A bandeira e a tocha olímpicas

A união entre os povos

Willy Delvalle Publicado em 15/08/2016, às 15h32 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h36

A tocha é carregada por vários atletas até chegar ao estádio olímpico. A tradição teve início nas Olimpíadas  de Berlim, em 1936
A tocha é carregada por vários atletas até chegar ao estádio olímpico. A tradição teve início nas Olimpíadas de Berlim, em 1936 - Getty Images
Bandeira 
A bandeira olímpica foi idealizada pelo barão de Coubertin, o fundador dos Jogos Olímpicos da era moderna, em 1913 e hasteada pela primeira vez num estádio na Olimpíada de 1920, em Antuérpia. Os cinco anéis entrelaçados representam os cinco continentes (azul, Europa; amarelo, Ásia; preto, África; verde, Oceania; e vermelho, América). Além dos anéis, a bandeira traz também o lema olímpico Citius, Altius, Fortius (mais rápido, mais alto, mais forte). As cinco cores dos anéis, mais o branco, compõem as cores das bandeiras dos países que participavam dos Jogos na época em que o símbolo foi concebido. 
Fazia um ano que as Olimpíadas haviam acontecido em Estocolmo, que foi a primeira edição em que países dos cinco continentes participaram do evento. 
A proposta de união acontecia num momento em que os nacionalismos se intensificavam na Europa e o acirramento aumentava as tensões. A Primeira Guerra Mundial, iniciada logo depois, em 1914, comprovaria o fato.

Tocha 
A tocha é uma homenagem às origens dos Jogos. O fogo, sagrado na Grécia Antiga, era mantido aceso nos altares dos principais templos durante as competições. Sua chama é acendida meses antes do início dos Jogos, e seu percurso (sempre que possível por terra) se inicia com um atleta grego. Ao chegar à cidade-sede, é utilizada para acender a pira olímpica, o que é feito por um atleta do país organizador. Ela só é apagada ao final da competição. 
A prática do revezamento começou nas Olimpíadas de Berlim, em 1936.