A descoberta do século. Talvez

tumba de Tutancâmon pode ter uma câmara secreta

Fabio Marton Publicado em 31/12/2015, às 00h00 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h35

A tumba de Tutancâmon (à dir.) pode ser uma extensão da de Nefertite (à esq.)
A tumba de Tutancâmon (à dir.) pode ser uma extensão da de Nefertite (à esq.) - divulgação
Será que a tumba mais famosa do Egito é apenas uma extensão de outra? O ministro das Antiguidades do Egito, Mamdouh el-Damaty, acredita que sim. Em 28 de novembro, ele afirmou que havia 90% de chance de existir uma câmara secreta atrás dela. 

A dúvida nasceu um mês antes, quando uma equipe de cientistas fez uma análise em infravermelho que revelou uma “anomalia térmica” em uma das paredes – indicando que podia haver um oco atrás dela. Uma segunda pesquisa, usando radar, levou às conclusões preliminares apresentadas pelo ministro. 

O mais fascinante da história é o que se suspeita estar na câmara secreta. Pode ser nada menos que a tumba da famosa rainha Nefertiti, cujo busto se tornou uma das relíquias mais icônicas do Egito Antigo. Como Tucancâmon morreu muito jovem – com apenas 19 anos de idade –, acredita-se que ele pode ter ganhado seu repouso numa câmara improvisada às pressas na tumba da predecessora.

A descoberta – se de fato o é – pode levantar mais dúvidas que respostas. Há alguns anos, a mãe de Tutancâmon foi identificada por DNA em uma múmia anônima conhecida como “jovem dama”. Ela foi encontrada em 1898 no Vale dos Reis, sem que se pudesse identificar quem era. Até hoje há um grande debate se não seria
Nefertiti – e que ela, portanto, seria a mãe do faraó, cujos registros históricos não provam quem foi. Se a tumba existir, a identidade da mãe do faraó será um mistério ainda maior. 

O ex-ministro e arqueólogo Zahi Hawass, famoso por suas aparições na TV, acha que é tudo perda de tempo. Ele já conduziu estudos anteriores, sem encontrar nada. Por enquanto, não há nenhum plano para escavações. Análises mais aprofundadas dos dados de radar podem trazer a certeza em breve.