Retrotech: Correio pneumático

Houve o dia em que cidades inteiras eram servidas por tubos que faziam entregas

Redação AH

Operadora dos tubos em ação | <i>Crédito: Domínio público
Operadora dos tubos em ação | Crédito: Domínio público
Praticamente abandonado hoje em dia, o correio pneumático é uma linha de tubos pressurizados por onde viajam latas contendo cartas, dinheiro ou pequenos objetos. Bombas de ar que funcionam por pressão ou sucção puxam ou empurram os embrulhos.

A ideia apareceu em 1810, com o engenheiro britânico George Medhurst propondo uma linha de trem movida a ar, nunca construída. Apenas com a criação da Companhia de Despacho Pneumático de Londres, em 1859, o sistema foi posto em prática. O primeiro modelo era uma geringonça gigantesca: um carro não tripulado com 2 m de comprimento e pesando até 3 toneladas, movido por um motor a vapor. Como constantemente os objetos entalavam, a companhia foi à falência em 1874.

A rede começou a funcionar direito com modelos mais modestos, usando latas no lugar de veículos. No final do século 19 e início do 20, linhas foram construídas dentro de grandes prédios e cidades como Londres, Nova York, Paris e Berlim, que tiveram muitas de suas áreas interligadas assim. Razões práticas levaram ao fim da maravilha tecnológica vitoriana.

Os sistemas eram caros, complexos, gastavam muita energia, o tamanho dos pacotes era limitado e não havia como atender a todos os prédios de uma cidade. A partir da década de 1950, o transporte pneumático foi sendo abandonado em favor do correio convencional. Ainda assim, as empresas continuaram a usá-lo até os anos 1980, quando o e-mail eliminou a necessidade dos tubos. Mas a aposentadoria não foi completa: hoje em dia, controlados por computador, esquemas de transporte a ar ainda são usados em alguns hospitais e fábricas, levando medicamentos e peças.

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