História natural do Smithsonian

História natural do Smithsonian

Adriana Maximiliano Publicado em 01/10/2005, às 00h00 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h36

Aventuras na História
Aventuras na História - Arquivo Aventuras

Apenas no ano passado, 4,4 milhões de pessoas passaram pelo Museu de História Natural do Smithsonian, em Washington. Não é à toa que esse museu e o Aeroespacial são os que mais recebem visitas de toda a instituição. Inaugurado em 1910, o museu tem uma das maiores coleções de história natural do mundo: são mais de 125 milhões de rochas, fósseis, ossos, insetos e artefatos produzidos pelo homem.

Entre os 622 empregados do local, 388 são cientistas que se dividem em quatro especialidades: antropologia, ciências minerais, paleobiologia e biologia sistemática. Mas ninguém que visita o prédio de três andares se assusta com os nomes, porque os pesquisadores sabem como simplificar as coisas: eles cuidam, respectivamente, de evolução humana, de minerais como rochas e meteoros, da evolução animal e botânica, de zoologia e entomologia. Para resumir, os visitantes se divertem com mostras multimídia enquanto aprendem sobre toda a história dos homens e dos animais.

No museu, os dinossauros já chegaram à era digital. Com o uso de laser tridimensional, paleontólogos criaram o primeiro modelo virtual de triceratops. Há também mostras com jóias famosas, insetos perigosos, esqueletos, filmes e até alguns objetos de umbanda brasileira. A entrada para o museu, assim como em todo o Smithsonian, é de graça.

 

Saiba mais

www.mhn.si.edu

História de uma vida inteira

Abranger toda a evolução humanae animal é o ambicioso objetivo domuseu de história natural

Elefante gigante

Desde o fim dos anos 50, um elefante gigante africano dá as boas-vindas ao público no Museu Nacional de História Natural. Ele tem quatro metros de altura e, se fosse real, pesaria cerca de 12 toneladas. Além de saber mais sobre o meio social do animal, que hoje é a maior espécie viva de elefante, o público pode ouvir o som que ele faz.

Homem das Cavernas

Nem só de caça vivia o homem das cavernas. A mostra Western Cultures (Culturas Ocidentais) mostra a expressão artística dentro da réplica de uma caverna de 17 mil anos atrás. Há também histórias sobre os primeiros registros de escrita na Mesopotâmia, funerais no Egito e competições esportivas na Grécia.

Triceratops

A mostra Dinosaurs (Dinossauros) apresenta o primeiro modelo digital de dinossauro criado com o uso de laser tridimensional: um triceratops de 65 milhões de anos. Paleontólogos reconstituíram todos os ossos do animal e mostram exatamente como ele caminhava – ou corria diante de seu maior predador, o tiranossauro rex.

Rocha aerodinâmica

Uma enorme rocha de basalto foi expelida de um dos vulcões que formam a cadeia francesa Chaîne de Puys, há 7 650 anos. Ela hoje está na mostra Geology, Gems & Minerals (Geologia, Gemas & Minerais). O curioso é que, ao se solidificar no ar, a rocha vulcânica ganhou um formato bastante, digamos, aerodinâmico.

Leopardo na cabeça

É preciso estar atento para não perder nada na mostra Mammals (Mamíferos). Até acima das cabeças dos visitantes há atrações, como um leopardo e sua presa, uma impala. A imagem diz tudo: o leopardo africano é capaz de carregar um animal com peso equivalente ao seu para cima de uma árvore. Assim, ele evita que os famintos leões roubem seu jantar.

Vozes africanas

A mostra multimídia African Voices (Vozes Africanas) apresenta aspectos curiosos da cultura africana. Há perfis e depoimentos gravados de gente do povo, como vendedoras de um mercado de rua, pais-de-santo e chefes de família. Entre os objetos vendidos por Adjoa Dwamena, que trabalha num mercado de Gana, há copos de plástico importados do Brasil. Em outra área da mostra, há objetos de umbanda de Salvador, como uma coroa de Iemanjá.

Besouro Hércules

Comum na Floresta Amazônica, Hércules, o maior besouro do mundo, pode ser visto na mostra Insect Zoo (Zôo de Insetos). O macho e a fêmea não são nada parecidos. Tanto que, durante muito tempo, foram considerados espécies diferentes. O museu tem o casal, além de alguns filhotinhos.

Diamante do azar

Maior diamante azul do mundo, o Hope é também o mais famoso e ganhou uma área exclusiva no museu. Ele foi encontrado na Índia e vendido ao rei Luís XIV, da França, por volta de 1640. Roubado durante a Revolução Francesa, o Hope reapareceu um pouco menor, quase 200 anos depois, em Londres. Foi comprado por Henry Philip Hope, ganhou o nome atual e uma reputação de má sorte. A família de Hope e os proprietários seguintes morreram de maneira trágica ou na miséria. Talvez por isso o diamante tenha sido doado ao Smithsonian em 1958. O texto do museu diz que o diamante, que hoje tem 45,52 quilates, pertence a todo o povo americano.

Vida antiga

Encontrado na Austrália, o estromatólito (uma estrutura marinha) que está exposto na mostra Early Life (Vida Antiga) se formou há cerca de 3,5 bilhões de anos por uma colônia de microorganismos. Esta seria a mais antiga evidência de vida conhecida pelo homem.

Balançando o esqueleto

Na mostra Bones (Ossos), os animais são observados, como o nome sugere, osso por osso. Ao lado do esqueleto humano, está o de um gorila e de outros primos distantes. Detalhe: todos são em tamanho natural.