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10 descobertas arqueológicas incríveis da última semana

De cozinha e ‘sala de mulheres’ de 2.400 anos a 59 sarcófagos egípcios selados de 2.500 anos, confira os achados da semana

Isabela Barreiros Publicado em 11/10/2020, às 07h00

Um dos sarcófagos encontrados no Egito
Um dos sarcófagos encontrados no Egito - Divulgação/Facebook/Ministério de Antiguidades do Egito

1. 59 sarcófagos selados de 2.500 anos no Egito

Visão dos sarcófagos encontrados - Divulgação/Facebook/Ministério de Antiguidades do Egito

 

Egiptólogos exibiram a descoberta de 59 sarcófagos de possíveis sacerdotes que faziam parte da 26ª dinastia, totalizando 2.500 anos selados. Segundo os arqueólogos envolvidos na grande descoberta, os caixões foram revelados em agosto no sul do Cairo. Eles estavam localizados em três poços de 12 metros acompanhados por 28 estatuetas do deus Seker, relevante figura no ritual de morte.

A missão que resultou na descoberta anunciada hoje procurava por vestígios dos antigos egípcios desde 2018, revelando anteriormente uma tumba com animais mumificados e também o local de descanso de Wahtye, um sacerdote que englobou a quinta dinastia.

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2. Cozinha e ‘sala de mulheres’ de 2.400 anos na Turquia

Crédito: Divulgação/AA Photo

 

Arqueólogos descobriram, na antiga cidade histórica de Patara, na costa mediterrânea da Turquia, estruturas e artefatos que datam de pelo menos 2.400 anos. Foram encontradas evidências de uma antiga cozinha e de uma “sala feminina”, uma espécie de banheiro destinado para mulheres que contava com espelhos, enfeites e frascos de fragrâncias.

Em relação à cozinha, as escavações revelaram itens que provavelmente tinham uso em granel. Segundo o líder do projeto, Erkan Dündar, foram descobertos “potes de esmagamento, potes de armazenamento, potes de óleo, caçarolas e um grampo de cabelo”. Ele explicou ainda que ela deu “importantes informações sobre a vida naquele período”.

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3. Local de explosão de foguete da Segunda Guerra na Inglaterra

Crédito: Divulgação/ Research Resource

 

Pesquisadores descobriram e estão investigando um ponto na floresta de Cliffe Woods, no sudeste da Inglaterra, em que o foguete alemão V2 caiu em algum momento durante a Segunda Guerra Mundial. O local está sendo escavado e identificado por arqueólogos especializados.

Na época em que caiu, o artefato militar não deixou feridos, exatamente por ter sido solto no meio da mata. No entanto, o que intrigou os responsáveis pela análise do local foi que a cratera era muito maior do que acontecia originalmente durante o conflito. O V2 deixou um buraco de 10,5 metros de largura e 3 metros de profundidade, maior do que o comum, com  8 e 1,5 metros, respectivamente.

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4. Rico guerreiro da Idade Média no Tâmisa

Crédito: Divulgação/Universidade de Reading

 

Na bacia do meio do Tâmisa, arqueólogos escavaram a cova rasa do esqueleto de um guerreiro que morreu durante o século 6  d.C. Como foi enterrado no topo de uma colina, os pesquisadores acreditam que ele provavelmente foi um homem muito importante, um senhor de guerra de alto status. 

Além dos restos mortais do indivíduo que tinha 1,8 m de altura, foram encontrados inúmeros artefatos importantes em sua sepultura. Alguns deles foram lanças, vasos de bronze e vidro, tesouras, acessórios e outros itens de luxo. No entanto, a descoberta mais impressionante no túmulo foi sua espada que estava dentro de uma bainha de madeira e couro.

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5. Tesouro de vidro de naufrágio do século 17 no Mar Negro

Crédito: Divulgação/Burgas Municipality

 

No Mar Negro que banha a costa da Bulgária, pesquisadores desenvolveram escavações arqueológicas subaquáticas e descobriram artefatos muito valiosos feitos de vidro, que provavelmente estavam em um navio que naufragou na região em algum momento durante o século 17.

Objetos de luxo como taças de vinho, potes e vários outros recipientes foram encontrados na região. Porém, os arqueólogos ainda não descobriram os restos do barco que foi responsável por carregar esses itens e bateu em um recife localizado no Cabo Chiroza, o que causou seu naufrágio. 

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6. Pinturas rupestres aborígenes incomuns na Austrália

Crédito: Divulgação/Australian Archaeology

 

Investigações arqueológicas realizadas na região Arnhem Land, na Austrália, revelaram ao menos 572 pinturas rupestres aborígenes em 87 locais diferentes. Segundo os especialistas, a maioria das imagens, consideradas incomuns, foi feita no período entre 6 mil e 9.400 anos atrás. 

As obras retratavam cangurus sentados, voltados para sua frente, e interagindo com seres humanos. Além disso, muitas delas também representavam indivíduos com toucas variadas e segurando cobras. Algumas das pinturas possuem mais de 2,5 metros de altura e outras até mesmo reproduzem o tamanho natural do que está sendo pintado.

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7. Estátua do deus Nefertum no Egito

Crédito: Divulgação

 

Egiptólogos descobriram durante escavações realizadas na necrópole de Saqqara, localizada no Egito, uma escultura que provavelmente representa Nefertum, um deus do Egito Antigo. A estátua foi encontrada perto de uma coleção de caixões feito de madeira datados da 26ª Dinastia.

O objeto possui apenas 35 centímetros de altura e é feito de bronze, além de estar incrustado com pedras preciosas, como por exemplo ágata vermelha, turquesa e lápis-lazúli. Os pesquisadores também perceberam que ela possuía o nome “Badi Amun”, um sacerdote da 26ª Dinastia, gravado.

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8. Assentamento do século 6 na França

Alguns dos cadáveres localizados na necrópole / Crédito: Michiel Gazenbeek / INRAP

 

Na comuna de Pontarlier, divisa da França com a Suíça, escavações arqueológicas realizadas na última semana revelaram evidências de um antigo assentamento que provavelmente era povoado por ricos. O local, repleto de vestígios de joias e artefatos, data do século 6 d.

Os arqueólogos identificaram dez grandes edifícios retangulares, com 300 metros quadrados cada e uma igreja basílica de madeira, com 20 metros de comprimento e 14 de largura, que também funcionava como uma necrópole, onde 70 esqueletos foram descobertos.

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9. Oficina de cobre de 6,5 mil anos em Israel

Local anteriormente usado para fundição do minério / Crédito: Talia Abulafia / Autoridade de Antiguidades de Israel

 

Um trabalho arqueológico realizado em Bersebá, capital do deserto de Negev, em Israel, revelou uma oficina responsável a fundição de minério de cobre, em uma produção doméstica do material que acontecia há por volta de 6,5 mil anos. Foram descobertos inúmeros buracos no local, que possibilitavam a fundição do metal com cacos de estanho.

Para o líder do estudo, Erez Ben-Yosef “é importante entender que o refino do cobre era a alta tecnologia da época. Não havia tecnologia mais sofisticada do que essa em todo o mundo antigo. [...] Você precisava de certos conhecimentos para construir fornos especiais que podem atingir temperaturas muito altas, mantendo baixos níveis de oxigênio”.

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10. Fábrica de sal romana na Inglaterra

Crédito: Divulgação/Spalding Today

 

Arqueólogos descobriram vila de Pinchbeck, localizada na Inglaterra, restos de uma antiga fábrica de sal que data do período romano da região. Eles identificaram duas valas substanciais, que tinham a função de transportar o sal, tanques usados para a salmoura e impressionantes cerâmicas romanas. 

“Temos as valas de recinto do assentamento. Temos poços com restos de carvão e possivelmente há sal medieval sendo produzido por lá e o que parecem ser tanques para a salmoura”, disse o gerente de projeto, Mick McDaid. Além disso tudo, foram descobertas ainda evidências de um assentamento medieval no local.

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