Em defesa do papa: Pio XII não apoiou nazistas na visão de Peter Godman

Em defesa do papa: Pio XII não apoiou nazistas na visão de Peter Godman

Celso Miranda Publicado em 01/07/2007, às 00h00 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h36

Aventuras na História
Aventuras na História - Arquivo Aventuras

Em O Vaticano e Hitler (Martins Fontes), o historiador neozelandês Peter Godman, professor da Universidade de Roma, defende o Vaticano e Pio XII das acusações de silenciar diante das atrocidades nazistas da Segunda Guerra. Para tanto, baseia-se, principalmente, em documentos do mandato de seu predecessor, Pio XI, que analisam e criticam a ascensão de Hitler na Alemanha. De uma forma enviesada e protocolar, o autor alinha argumentos em defesa do bispo germanófilo Alois Hudal, simpatizante da causa nacional-socialista e que ajudou nazistas a deixar a Europa depois da guerra.

Trecho do livro

"Por que a Igreja Católica não levantou a voz contra as crueldades do racismo, a brutalidade do totalitarismo e a repressão à liberdade no Terceiro Reich? Será que o notório silêncio – por parte de Roma – em relação aos nazistas abalou a autoridade moral da Igreja? Tais questões não foram levantadas de modo imparcial. Marcada pelo tempero da especulação, a polêmica centrou-se no ‘papa de Hitler’, Pio XII (1939-1958), permanecendo ignorado o fato de que, na década de 1930, muito antes de esse homem sagrar-se papa, a Santa Sé preparara um condenação dos erros morais e doutrinais do nacional-socialismo."