De onde viemos

Crânios provam corrente evolutiva

01/12/2007 00h00 Publicado em 01/12/2007, às 00h00 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h36

Aventuras na História
Aventuras na História - Arquivo Aventuras

É fato: os homens modernos surgiram há 200 mil anos. Mas, durante a maior parte desse período, nós não estivemos sozinhos. Pensa que os Homo sapiens não tinham companhia? Na verdade, convivemos com várias outras espécies de humanos. Veja aqui alguns vestígios de nossa origem e da extinção delas.

1848 - Neandertal

Na pedreira de um presídio de Gibraltar foi encontrado o primeiro crânio intermediário entre o macaco e o homem. O diretor de lá, Frederick Brome, era um colecionador de ossos. Para isso, obrigava os detentos a procurá-las.

1856 - Neandertal 2

O crânio de Gilbraltar não havia sido nem analisado quando uma outra ossada, de 70 mil anos, foi encontrada por mineiros em uma caverna no vale do Neander, Alemanha. Um antropólogo, Johann Fuhlrott, concluiu que era de um velho Homo sapiens e o batizou com o nome do vale. Mas a classificação do Neandertal como um Homo sapiens continua no centro de uma acirrada discussão.

1891 - Homo erectus

O elo perdido entre o Neandertal e o Homo sapiens foi achado na Indonésia por um médico fascinado pela teoria da evolução de Darwin, Eugene Dubois. O Homo erectus, ancestral das duas espécies, viveu entre 1,6 milhão e 250 mil anos atrás.

1924 - Criança de Taung

Darwin e sua teoria da evolução afirmavam que a origem humana estava na África. Mas isso só foi aceito quando um professor de anatomia, Raymond Dart, encontrou na região de Taung, África do Sul, uma ossada mais antiga que a de Dubois, com 2,5 milhões de anos. O Australopithecus africanus tinha 4 anos de idade ao morrer.

1960 - Homo habilis

Também na África foi achada a ligação entre o Australopithecus africanus e o Homo erectus. Quem descobriu a ossada foi o casal Louis e Mary Leakey, na Tanzânia. Era parecido como o Homo erectus, mas andava curvado, como o Australopithecus.

1973 - Lucy

A “primeira família do mundo” é da Etiópia. Descoberta pela equipe do americano Donald Johanson, é composta de 13 vestígios de indivíduos que teriam vivido entre 3,9 e 2,9 milhões de anos atrás. Os ossos foram catalogados como Australopithecus afarensis. A ossada mais completa, que tinha 40% do esqueleto, ficou famosa: é de Lucy.

1997 - Luzia

O crânio do primeiro Homo sapiens da América tem 11 mil anos e é brasileiro. Foi achado em Lagoa Santa (MG), mas passou duas décadas guardado em um armário. Em 1997, depois de reconstituir o rosto do ancestral, o pesquisador Walter Neves concluiu que os primeiros americanos tinham traços negróides – eram mais parecidos com africanos ou australianos que com os índios.

2000 - O migrante

Surgiu em ruínas medievais da Geórgia o crânio mais antigo de um ancestral fora da África. Ele teria vivido há 1,7 milhão de anos, mesma época do Australopithecus e do Homo habilis.

2002 - Os mais velhos

Ainda em 2000, a velha Lucy perdeu seu trono de mais velha do mundo, ao ser encontrada no Quênia uma ossada de 6 milhões de anos. Dois anos depois, outra grande descoberta. Michel Brunet descobriu no Chade um crânio de 7 milhões de anos. A espécie foi chamada de Sahelanthropus tchadensis.

2004 - Hobbit

Outro gênero humano foi descoberto em 2004, na Indonésia. Com 1 metro de altura e cérebro do tamanho de uma maçã, foi comparado aos hobbits do filme O Senhor dos Anéis. Descendente do Homo erectus assim como o Homo sapiens, foi chamado de Homo floresiensis.