wikimedia Commons

AH10+ 

10. Pol Pot (1925-1998) – 3 milhões

Entre 1975 e 1979, tentou impor sua visão particular do maoísmo, o marxismo rural, tirando todo mundo das cidades e forçando-os a trabalhar 18 horas por dia em fazendas coletivas, com sepulturas coletivas para quem não gostasse. Quase um terço dos cambojanos pereceram, até os comunistas do Vietnã invadirem o país e acabarem com a loucura. A razão não foi o genocídio, mas uma rixa interna entre os comunistas de linha soviética (Vietnã) ou chinesa (Camboja).


9. Leopoldo II (1835-1909) – 8 milhões

Ele era o rei da Bélgica, mas não foi nesse cargo que ganhou seu lugar na lista. O Estado Livre do Congo foi uma vasta área cedida pela comunidade internacional ao rei pessoalmente, não à Bélgica. Nesse reino particular, diferente da Bélgica, ele era o monarca absoluto. Ou mais para CEO: o que ocorreu foi por puro dinheiro. A exploração brutal de borracha e marfim, conduzida por seus capatazes, usava de torturas e mutilações para forçar a população a trabalhar. Ironicamente, o Congo foi cedido a ele sob a promessa de acabar com os últimos traficantes de escravos na região. 


8. Hirohito (1901-1989) – 11 milhões 

Os japoneses cometeram atrocidades comparáveis às dos nazistas na Segunda Guerra, incluindo o uso de armas biológicas e experiências com prisioneiros. Numa manobra para salvar a monarquia - que partiu dos americanos - a culpa recaiu toda sobre o exército e o imperador permaneceu no trono. Hoje se sabe que ele era culpado.


7. Hernan Cortés (1485-1547) – 19 milhões

Em 1519, quando queimou seus barcos na costa, prometendo que não voltaria até a conquista do Império Asteca, havia 25 milhões de nativos no México. No ano de sua morte, 6 milhões restavam. Ainda assim, foi uma fração das 100 milhões de mortes atribuídas à colonização.


6. Tamerlão (1336-1405) – 20 milhões

Decidido a restabelecer a “glória” de Gengis Khan, copiou seus métodos brutais, mas só conseguiu chegar à metade da contagem de cabeças de seu ídolo. Em seu reino, iniciado em 1370, foi criado o Império Timúrida, que dominou grande parte da Ásia central.  


5. Josef Stalin (1878-1953) – 20 milhões

Cerca de um milhão de soviéticos padeceram no Grande Expurgo, entre 1936 a 1939, e mais 1,5 milhão nos gulags, os campos de trabalhos forçados. Mas a maioria das vítimas foi resultado de políticas radicais. A coletivização agrícola na Ucrânia matou 4 milhões de fome.


4. Adolf Hitler – 20 milhões

20 milhões de civis foram vítimas diretas da atrocidade nazista, 5 milhões deles judeus, os demais ciganos, homossexuais e , a maioria, civis de países conquistados. Ele pode ser campeão em ódio, mas só venceria em mortes se fossem computadas todas as mortes da Segunda Guerra a ele - o que é plausível, já que ele é a causa. Então seriam 62 milhões.


3. Nurhaci (1569-1626) – 25 milhões

Derrubou a dinastia Ming, em 1616, e passou a oprimir a maioria dos chineses, da etnia han. Entre guerra, fome e execuções sumárias, a transição destruiu milhões de vidas. Isso ficava na média em matéria de transições de governo na China, que poderiam ocupar a lista inteira.


2. Gengis Khan (1162-1227) – 40 milhões

Os mongóis davam às cidades a opção de se render ou a aniquilação completa. Bagdá pagou para ver e uma pilha com 90 mil crânios foi erguida às suas portas. Proporcionalmente, ninguém chega a seus pés. Gengis Khan eliminou 10% da população do mundo à sua época.


1. Mao Tsé Tung – 60 milhões

Em números absolutos, ninguém supera Mao. 30 milhões morreram de fome apenas no Grande Salto Para Frente, um esforço de industrialização catastrófico, onde a mão de obra das fazendas foi desviada para a produção de ferro. E no mínimo outro milhão na Revolução Cultural, uma revolução dentro da revolução que atiçou os jovens a atacar tudo o que achassem "velho" ou "ocidental". Isso incluía professores e membros do Partido Comunista. 


Fotos: Wikimedia Commons
Fonte: necrometrics.com



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