Quase famosos: invenções do ocidente já eram conhecidas

Invenções do Ocidente já eram bem conhecidas em outras civilizações

01/12/2007 00h00 Publicado em 01/12/2007, às 00h00 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h36

Aventuras na História
Aventuras na História - Arquivo Aventuras

Johannes Gutenberg não criou a tipografia. Benjamin Franklin não foi o inventor do pára-raio. E o teorema do grego Pitágoras já era conhecido dos babilônios um milênio antes do matemático, que viveu por volta do século 6 a.C. Bem-vindo à história das grandes invenções. No tempo de Gutenberg (1398-1468), já fazia quatro séculos que o chinês Pi Sheng descobrira os tipos móveis – os caracteres de metal que, juntados em ordem livre, molhados em tinta e comprimidos no papel, permitiram a impressão de livros. Sheng esculpiu entre 1041 e 1048 quase 400 mil caracteres necessários para imprimir um único poema (comparado às poucas dezenas de tipos produzidos por Gutenberg necessários ao alfabeto ocidental).

Os chineses também são responsáveis pelo invento do mapa-múndi (a representação plana do globo terrestre) em 1374, 285 anos antes da versão do matemático belga Gerhard Kremer Mercator. Já no século 7, os índios anazasi, que viviam na região do atual estado do Novo México, nos Estados Unidos, inventaram o pára-raio, muito antes do físico e inventor americano Benjamin Franklin. Ben descobriu em 1752 a natureza elétrica dos raios naquela cena clássica em que ele saiu no meio de uma tempestade para empinar pipa e atrair uma descarga. Mas os anazasi já sabiam que objetos pontiagudos em locais elevados atraíam raios.

Para terminar, uma pergunta que vale um pirulito: você conhece de cor o Teorema de Pitágoras? Os babilônios sabiam na ponta da língua: “Num triângulo com ângulo de 90 graus, o quadrado do lado maior é sempre igual à soma dos quadrados dos outros dois lados”.