Leonardo da Vinci: Multi-Homem do código

O pintor e inventor Leonardo da Vinci tinha umas manias para lá de esquisitas

Maria Carolina Cristianini Publicado em 01/12/2007, às 00h00 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h36

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Genial. E um tanto maluco, vai. Leonardo da Vinci, o autor de “Mona Lisa”, não foi apenas um brilhante pintor. Em seu currículo constam as atividades de engenheiro, inventor, músico (sim, ele compunha e tocava lira), arquiteto, escultor e até astrônomo.

E, no melhor estilo O Código da Vinci, sua vida sempre teve lugar para muito mistério. Além das polêmicas mais famosas, como a suposição de se auto-retratar em “Mona Lisa” e de ser maníaco-depressivo, o que se sabe é que ele tinha alguns hábitos esquisitos. Um deles era escrever ao contrário, da direita para a esquerda. Ele usava mesmo um código, feito de partes de palavras e símbolos no lugar das letras.

Da Vinci nasceu em 15 de abril de 1452 num povoado perto de Vinci, a 50 quilômetros de Florença, Itália. Era filho ilegítimo de uma camponesa, Caterina, com o tabelião Ser Piero di Antonio. Os primeiros sinais de que a vida daquele garoto não seria comum surgiram na adolescência, quando passava horas aperfeiçoando o mesmo desenho. Por volta dos 20 anos, foi ser aprendiz no ateliê do artista Andrea del Verrocchio, em Florença. Lá conseguiu os primeiros trabalhos e ficou conhecido como bom pintor – mas que nunca entregava as obras no prazo.

A partir daí, tornou-se autodidata e ao morrer, em 2 de maio de 1519, deixou quadros, desenhos e manuscritos – restam hoje cerca de 6 mil das possíveis 13 mil páginas de anotações. Isso sem contar os protótipos de invenções, como o pára-quedas, o escafandro e o tanque de guerra. Ele nunca se casou e chegou a responder um processo por sodomia, em 1476. Mas seu nome não era só trabalho. Da Vinci era presença certa em festas da corte. E nunca passava despercebido: adorava se vestir com túnicas coloridas.