As revoluções do século 20

Insurreições derrubaram e instauraram ditaduras

01/01/2006 00h00 Publicado em 01/01/2006, às 00h00 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h36

Aventuras na História
Aventuras na História - Arquivo Aventuras

O século passado é considerado um dos períodos mais revolucionários da história mundial, marcado por transformações sociais, políticas e econômicas profundas. Os motivos para as revoluções foram diversos: da independência de países à derrubada de ditaduras – ou mesmo ao estabelecimento de novas.

1910 - Mexicana

É marcada por uma série de golpes. Francisco Madero, candidato derrotado à presidência, inicia um movimento contra o ditador Porfírio Diaz, deposto em 1911. Em 1913, o general Vitoriano Huerta destitui Madero – e acaba vencido pelos camponeses Emiliano Zapata, Pancho Villa, Venustiano Carranza e Álvaro Obregon. Com a eleição do moderado Avila Camacho, a briga acaba em 1940.

1917 - Russa

Empobrecido, o povo russo se revolta contra o governo e se divide entre mencheviques (liberais), a favor da república democrática, e bolcheviques, os socialistas que queriam um Estado proletário marxista. Em fevereiro, o império dos czares é derrubado e assume um governo liberal. Em outubro, comandados por Lênin, os socialistas dão um golpe. A guerra civil termina após três anos com a criação da União Soviética.

1945 - Chinesa

Desde 1911, o antigo império chinês havia desabado e o partido Kuomintang assumira o poder. O Partido Comunista Chinês, fundado por Mao Tsé-tung em 1921, começa uma disputa pelo poder em 1927, que se acirra em 1945. Mao vence em 1949 e a República Popular da China é proclamada.

1946 - Indonésia

Um ano após declarar independência, em 1945, a Indonésia ainda continuava sob domínio holandês. Surgem os Estados Unidos da Indonésia, mas os nacionalistas rejeitam a condição e os conflitos recomeçam. A questão só seria resolvida em 1949, quando uma conferência em Haia determinou que todas as Índias Orientais Holandesas, menos a Nova Guiné ocidental, formariam a atual Indonésia.

1956 - Húngara

Diante de uma revolta popular, a União Soviética, que ocupava a Hungria, resolve tomar Budapeste. Soldados húngaros entram na briga e os soviéticos se retiram. O primeiro-ministro Imre Nagy se une a não-comunistas, o que leva a um novo ataque soviético. Um governo moderado é instaurado.

1959 - Cubana

Após uma fracassada insurreição em 26 de julho de 1953, Fidel Castro se exila no México e organiza a guerrilha. Com apoio da população, em janeiro de 1959 o governo ditatorial de Fulgêncio Batista é derrubado e Castro se consolida no poder. Os americanos reagem com hostilidade e, em 1961, rompem com Cuba, que estatiza então a economia e adota oficialmente o comunismo.

1974 - Dos Cravos

Militares descontentes com a economia e com o desgaste da guerra colonial derrubam, em 25 de abril, o regime salazarista, em vigor desde 1926 em Portugal. Para festejar o fim da ditadura, a população distribuiu cravos (a flor nacional) aos soldados rebeldes. O general Antônio de Spínola assume.

Janeiro de 1979 - Iraniana

Também conhecida como Revolução Xiita, foi uma revolta popular que derrubou a monarquia do xá Mohammed Reza Pahlevi e proclamou a República Islâmica do Irã, liderada pelo aiatolá Khomeini. O conflito, que era contra o programa de modernização de Pahlevi e a favor da república voltada para os costumes locais, enfrentou oposição internacional, como a dos Estados Unidos.

Julho de 1979 - Sandinista

A Frente Sandinista de Libertação Nacional, liderada por Daniel Ortega, derruba a ditadura de Anastacio Somoza, em 1979 – a Nicarágua era dominada pela família Somoza fazia 45 anos. O governo de Ortega só é legitimado pelas urnas nas eleições de 1984. Porém, forças contra-revolucionárias, patrocinadas pelos Estados Unidos, venceram as eleições de 1990, acabando com o domínio sandinista.

1992 - Talibã

A história afegã é repleta de revoluções. Em 1979, guerrilheiros islâmicos derrubam o regime de inspiração soviética. A União Soviética tenta retomar o poder e é derrotada. Em 1992, a guerrilha volta, dividida entre fundamentalistas e moderados. Em 1996, o fundamentalista Talibã vence e declara o Estado Islâmico, que acaba caindo em dezembro de 2001, após a guerra contra os Estados Unidos.