Batalha por Faluja: labirinto insurgente

Em 2004, o conflito urbano no Iraque foi o pior enfrentado pelo exército americano desde a Guerra do Vietnã, em 1968

Danilo Cezar Cabral Publicado em 01/04/2008, às 00h00 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h36

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Num misto de humor negro e resignação, os fuzileiros navais americanos definiram a cidade iraquiana de Faluja em uma frase: “Se Faluja não é o inferno, certamente tem o mesmo CEP”. Situada a 56 km a oeste de Bagdá, Faluja foi palco, em 2004, de um sangrento confronto durante a operação que visava a sua retomada – a cidade estava nas mãos dos insurgentes – e a preparação do terreno para as eleições que iriam ocorrer em 2005. A tentativa de captura do líder insurgente, Abu Musab al-Zarqawi, falhou. Setores de inteligência informaram, posteriormente, que Zarqawi havia partido dois dias antes da investida. A chamada Operação Fúria Fantasma foi precedida por semanas de bombardeio aéreo e contou com a participação das forças de segurança iraquianas. No dia 23 de dezembro, após quase sete semanas de combates, a cidade foi reaberta.

CAMPO DE FUTEBOL

Era o local onde os insurgentes levavam seus mortos e feridos durante os primeiros dias de resistência contra a investida inicial das forças americanas

CAMPO DE FUTEBOL

Era o local onde os insurgentes levavam seus mortos e feridos durante os primeiros dias de resistência contra a investida inicial das forças americanas

PREFEITURA E DELEGACIA

Os americanos só conseguiram fixar suas posições e manter o controle dos prédios após uma batalha de 30 horas. Enfrentaram freqüentes disparos de franco-atiradores vindos dos minaretes das mesquitas próximas ao local

CERCO

O exército americano criou um cordão de isolamento no entorno da cidade, com tanques, veículos blindados e posições de artilharia, para evitar a fuga de insurgentes e cortar possíveis rotas de suprimento e reforços

PONTE KOST

Iraquianos enfurecidos mataram quatro contratados da empresa de segurança privada Blackwater. Os corpos carbonizados foram arrastados e depois dependurados ao longo da ponte

ESTOQUES

Armas e munições foram espalhadas em diversos pontos da cidade e escondidas em locais estratégicos predeterminados para facilitar o rearmamento e o deslocamento dos insurgentes

INSURGENTES

Em sua maioria extremistas religiosos. Normalmente, vinham da guarda republicana do Iraque, somados a veteranos da Chechênia e do Iêmen. Após os três primeiros dias de combate, separaram-se em pequenas células, atacando e mudando de posição freqüentemente

HOSPITAL GERAL DE FALUJA

O prédio foi cercado pelas tropas americanas e tomado pelas forças de segurança iraquianas. Os iraquianos renderam e aprisionaram os pacientes em busca de insurgentes