Galeria Nacional de Arte

Um lugar para seperder entre obras de Da Vinci, Monet e Van Gogh

Adriana Maximiliano Publicado em 01/07/2006, às 00h00 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h36

Aventuras na História
Aventuras na História - Arquivo Aventuras

A National Gallery of Art (Galeria de Arte Nacional), localizada em Washington, Estados Unidos, é um labirinto de arte e história. Um lugar perfeito para se perder entre obras de nomes como Van Gogh, Leonardo da Vinci, Matisse e Monet.

Ela foi inaugurada em 1937, após a morte do colecionador de arte Andrew W. Mellon. Filho e neto de banqueiros, Mellon foi secretário do Tesouro e embaixador, mas seu grande sonho era dar aos Estados Unidos uma galeria nacional. Por isso, começou a colecionar arte nos anos 20 e doou todas as suas peças – 126 pinturas e 26 esculturas – para a instituição, além do dinheiro para a construção do primeiro prédio da galeria. Entre os destaques da coleção estavam 21 quadros de Rafael, Rembrandt e outros, que ele comprou do Museu Hermitage, de São Petersburgo, na Rússia. Com o tempo, centenas de outros colecionadores doaram obras de arte para a National Gallery.

A instituição é formada hoje por dois prédios, que abrigam mais de 110 mil objetos. Um móbile gigante do escultor americano Alexander Calder decora o lobby de um dos edifícios. Há quadros, fotografias, esculturas e esboços de artistas famosos espalhados por mais de 100 salas e corredores. Nos fins de semana, o cinema da galeria abre suas portas para o público. As atrações vão de desenhos japoneses a filmes mudos acompanhados de um pianista ao vivo. Tudo de graça.

 

Parede forrada

São mais de 110 mil objetos em dois prédios

1. Na cova dos leões

Daniel na Cova dos Leões é muito mais do que uma música da Legião Urbana. A história do herói bíblico condenado a passar a noite com leões foi pintada por Peter Paul Rubens entre 1614 e 1616,e retrata o dia seguinte, quando Daniel agradece a Deus por ter sobrevivido.

2. Noite em claro

Pintor oficial do Império Napoleônico, Jacques-Louis David retratou o chefe em três quadros. O último, Napoleão em seu Escritório, é de 1812. Detalhes como o cabelo bagunçado, o relógio marcando 4h13 e as velas quase apagadas foram usados para mostrar que Napoleão teria passado a noite em claro, preparando o Código Napoleônico.

3. Lá vem a noiva

Para celebrar o noivado de Ginevra, a família Benci foi ao estúdio do escultor Andrea del Verrocchio, em Florença, e contratou um jovem pintor para fazer o retrato da moça. O nome do artista? Leonardo da Vinci. O quadro Ginevra de· Benci foi feito entre 1474 e 1478 e é um de seus primeiros trabalhos. Na ocasião, Ginevra tinha cerca de 15 anos e Da Vinci, pouco mais de 20.

4. filho de Madona

Entre centenas de obras da Galeria Nacional sobre o tema “Madona e a Criança”, uma se destaca. Pintada em 1508, Madona Niccolini-Cowper foi provavelmente o último quadro que o italiano Rafael pintou em Florença, antes de se mudar para Roma. A criança segura inquieta a roupa da mãe, como se quisesse ser amamentada.

5. A grande notícia

Em A Anunciação, Jan van Eyck pintou, entre 1434 e 1436, o momento em que Maria recebe do anjo Gabriel a notícia de que seria mãe de Jesus, segundo consta na Bíblia. Nos contrastes entre a parte superior e a inferior da igreja retratada, Eyck estaria mostrando a transição do Velho para o Novo Testamento.

6. Renoir aos montes

A Dançarina, de 1874, é um dos 78 trabalhos do francês Auguste Renoir expostos no museu –há quadros, esculturas e esboços do artista de 1870 a 1916. A obra mostra sua admiração por outros tipos de arte. Antes de ser pintor, Renoir fez parte do coro da Ópera de Paris.

7. Falta de cores

A Galeria Nacional tem 20 quadros do francês Henri Matisse. Feito em 1901, La Coiffure é o mais sensual, mas também o mais antigo e menos conhecido. A obra é curiosa mais pelo que não apresenta do que pelo que está nela: falta o colorido que marcaria o nome do artista e acabaria influenciando a pintura do século 20.

8. Tudo em família

Rembrandt e Rubens foram batizadoscom nomes de pintores famosos por causa da paixão do pai, Charles Willson Peale, pelas artes. Um acabou mesmo virando pintor, enquanto o outro foi parar dentrodo quadro. Rembrandt Peale quis pintaro irmão Rubens para comemorar seu sucesso como botânico – ele teria plantado o primeiro gerânio da América. Rubens Peale com um Gerânio é de 1801.

9. Deuses e ninfas seminuas

O quadro renascentista A Festa dos Deuses foi feito por Giovanni Bellini, em 1514, quando ele já tinha 88 anos. Maior pintor veneziano do século 15, Bellini morreria dois anos depois, mas sua obra seria retocada por outro mestre de Veneza, Ticiano, em 1529. No quadro, deuses da mitologia grega bebem vinho com ninfas seminuas. No canto direito, Príapo, deus da fecundidade, tenta levantar a saia da ninfa Lótis para violentá-la.

10. Tema repetido

Entre 1892 e 1894, o impressionista francês Claude Monet alugou um quarto perto da Catedral da cidade de Rouen, na França, e retratou-a em mais de 30 telas, em diferentes horários e estações do ano. A obra que está exposta na Galeria Nacional mostra a fachada oeste à luz do dia. Há outros 24 quadros de Monet nas paredes da galeria, inclusive outro que tem a catedral como tema.

 

Saiba mais

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