Roubaram o charuto de Churchill

A raiva na famosa foto não era posada

Redação AH

O fotógrafo conseguiu o que Hitler não havia: tirar Churchill do sério | <i>Crédito: Yousuf Karsh
O fotógrafo conseguiu o que Hitler não havia: tirar Churchill do sério | Crédito: Yousuf Karsh
FOTO-HISTÓRIA 

Eis aí o primeiro-ministro britânico Winston Churchill em fotografia do armênio-canadense Yousuf Karsh. Eles estão no Parlamento canadense, em 1941. A foto é claramente posada: a iluminação e o cenário mostram isso. Mas por que o político tem essa expressão furiosa?

Churchill estava em Ottawa, depois de passar por Washington, em busca de recursos e apoio para o único país europeu em combate com Adolf Hitler. Sua visita à América foi um sucesso. Antes do clique, fez um discurso espetacular. O incômodo começou assim que o primeiro-ministro deixou o plenário e seguiu para uma sala contígua, rodeado de políticos canadenses. Ele não gostou quando as luzes do fotógrafo foram acesas. "O que é isso? O que é isso?" Karsh se aproximou e disse desejar ter a sorte de fazer um retrato digno de tal momento histórico. "E por que não me disseram antes?", retrucou o inglês.


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Mal-humorado, acendeu um charuto, cuja fumaça atrapalhava a iluminação e a foto de Karsh. O fotógrafo não teve dúvida: arrancou o charuto de sua mão e deu as costas a Churchill, que o fuzilou com o olhar, eternizado pelo clique esperto. Depois disso, Karsh, um talentoso mas pouco conhecido fotógrafo canadense, fez alguns dos retratos mais icônicos do século 20, como o de Ernest Hemingway, Pablo Picasso e Fidel Castro (de quem não consta ter tirado o charuto).


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