Tríplice Aliança: Aliados, pero no mucho

Na Guerra do Paraguai, lutamos lado a lado

01/02/2007 00h00 Publicado em 01/02/2007, às 00h00 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h36

Aventuras na História
Aventuras na História - Arquivo Aventuras

Na Guerra do Paraguai (1864-1870), Brasil, Argentina e Uruguai formaram a Tríplice Aliança e se aliaram contra o Paraguai de Francisco Solano López. Mas, no fundo, a convivência entre os dois aliados principais era complicada – cada um achava que o outro queria prejudicá-lo. Foi nessa época que se cristalizou o apelido “macaquito”, usado pelos argentinos para provocar os brasileiros por causa do grande número de soldados negros no Exército.

O presidente argentino, Bartolomeu Mitre, reclamava que os brasileiros e uruguaios sempre se recusavam a obedecer suas ordens, principalmente quando queria mandar a esquadra brasileira para o combate, em condições consideradas desfavoráveis pelos almirantes do Império. No fundo, o raciocínio era estratégico: os brasileiros acreditavam que o argentino queria destruir a hegemonia imperial no mar, setor em que o Brasil era bem mais forte que o rival, mandando as embarcações para o fogo dos canhões inimigos.

 

Ódio recíproco

O que um falou sobre o outro

Os inimigos brasileiros

“Chame-nos para lutar contra portenhos (habitantes de Buenos Aires) e brasileiros (...). Esses sim são nossos inimigos.” Este é o trecho de uma carta recebida por Justo José de Urquiza, governador da província de Corrientes, durante a Guerra do Paraguai.

Críticas por cartas

Duque de Caxias, chefe brasileiro na mesma guerra, ironizou, referindo-se ao presidente argentino Bartolomeu Mitre, numa carta à sua mulher Anica: “Mas, que diabos estou fazendo aqui, às ordens de um homem que tudo pode ser, menos general?”

Quem vale mais?

Estanislao Zeballos, ministro argentino das Relações Exteriores no século 19, publicou num artigo: “Como o homem é antes de tudo uma força moral, o argentino vale mais que o brasileiro e já provou isso na paz e na guerra”.