Barragem rolante

Durante a Primeira Guerra, o fogo pesado da infantaria e da artilharia obrigava o inimigo a manter-se na defesa

Felipe Jaeger Publicado em 01/09/2007, às 00h00 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h36

Aventuras na História
Aventuras na História - Arquivo Aventuras

A barragem rolante (rolling barrage), uma variante tática do fogo de barragem, foi utilizada pela primeira vez em 1913 por tropas búlgaras durante o cerco de Adrianópolis, quando forças aliadas dos Bálcãs lutaram contra os turcos otomanos. Retomada em 1916 pela Real Artilharia Britânica na Batalha de Somme, durante a Primeira Guerra Mundial, essa tática foi importante para manter as tropas inimigas em posição de defesa e impedir seu avanço. A manobra consistia em uma ação conjunta da artilharia e da infantaria: enquanto a primeira abria fogo, a segunda avançava. Com disparos constantes e ininterruptos, formavam uma grande cortina de fumaça na frente da trincheira adversária, o que ajudava a confundir o inimigo. A tática tornou-se obsoleta com a miniaturização do rádio – com a invenção dos aparelhos portáteis, as tropas podiam pedir apoio localizado para a artilharia no campo de batalha – e, já na Segunda Guerra Mundial, deixou de ser usada.

Artilheiros

Normalmente em grupos de seis, tinham papel fundamental na barragem rolante e exerciam diversas funções, como municiar e ajustar o canhão, obter as coordenadas e efetuar os disparos

Obuses Britânicos Mark 1

Usavam munição de calibre 8 polegadas (203 mm) e eram uma improvisação de canhões navais de 6 polegadas encurtados, o que a tornava uma arma pouco confiável e de difícil manutenção

Infantaria

O avanço da infantaria era proporcional à velocidade com que o fogo da barragem rolante progredia. Podia atingir a linha de frente no caso de um avanço lento ou criar um buraco entre as tropas e os disparos, se fosse muito rápido

Granadas

Variavam em calibre e tipo, dependendo da artilharia usada. Podiam ser de alta explosão, usada contra estruturas, ou de fragmentação, utilizada contra tropas

Granadas não explodidas

Com a crescente demanda por armamentos criada pela Primeira Guerra Mundial, os projéteis utilizados não tinham boa qualidade e muitos deles não explodiam

Terra de ninguém

Área entre as trincheiras inimigas e aliadas que não era ocupada por nenhum dos lados. Era desprotegida e fazia dos soldados um alvo fácil para o fogo da artilharia ou de metralhadoras

Observadores avançados

Camuflados, ficavam também atrás das linhas inimigas e passavam através de telefones com fio as coordenadas dos alvos e os ajustes necessários para os grupos de artilharia

Arame farpado

Usado largamente pelos dois lados, servia para barrar o avanço da infantaria. Um dos objetivos da artilharia era destruir o arame farpado e abrir caminho para as tropas