Verrugas, adultério e Messalina

Verrugas, adultério e Messalina

Cláudia de Castro Lima Publicado em 01/05/2007, às 00h00 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h36

Aventuras na História
Aventuras na História - Arquivo Aventuras

Questão de gosto

No século 17, a moda feminina no Brasil seguia a tendência européia. Os vestidos eram feitos de cetim e bordados a ouro. Na cabeça, era bacana usar uma armação por baixo dos cabelos, para dar volume. Mas o mais estranho era o hábito de colar no rosto pedaços de tecidos enrolados, imitando pequenas verrugas. Elas eram consideradas charmosíssimas.

Dois pesos e duas medidas

Em Roma, um pai podia matar uma filha – mas ai da filha que fizesse o mesmo. Em 17 a.C., um dos artigos do conjunto de leis morais Lex Julia tratava sobre a punição do adultério: o pai da adúltera estava autorizado a matá-la. Já a Lei Pompéia condenava quem matasse o pai a ser enfiado em um saco com um cachorro, um gato, uma cobra e um macaco. Depois disso tudo, ele ainda era jogado ao mar.

Comigo ninguém pode

A imperatriz Messalina, que viveu entre 20 e 48 e foi a terceira mulher do imperador romano Cláudio, teve seu nome associado à prostituição não por acaso. Já casada, ela teria desafiado uma prostituta, Scylla, para uma competição de sexo por 24 horas. Scylla desistiu quando cada uma já tinha mantido relações com 25 homens. Messalina só parou quando as 24 horas se completaram porque estava exausta – porém, dizem, não satisfeita.