Pirâmide achada esta semana parece ter sido 'roubada' por um faraó

Segundo arqueólogos, faraó mandou escrever seu nome por cima de o de um antecessor

Redação AH

As areias do tempo destruiram muitas pirâmides | <i>Crédito: Shutterstock
As areias do tempo destruiram muitas pirâmides | Crédito: Shutterstock

Esta notícia saiu dois dias atrás (04/04/2017), mas recebeu uma atualização importante agora. 

A parte inferior de uma pirâmide foi encontrada por uma missão arqueológica egípcia, na Necrópole de Dahshur (40 km ao sul do Cairo e das grandes pirâmides). Ainda que pouco tenha restado do exterior da pirâmide, esses corredores internos estão em ótimo estado de conservação. 

Adel Oshaka, diretor da obra na Necrópole, afirma que foi encontrado um corredor que levava a seu interior e uma sala que levava uma rampa ao sul, além de outra sala na parte oeste. 

A parte mais importante: um bloco de alabastro com inscrições (acima), que acabam de ser decifradas. Elas revelaram o nome do faraó Ameny Qemau, que reinou na 13ª dinastia, entre 1793 e 1791 a.C. 

Agora a parte bizarra: Ameny Qemau já tem uma pirâmide, descoberta em 1957 na mesma necrópole. Para que ele iria querer duas pirâmides, isto é, duas tumbas com seu nome? O egiptólogo Aidan Dodson, da Universidade de Bristol, já publicou estudos sobre a primeira pirâmide. Falando ao site LiveScience, afirmou ter uma hipótese: a de que Qemau simplesmente mandou escrever seu nome por cima da pedra que identificava o real dono da pirâmide. A baixa qualidade das inscrições é uma evidência. "Por que ele teria feito isso não está claro".


Fotos: Ministério das Antiguidades do Egito


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