Conheça os 10 sítios arqueológicos mais impressionantes do mundo

Os complexos arqueológicos impressionam milhares de turistas todos os anos. Confira!

André Nogueira Publicado em 11/05/2019, às 12h00

Crédito: Reprodução

10) Delfos (Grécia)

Região próxima à capital Atenas, o sítio grego era, na Antiguidade, um importante local de culto ao deus Apolo, com um templo do século IV a.C. Era o espaço mais importante da região para o culto do deus da beleza e da razão, morada dos oráculos. A estrutura original foi destruída por um terremoto em 373 A.C e acabou sendo restaurada em 1930.

O templo é circundado por capelas que abrigavam oferendas e as preces dos devotos do deus do sol, em celebração a vitórias dedicadas a ele nas cidades-Estados. No local, é possível visitar o Tesouro de Atenas, o Tesouro de Sifnos e o Tesouro de Argos.

Crédito: Wikimedia commons

9) Pompeia, Itália

Pompeia é um sítio singular, um dos mais famosos da História. Isso porque a notória cidade do Império Romano foi atingida por uma erupção vulcânica em 79 d.C. A lava era tão quente e rápida que a maioria dos corpos podem ser visitados em posições originais e num bom estado de conservação.

Durante séculos, a cidade ficou enterrada sob a lava, até que no século XVIII foram desenterrados os corpos e os edifícios do local, revelando uma importante cidade. O local é o mais notório parque conservado da vida romana antiga do mundo, atraindo anualmente milhares de visitantes.

Crédito Reprodução

8) Parque Nacional da Serra da Capivara, Brasil

Esse sítio brasileiro, localizado no estado nordestino do Piauí, é um dos principais locais de preservação de materiais da pré-história brasileira, sendo um espaço importante para os estudos sobre a ocupação humana da América. Conhecida principalmente por suas pontas de lança e suas pinturas rupestres, a Serra da Capivara é um verdadeiro museu a céu aberto.

Além das artes, o local atrai o público por suas estruturas naturais de estonteante beleza, como os cânions das Canoas, originadas de um mar milenar que secou no interior do Nordeste, o Boqueirão da Pedra Furada e a Serra das Confusões.

Crédito: Reprodução

7) Luxor, Egito

O local possui grande importância e suntuosidade arquitetônica e geológica, entretanto, o que mais se destaca na cidade é o fato de ser o único sítio no Egito que abriga informações do mundo faraônico, greco-romano, copta e islâmico. Os turistas podem transitar entre os corredores e edifícios.

Em Luxor, os visitantes podem ver de perto a fileira de esfinges pequenas e alinhadas, além, claro, do conhecido Templo de Karna, do período ramsético, composto por grandes esculturas e colunas estruturais isoladas em ótimo estado de conservação.

A visita ao local também proporciona um contato com estátuas de Ramsés II, quartos, santuários e textos monumentais em hieróglifo.

Crédito: Divulgação

6) Éfeso, Turquia

A cidade, localizada no sudoeste da Turquia, é uma ocupação grega (e, depois, romana) fundada em 350 a.C. e abriga o importante Templo de Ártemis, que é reconhecido pela UNESCO como Maravilha do Mundo.

A região passou por diversos momentos de destruição e reconstrução dos artefatos arqueológicos arquitetônicos. Hoje, é possível encontrar diversos arcos e colunas que sustentavam a estrutura na época em que era ocupada.

Crédito: Reprodução

5) Parque Nacional de Mesa Verde, Estados Unidos

O parque, repleto de sítios arqueológicos do estado do Colorado, pode ser visitado nos EUA. Trata-se de um imenso complexo residencial e de trabalho ocupado antigamente pelos nativos americanos, principalmente pelo povo conhecido como Puebla, uma civilização antiga.

O grande número de casas construídas em pedra cravadas - e entalhadas nas montanhas e penhascos - é a característica marcante do local. É lá que fica a maior e mais famosa estrutura do tipo, um edifício conhecido como Palácio do Penhasco.

Crédito: Reproduçaõ

4) Angkor Wat, Camboja

Esse é o mais extraordinário templo budista da região se Angkor, centro do reino Khmer, no Camboja. O local se destaca por ser o único do tipo que ainda tem relevância religiosa entre os monges budistas da região - eles usam o complexo como moradia e circuito de meditação.

A estrutura é do século XII e segue tradições estilísticas do mundo hindu, que usavam muito o esquema de “templo-monte”. Durante os reinados seculares dos khmer, o complexo foi ampliado, o que acumulou um gigantesco acervo de galerias com materiais de diversos momentos históricos.

Crédito: Divulgação

 


3) Machu Picchu, Peru

A poucos quilômetros de Cusco, no coração dos Andes, Machu Picchu se esconde entre nuvens e montanhas no circuito interno do centro do Império Inca.

A cidade foi encontrada acidentalmente em 1911, durante as buscas pelo El Dorado, nas Cordilheiras, entrecortada pela floresta amazônica. O local era ocupado pelos índios entre 1.200 e 1.550.

O local representa o poder religioso e político dos incas e atrai a tensão por sua suntuosidade arquitetônica, projetada por xamãs, e pela força que a beleza natural das cordilheiras.

Crédito: Wikimedia commons

2) Tikal, Guatemala

Trata-se do maior complexo arquitetônico a céu aberto conhecido pela arqueologia sobre os povos maias. O local abriga grandes construções de pedra no meio da floresta tropical centro-americana.

A região é repleta de árvores chamadas ceiba - sagrada para os índios guatemaltecos, atraindo a atividade religiosa no auge dessas sociedades. Como consequência, a região é conhecida pelos seus templos em formato de pirâmide.

O sítio hoje pertence ao Parque Nacional de Tikal, reconhecido pela UNESCO. Na época em que era usado, o centro era uma das mais relevantes convergências populacionais e culturais do mundo maia. O complexo foi erguido próximo ao século IV a.C. e sofreu modificações entre os séculos III e IX d.C.

Crédito: Reprodução

1) Petra, Jordânia

O sítio é mundialmente conhecido por enormes construções talhadas em rocha vermelha. A cor forte da fachada dos templos de Petra se confunde com as cores do Deserto, formando uma imagem espetacular. A cidade remete ao ano de 321 a.C e não inclui tijolos, pedras ou argamassa, sendo completamente esculpida na própria montanha.

Petra foi a capital dos nabateus na antiguidade e foi construída para o controle das rotas que passavam lá, durando por séculos até a dominação romana da região. A partir de então, a cidade focou quase desconhecida, perdida no meio das montanhas, até ser reencontrada no século XIX por um arqueólogo suíço.

Crédito: Wikimedia commons

 

Leia também

São Paulo, cidade da arqueologia: a capital é repleta de sítios e alto potencial de materiais a se explorar
Conheça o "Stonehenge brasileiro": O místico sítio Calçoene, no Amapá
Como ler textos em hieróglifo? Um breve guia de como funciona a escrita dos antigos egípcios
Conheça quatro culturas que viveram na Amazônia Antiga
Sarcófago de 3.000 anos é aberto em conferência no Egito
viagens EUA Turquia Brasil arqueologia Itália Peru Jordânia sítios Egito Grécia Guatemala Turismo