Os 10 maiores assassinos em série

Os mais terríveis predadores humanos pelo número de vítimas

Fábio Marton

A nobreza garantia o privilégio de matar | <i>Crédito: Shutterstock
A nobreza garantia o privilégio de matar | Crédito: Shutterstock

Assassinos em série são daquelas coisas que são percebidas como criações recentes, mas a acompanham a Humanidade desde sempre. E provavelmente eram piores antes: coisas como o status miserável dos plebeus e o privilégio dos nobres, tornando os segundos quase intocáveis se as vítimas fossem os primeiros, aliadas a falta de comunicação e ausência de investigação tornavam o passado um celeiro ideal para as piores aberrações da mente humana.


10. Giles de Rais (1405-1440 - França) - 200 Vítimas

Giles de Rais / Foto: Wikimedia Commons Images

Companheiro de armas de Joana d'Arc, arruinou sua fortuna investindo numa peça de teatro extravagante, de sua própria autoria. Para compensar, tentou invocar em rituais alquímicos um demônio chamado Barron, que traria dinheiro. Como Barron não deu as caras, passou a sacrificar crianças em seu nome. Terminou enforcado, esquartejado e queimado. 


9. H.H. Holmes (1861-1896 - EUA) - 230 Vítimas

H.H. Holmes / Foto: Wikimedia Commons Images

Criador do Castelo da Morte: um hotel feito para assassinar. Continha quartos que só abriam por fora, ligados a canos de gás, uma sala que só podia ser acessada por um alçapão no teto, um recinto secreto de enforcamento, um cofre onde as pessoas eram sufocadas e um elevador de corpos. Homem de negócios, ele preparava os ossos e os vendia para universidades.


8. Harold Shipman (1946-2004 - Inglaterra) - 250 Vítimas

 Harold Shipman / Foto: Wikimedia Commons Images

O mais prolífico dos "doutores Morte", executava seus pacientes com diamorfina - também conhecida como heroína, mas vendida legalmente por esse nome na Inglaterra, como tratamento extremo para dor. Falsificava então os registros médicos para indicar que já estavam doentes antes do fim. Compostas principalmente de mulheres idosas, dentre suas vítimas, a mais jovem era um homem de 41 anos.


7. Luiz Garavito (1957 - Colômbia ) - 300 Vítimas

Luiz Garavito / Foto: Wikimedia Commons Images

Conhecido por dois apelidos: La Bestia e Tribilín. Por incrível e mórbido que pareça, este é o nome do Pateta da Disney em espanhol. Levou anos para ser descoberto porque suas vítimas eram camponeses e indigentes, os quais atraía com dinheiro. Na época, a imprensa colombiana o chamou de "maior serial killer de todos os tempos". Equivocadamente.


6. John Johnson (1824-1900 - EUA) - 300 Vítimas

John Johnson / Foto: Domínio publico

Conhecido como o "Johnson comedor de fígado". Após sua esposa ser morta por índios da etnia Apsáalooke ("corvos"), jurou vingança. E vingança teve: ele matou, escalpelou e comeu o fígado de centenas deles - esta última parte, porque eles acreditavam que ninguém ia para o paraíso sem o órgão. Como punição... foi feito xerife.


5. Pedro Lopez (1948 - Colômbia) - 350 Vítimas

Pedro Lopez / Foto: Reprodução

O chamado Monstro dos Andes atuou em ao menos três países: Equador, Peru e Colômbia. Certa vez, foi capturado por indígenas, que sabiam de seus crimes e estavam prestes a executá-lo. Acabou salvo por um missionário americano e, depois, solto pela polícia. Preso em 1983, seria considerado insano e solto ao ser "curado", em 1998. Mataria novamente.


4. Amelia Dyer (1837-1896 - Inglaterra) - 400 Vítimas

Amelia Dyer / Foto: Wikimedia Commons Images

Um termo tétrico da era vitoriana: baby farming (algo como "plantação de bebês"). Era um golpe no qual mães solteiras, desesperadas pelo estigma atribuído na época, pagavam para uma "família" adotá-los ou encaminhá-los para a adoção. O pagamento, obviamente, não dava para cobrir as despesas de uma vida inteira. Amelia então cortava custos.


3. Elizabeth Bathory (1560-1614 - Hungria) - 650 Vítimas

Elizabeth Bathory / Foto: Wikimedia Commons Images

A famosa história de que a condessa "vampira" tomaria banho em sangue para manter a juventude é provavelmente invenção. Mas mais de 300 testemunhas falaram de sequestros, tortura e morte de moças adolescentes levadas a seu castelo - cujos corpos foram recuperados. Como o rei devia dinheiro para sua família, foi condenada à prisão domiciliar. 


2. Thug Behram (1765-1840 - Índia) - 931 Vítimas

 Thug Behram / Foto: Domínio publico 

Por mais de quatro séculos, os thuggees ("enganador"), uma seita de discípulos da deusa da morte, Kali, aterrorizaram viajantes na Índia. Eles se juntavam a caravanas, faziam amizade com os viajantes e os executavam com um garrote, levando suas possessões. Viviam disso, e a "profissão" passava de pai para filho. Behram eram chamado de "rei dos thuggees". Ainda hoje, thug quer dizer bandido em inglês.


1. Catherine Monvoisin (1640-1680 - França) - 2500 Vítimas

Catherine Monvoisin / Foto: Wikimedia Commons Images 

A maioria das bruxas que foram queimadas eram meras curandeiras camponesas. Porém, quando elas eram pra valer... Começando como vidente, Monvoisin graduou-se para a alquimia, oferecendo venenos por encomenda e missas negras com sacrifícios humanos. Suas clientes eram a alta nobreza da França, inclusive a amante do rei, a marquesa de Montespan. Com essas conexões, após ser morta na fogueira, a investigação foi suspensa. O número enorme é a estimativa máxima moderna: a mínima são "meras" 1000 vítimas, tornando-a ainda assim a campeã. 


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