A MISÉRIA, PELA MÃO DA MISERÁVEL

Carolina de Jesus foi a primeira autora a contar como era a favela sob o ponto de vista de quem vivia nela

Valéria França

Carolina autografando o primeiro livro para o jornalista Audálio Dantas | <i>Crédito: divulg
Carolina autografando o primeiro livro para o jornalista Audálio Dantas | Crédito: divulg
Depois de passar uma temporada morando na rua, com três filhos a tiracolo – o mais novo ainda bebê –, a mineira Carolina Maria de Jesus conseguiu um teto para a família. Era um barracão de madeira às margens do Rio Tietê, na zona norte de São Paulo. Atrás da casa havia um lixão, onde um frigorífico jogava carne com creolina, para evitar que alguém comesse. Em dia de chuva forte, a lama do rio avançava para dentro da casa, junto com ratos, dejetos e todo tipo de lixo. Carolina gostava de tudo limpo. Vaidosa, criava os próprios colares e brincos, mas a ocupação de catadora de papel fazia com que andasse maltrapilha e suada pelas ruas, com um saco nas costas. O dinheiro mal dava para a comida dos filhos, que não tinham pai. Um dia, cansada, começou a escrever tudo que lhe acontecia.
Assim nasceu Quarto de Despejo, publicado em 1960, a partir de cadernos preenchidos com os “desabafos” de Carolina. Os registros vão de 15 de julho de 1955 a 1º de janeiro de 1960, época em que era uma dos 50 mil moradores da Favela do Canindé, onde hoje está o Estádio da Portuguesa.
Aos 46 anos, ela revelou a miséria de sua comunidade, invisível para a sociedade. Carolina foi a primeira mulher negra, pobre, mãe solteira e semianalfabeta – ela não completou o primário – a publicar uma autobiografia. Onze mil exemplares foram vendidos em uma semana. Seguiram-se duas reedições, traduções para 13 línguas e venda em mais de 40 países. Foi assunto de escritores renomados, como Rachel de Queiroz e Manuel Bandeira.
Carolina era convidada para programas de auditório, palestras e até para almoçar na casa da tradicional família Matarazzo. “Saiu do lixo para o estrelato”, diz o jornalista Audálio Dantas, que descobriu a autora e editou Quarto de Despejo, preservando o estilo de Carolina e até os erros ortográficos.
“Eu trabalhava como repórter e me ofereci a escrever sobre a favela que estava crescendo no bairro do Canindé”, diz Dantas, que trabalhava para a Empresa Folha da Manhã, que hoje publica a Folha de S.Paulo. “Disse ao chefe de reportagem que acompanharia, pelo tempo que fosse necessário, o dia a dia da comunidade.” Dantas se
embrenhou durante três dias nos labirintos de barracos, “pisando o chão lamacento, sentido o fedor das valas de esgoto, ouvindo lamentos, xingamentos e blasfêmias”. Uma briga entre Carolina e um grupo de marmanjos, que insistiam em ocupar o parquinho das crianças, chamou a atenção do repórter. Ela queria que os grandalhões saíssem dali e, como não teve sucesso, gritou: “Vou botar o nome de vocês no meu livro”. Aos poucos, os ocupantes foram se esgueirando por um canto com medo da
ameaça. Todos sabiam que ela escrevia num caderno tudo o que acontecia na favela. “Ela olhou para mim e também disse que ia me colocar no livro dela. Estava mostrando que tinha força. E o livro era uma grande arma”, diz o jornalista. Dantas quis saber o que ela estava escrevendo. Carolina então lhe mostrou mais de vinte cadernos guardados em seu barraco, num armário de caixotes.

POEMAS E TEATRO
Parte do material, primeiro, virou matéria de jornal, depois, numa edição mais cuidadosa e completa, Quarto de Despejo. Mas ela gostava mesmo de fazer poemas, alguns inclusive já havia conseguido publicar em jornais, antes do encontro com o repórter. “Determinada, ela costumava andar pelas redações anunciando-se poetisa”,
afirma Dantas.
Quando o livro foi publicado, muitos duvidaram que uma mulher com tão pouca instrução fosse capaz de escrever uma obra assim relevante e questionadora. Outros acharam impossível. O que não impediu que surgissem admiradores e defensores. O poeta Manuel Bandeira escreveu no jornal O Globo que o preconceito era a principal razão de as pessoas não acreditarem que uma “negra favelada” pudesse ter escrito Quarto de Despejo. Foi além, dizendo que ninguém seria capaz de “inventar” um texto como o de Carolina.
“Minha mãe era assediada na rua. Era uma loucura. Todo mundo queria falar com ela e pedir autógrafo”, diz a filha caçula da autora, Vera Eunice de Jesus, de 61 anos, que hoje trabalha como professora de português na rede pública em São Paulo. “Durante três anos, minha mãe não parou em casa. Viajamos a convite para vários lugares do país. Minha mãe foi uma febre.”
Carolina carregava a filha caçula para qualquer lugar aonde fosse. Em 1961, um ano depois do lançamento, o livro virou argumento para o teatro, e estreou com a atriz Ruth de Souza no papel de Carolina. No mesmo ano, a escritora lançou um disco de 12 faixas com sambas e marchinhas de sua autoria – CarolinaMaria de Jesus, Cantando Suas Composições. A todo esse barulho seguiu-se o esquecimento. A escritora que havia chacoalhado o mundo literário morreu no anonimato e na pobreza,
num sítio em Parelheiros, no extremo sul de São Paulo, em 1977. Os filhos tiveram de emprestar dinheiro de uma vizinha para comprar o caixão.
“Ficamos com o modelo mais simples e barato, mas o dinheiro não deu para a coroa de flores. E, assim mesmo, demorei um ano para quitar o empréstimo”, diz Vera Eunice.
No ano passado, os inúmeros tributos realizados pelo centenário de Carolina tinham um quê de resgate da autora. “As homenagens fizeram com que eu fosse melhor apresentada à Carolina escritora. Conhecia muito pouco a história da minha mãe”, diz a filha, que participou da maioria dos eventos. Em um deles, Vera assistiu pela primeira vez o documentário alemão Favela: A Vida na Pobreza, de 1971. O filme, dirigido por Christa Gottman-Elter, foi lançado em 1971.

PÉ NA ESTRADA
A escritora reproduziu uma visão de mundo inovadora, sem o filtro dos intelectuais, mas de forma pungente. Muito antes, em 1890, O Cortiço trouxe o retrato de uma vida de pobreza, com histórias de furtos e homossexualidade.
O autor Aluísio Azevedo não pertencia ao mundo sobre o qual escreveu. Era formado em artes plásticas, e mais tarde virou cônsul. Carolina compara a favela a um
quarto de despejo, daí o nome do livro. “Estou no quarto de despejo, e o que está no quarto de despejo ou queima-se ou joga-se no lixo.” E sobre o centro de São Paulo: “Quando estou na cidade tenho a impressão que estou na sala de visita, com seus lustres de cristais, seus tapetes de viludo (sic), almofadas de sitim (sic). Quando estou
na favela, tenho a impressão que sou objeto fora de uso, digno de estar num quarto de despejo”. Na época do lançamento do livro, a TV era o mais novo meio de comunicação e os jornais traziam as notícias mais quentes.
São Paulo tinha um terço da população atual, 4 milhões de habitantes, e surgia, sob a gestão de Adhemar de Barros – governador do estado de 1947 a 1951, conhecido pelas grandes obras públicas e pelo moto “rouba, mas faz” –, como destino para migrantes que buscavam oportunidades de trabalho e uma vida melhor.
Carolina saiu de Sacramento (MG), aos 17 anos, a pé e decidida a nunca mais voltar. Vítima de preconceito e de abuso de autoridade, Carolina fora presa como suspeita
de ter roubado dinheiro da igreja. Na delegacia apanhou da polícia. Não deu certo. Prenderam então sua mãe, que também foi surrada. As duas ficaram detidas até que o padre encontrou o dinheiro. Ao sair da cadeia, colocou o pé na estrada.
Em cada cidade que chegava, arrumava um trabalho temporário, que rendia o dinheiro da comida, e pegava a estrada novamente. Isso se repetiu até alcançar o destino
final, São Paulo.

DOMÉSTICA
“Quando minha mãe chegou a São Paulo, conseguiu uma vaga de empregada doméstica na casa de Euryclides de Jesus Zerbini (o cirurgião que em 1968 realizou o primeiro transplante de coração da América Latina)”, conta a filha, Vera Eunice. O médico tinha uma excelente biblioteca. Carolina pediu e conseguiu permissão
para ler as obras durante as folgas de fim de semana. Mas logo foi demitida. Vieram os namoros e quatro gestações indesejadas. O primeiro filho ela abortou. Era uma menina, que ganhou o nome de Carolina. Depois nasceram João José, José Carlos e Vera Eunice. A essa altura, Carolina já estava morando na rua. “Ninguém empregava mãe solteira.
Então ela começou a catar papel para conseguir algum dinheiro”, diz Vera. “Um dia, um político teve a ideia de ‘limpar’ a cidade. Um caminhão passou recolhendo todos os mendigos. Embarcamos na caçamba e, como dizia minha mãe, ‘fomos despejados’ às margem do Rio Tietê.” Carolina saiu à procura de madeira para levantar o próprio barraco. Conseguiu uma doação na Igreja Nossa Senhora do Brasil, nos Jardins, a 9 quilômetros da favela. Colocou as tábuas na cabeça e começou a caminhar,
como estava acostumada. 
A extinta Canindé era uma favela com barracos construídos sobre a lama. Na favela a família sofria todos os tipos de carência. “Sonhei que eu residia numa casa residível (sic), tinha banheiro, cozinha, copa e até quarto de criada. Eu ia festejar o aniversário de minha filha Vera Eunice. Eu ia comprar-lhe umas panelinhas, que
há muito ela vivia pedindo... Sentei para comer... Eu comia bife, pão com manteiga, batata frita e salada. Quando fui pegar o bife, despertei. Que realidade amarga!”, escreveu em Quarto de Despejo.
A miséria era tanta que comida é uma questão do início ao fim do livro. “O dinheiro não deu para comprar carne, fiz macarrão com cenoura. Não tinha gordura, ficou horrível. A Vera é a única que reclama e pede mais. E pede: Mamãe, vende eu para a dona Julita, porque lá tem comida gostosa.”
Como atrás do barraco de Carolina tinha um lixão, na intenção de proteger os filhos, e sabendo da fome que todos passavam, vivia dizendo que ninguém podia pegar comida de lá. Mas, algumas vezes, não tinha escapatória. “Eu ontem comi aquele macarrão do lixo com receio de morrer.”

POLÍTICOS
Carolina tinha de fato esperança que um dia os políticos dariam um jeito para mudar a vida dos pobres. Uma crença que, em parte, veio de uma experiência inusitada. “Quando minha mãe saía para catar papel, usava um saco na cabeça, segurava outro apoiado nas costas, e com o braço livre me carregava no colo”, conta Vera. Não importava se estivesse fraca, por falta de comida, ou doente. Desde jovem, ela sofria com feridas que costumavam surgir nas pernas.
“Uma vez, estava tão mal, quase se arrastando pela rua, comigo no colo, que um carro parou.” Vera relata que um homem desceu, perguntou o nome de sua mãe e pediu que ela entregasse a criança. O homem disse que Carolina precisava ser levada a um hospital.
Segundo Vera, era Jânio Quadros, então governador de São Paulo. O político internou Carolina em um hospital e deixou a menina aos cuidados de uma família até que sua mãe tivesse alta. 
A escritora gostava mesmo de Adhemar de Barros e deixa isso bem claro em Quarto de Despejo: “Eu sempre fui ademarista. Gosto muito dele, e de Dona Leonor.
Florencia (vizinha de barraco) então perguntou a Carolina:
– Ele já te deu esmola?
– Já. Deu o Hospital das Clínicas.”

APEDREJADOS
“Negrinha feia e chata.” Com essas palavras, Carolina registrava como as pessoas se referiam a ela desde criança. Na Favela do Canindé não foi diferente. “As pessoas não gostavam muito dela”, diz Dantas. Carolina não era como a maioria e não conseguia socializar. “Minha mãe tinha um vocabulário mais erudito. Nós (os filhos) muitas vezes não entendíamos direito o que ela dizia”, diz Vera, que conta que os vizinhos chegaram a colocar fogo no barraco deles. “Eu me lembro até hoje que eu chorava que meu carrinho de boneca estava pegando fogo.”
Quando Quarto de Despejo foi publicado, os moradores da favela não gostaram. “Muitos deles estavam registrados naquelas páginas, com nome e tudo, como ela havia ameaçado durante todo o período que moramos ali”, conta a filha. A vizinhança chamava Carolina de “escritora viralata”. O sucesso da edição aumentou a tensão na comunidade. “Acharam melhor tirar minha família da favela. No dia da mudança, fomos apedrejados. Meu irmão ainda tem a cicatriz perto dos olhos”, diz Vera. Os quatro foram levados para o porão de uma grande empresa de açúcar. “Era o máximo aquele porão. Os empregados levavam comida, que era ótima. Um dia serviram lagosta.”

VIDA BURGUESA
Uma casa de alvenaria, no Alto de Santana, bairro de classe média na zona norte, foi o novo destino da família Jesus. O sucesso do livro tinha proporcionado um dos sonhos da autora, morar numa casa “residível”, como escrevia sempre. Só que a adaptação não foi fácil, nem para a escritora e os filhos, nem para a vizinhança.
“Ela reclamava que as pessoas não gostavam dela porque era negra”, afirma Dantas. Havia outras questões além do preconceito. A fama da escritora tumultuou a rua pacata. “As emissoras de TV chegavam de ônibus, lotados de equipamentos para transmissão.
Na porta de casa formava fila de gente pobre que surgia do nada para pedir coisas”, diz Vera. Carolina ainda levava mendigos para dentro de casa, por pena. “A gente acordava e tinha um estranho dormindo na sala, que depois ainda roubava nossas coisas”, afirma a filha. Os vizinhos reclamavam do som alto. Carolina escutava valsas no último volume e dançava até cansar. “Ela ficava com raiva e dizia que era inveja da vizinhança”, diz Dantas. “Carolina tinha um gênio difícil. Não aceitava que ninguém dissesse o que devia fazer.”
A vida em Santana se transformou no livro Casa de Alvenaria (1961) – depois ela ainda publicou Pedaços de Fome e Provérbios (1963). Três anos depois que a família estava enfim bem-acomodada e em residência própria, Carolina comunicou que havia comprado um sítio próximo a São Paulo, em Parelheiros, e que eles iriam se mudar. “O lugar era péssimo. Não tinha nem luz”, conta Vera. “Então a vida começou a piorar muito. Meus irmãos ficaram revoltados. O dinheiro era curto.”
A filha diz que a mãe não sabia administrar o que ganhava, e que também assinava muito papel em branco. “Ela deu um jeito para todo mundo estudar, mas não tínhamos como comprar coisas básicas, como sapatos. Íamos descalços para a escola. A professora colocava a gente no sol para esquentar”, lembra Vera. “Também
não havia dinheiro para óleo, café e manteiga. Só não passávamos fome porque criávamos galinhas e porcos. A vida voltou a ser dura.”
Carolina estava novamente nas ruas recolhendo papel. “Não foi sensacionalismo, como disseram na época. Foi necessidade, mesmo.”
Depois da morte da autora, foram publicados Diário de Bitita (1982) e Onde Estás Felicidade (2014). Há mais de 5 mil páginas de textos inéditos de Carolina de Jesus.
No ano passado, até as escolas municipais festejaram a autora, o que fez com que os pais dos alunos de Vera, assim como os próprios estudantes, passassem a enxergá-la com outros olhos. 
“Foi engraçado. Parecia que eles estavam me vendo pela primeira vez. Numa reunião com os pais, uma das mães se levantou e disse que sentia muito orgulho de o filho ter como professora a filha de Carolina Maria de Jesus. Fiquei surpresa. Isso nunca tinha acontecido.”
Apesar do sucesso efêmero, a escritora deixou um legado literário importante, objeto de estudo de pesquisadores no Brasil e no mundo. “Ela é precursora da Literatura Periférica”, diz Fernanda Rodrigues de Miranda, da Universidade de São Paulo, uma das dezenas de pesquisadores cuja tese de mestrado tratou da autora. “Carolina traz o cotidiano periférico não somente como tema, mas como maneira de olhar a si e a cidade”, diz Fernanda.

PERIFERIA
Hoje a periferia tem voz. A internet e as redes sociais ajudaram a democratizar o acesso à informação do que se produz longe dos olhos da parte rica das grandes cidades. Racionais MC’s, grupo de rap formado em 1989, e o romancista Ferrez são exemplos de artistas da periferia da zona sul de São Paulo, que construíram a carreira longe do centro. O cotidiano dos jovens, a violência e a pobreza estão presentes nas músicas do Racionais e nos poemas e livros de Ferrez. Trata-se da chamada
arte marginal, gênero que tem espaço e importância na construção da identidade cultural do país.
Carolina foi pioneira do estilo, mas caiu no ostracismo. Por quê? “Ela se transformou em artigo de consumo, que as pessoas queriam ver e conhecer. Quase como algo curioso”, diz Dantas, que acompanhou a escritora por vários anos. “E, como toda curiosidade, com o tempo perdeu a graça.”


Para saber um pouco mais

NO MORRO DAS FAVAS - AS ORIGENS DAS FAVELAS BRASILEIRAS
O dicionário define favela como conjunto de habitações toscas e miseráveis, geralmente em morros, onde habita gente pobre. A palavra surgiu com a Guerra de Canudos, no fim do século 19. Em Os Sertões, o jornalista e escritor Euclides da Cunha descreve o Morro da Favela, ponto estratégico da região do sertão baiano onde o beato e líder Antônio Conselheiro e seus fiéis estavam assentados. Favela é diminutivo de fava, planta abundante na encosta do morro. “Quando os veteranos do conflito voltaram ao Rio de Janeiro, pediram permissão ao Ministério da Guerra para construir casas no Morro da Providência”, conta o sociólogo Nestor Goulart Reis, professor da Universidade de São Paulo. “Talvez pela semelhança com o morro baiano ou pela posição geográfica estratégica que ocupava, os soldados apelidaram o local de favela.” Consequência da má distribuição de renda e do crescimento das cidades, o processo de favelização é anterior à industrialização do Brasil. “Sempre houve problema de habitação nas regiões urbanas”, diz Reis. Nas bordas de Salvador e Recife, por exemplo, moradias precárias já eram comuns desde o século 19. “Com
teto de palha, as casas dos negros eram chamadas de mucambos”, diz Reis. Em São Paulo isso também aconteceu. As áreas inundáveis eram as terras mais fáceis de ser
ocupadas pelos escravos. A Favela do Canindé, onde morou Carolina de Jesus, surgiu nas margens do Rio Tietê. Hoje, vivem em comunidades, o nome politicamente correto que rebatizou as favelas, 11 milhões de brasileiros. Há 11 mil moradias em lixões, aterros sanitários e áreas contaminadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

17/05/2016 - 10:32

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