História Sexual da MPB: Do machismo ao funk carioca

História Sexual da MPB: Do machismo ao funk carioca

Cláudia de Castro Lima Publicado em 01/01/2007, às 00h00 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h36

Aventuras na História
Aventuras na História - Arquivo Aventuras

História Sexual da MPB (Record) é um daqueles livros que se propõem um objetivo e acabam atingindo alvos adiante. O autor, Rodrigo Faour, pesquisou mais de 15 mil músicas feitas no Brasil desde o século 18 para mostrar como a mulher e o sexo foram vistos pelas canções populares. Mas ler o livro é muito mais que um passeio pela história musical brasileira (estão lá, por exemplo, o nascimento de ritmos quentes como maxixe e funk). Ele também mostra como a sociedade evoluiu durante os últimos 300 anos.

Trecho do livro

"O funk carioca chutou o pau da barraca e, em meio ao calor tropical reinante, abriu as pernas e mandou ver, provando que, em termos de sexo, a chapa deles é mesmo muito quente. O mais divertido deles remete aos velhos forrós ou marchinhas, com o melhor do duplo sentido. Satirizando a popular marca de fogões Dako, Tati Quebra-Barraco – sempre ela! – faz sucesso com... Dako é bom!: ‘Entrei numa loja/ Estava em liquidação/ Queima de estoque/ Fogão na promoção/ Escolhi da marca Dako/ Porque Dako é bom/ Calma, minha gente/ É só a marca do fogão’. Se fosse em ritmo de forró, Genival Lacerda e Clemilda poderiam até gravá-la."