Carros de combate: briga de brucutus

Os veículos foram decisivos nas batalhas em que Rommel lutou durante a Segunda Guerra

Fabiano Onça Publicado em 01/11/2007, às 00h00 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h36

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De um modo ou de outro, Rommel sempre esteve próximo de situações em que os tanques tiveram um papel decisivo. Na invasão da França, em 1940, os carros de combate foram fundamentais para o sucesso da Blitzkrieg – a guerra-relâmpago – ao romperem as linhas inimigas. No deserto não foi diferente. Em terreno aberto, propício ao movimento, a artilharia e a infantaria atuaram como coadjuvantes para as massas de blindados que se enfrentavam nas areias. Na defesa da Normandia, o grande dilema alemão era: onde posicionar as divisões blindadas para repelir um desembarque aliado? Rommel provou, mais do que ninguém, que a Segunda Guerra foi um conflito decidido pelos blindados.

Panzer IV

O que era - Este tanque médio foi originalmente produzido para dar suporte à infantaria, enquanto seu irmão, o Panzer III, cuidaria do engajamento com os tanques. Foi o carro de combate mais produzido pela Alemanha durante a Segunda Guerra (9 mil unidades).

Por que foi importante - Na prática, o Panzer IV assumiu também o papel de combate contra os blindados inimigos. Na invasão da França, seu canhão modesto deu conta dos Renault, mas na África, por exemplo, ele penou contra os Matildas britânicos. Constantemente melhorado, o veículo serviu em todos os teatros da Segunda Guerra dos quais a Alemanha tomou parte.

Ficha técnica

Comprimento - 5,9 metros

Largura - 2,8 metros

Armamento principal - canhão de 75 mm

Armamento secundário - metralhadora MG-34

Velocidade máx. - 32,4 km/h

Peso - 24 toneladas

Tripulação - 5

M3 Lee

O que era - Este tanque de assalto americano foi produzido às pressas para ser empregado tanto pelas forças dos Estados Unidos quanto pelas tropas britânicas (versões modificadas deste tanque, atendendo a demandas dos ingleses, deram origem a uma variante conhecida no Reino Unido como Grant). Ao todo, foram produzidas cerca de 6 ,2 mil unidades deste tanque.

Por que foi importante - Como tanque de assalto, possuía armamento e blindagem superiores aos da época, mas tinha problemas de design e uma performance medíocre em terreno aberto. Foi rapidamente substituído pelo M4 Sherman, mas teve tempo de entrar em ação no norte da África, como na fatídica batalha de Gazala (1942), na qual Rommel desbaratou os Exércitos aliados.

Ficha técnica

Comprimento - 54,6 metros (corpo principal)

Largura - 2,7 metros

Armamento principal - canhão de 75 mm M2/M3

Armamento secundário - 3 a 4 metralhadoras .30 browning M1919A4

Velocidade máx. - 40 km/h

Peso - 24 toneladas

Tripulação - 7 (Lee), 6 (Grant)

Carro Armato Fiat Ansaldo M13/40

O que era - Sob quase todos os aspectos, foi um carro de combate inferior, exceto pelo inovador uso de diesel no lugar da gasolina – que se provou um combustível mais barato, menos inflamável e com uma performance melhor.

Por que foi importante - Era o que os italianos tinham para brigar contra os ingleses na África e permaneceu em uso durante todo o conflito. Em El Alamein, 230 deles foram designados para barrar os tanques aliados que atravessassem os campos minados. Mas eram tanques frágeis. Na batalha de Bardia (1940), seis deles foram destruídos por um único canhão antitanque inglês de 40 mm.

Ficha técnica

Comprimento - 4,92 metros

Largura - 2,2 metros

Armamento principal - canhão de 47 mm Ansaldo 47/32

Armamento secundário - metralhadora 8 mm Breda

Velocidade máxima - 30 km/h

Peso - 27 toneladas

Tripulação - 4

Matilda II

O que era - O Matilda II (A12), depois simplesmente chamado de Matilda, era um tanque médio de suporte à infantaria. Ao todo, foram fabricadas quase 3 mil unidades do tanque até 1943.

Por que foi importante - Durante a invasão da França, os Matildas provaram-se adversários duros de roer para os alemães, graças a sua blindagem absurda (78 mm frontal, 65-75 mm nos lados), que resistia a todos os canhões da época – exceto o do FlaK88. Mas o Matilda tinha um grave problema: sua blindagem pesada o tornava um tanque lento, com velocidade máxima de 24 km/h.

Ficha técnica

Comprimento - 6 metros

Largura - 2,6 metros

Armamento principal - canhão de 40 mm (2 pdr)

Armamento secundário - metralhadora 7.92 mm BESA

Velocidade máxima - 24 km/h

Peso - 27 toneladas

Tripulação - 4

FlaK 88

O que era - Seu nome completo é Flugzeug abwehr-Kanone (FlaK), que significa canhão antiaéreo. Foi uma arma construída em larga escala pelos alemães durante a Segunda Guerra e utilizada em todos os cenários do conflito. O número 88 refere-se ao calibre do canhão – 88 mm.

Por que foi importante - Desde a Guerra Civil Espanhola, os alemães utilizavam o FlaK com outra finalidade além da função antiaérea: a de antitanque. Basicamente, dentro de um raio de 1 km, não havia blindagem que resistisse a um impacto direto de um projétil dele. Rommel rechaçou um contra-ataque inglês em Arras, na França, em 1940, valendo-se dos FlaK. Na África, ele repetiu o feito, criando emboscadas para os tanques ingleses e varrendo-os, em seguida, com os FlaK 88 previamente escondidos.

Ficha técnica - 88 FlaK 36

Peso - 7 toneladas

Canhão - 88 mm

Taxa de fogo - 15 a 20 projéteis por minuto