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10 fatos curiosos sobre John F. Kennedy

Kennedy, 35º presidente americano, foi morto a tiros em Dallas há exatos 56 anos

Caio Tortamano Publicado em 22/11/2019, às 10h29

John Kennedy discursando durante corrida presidencial
John Kennedy discursando durante corrida presidencial - Getty Images

Assassinado brutalmente durante uma parada em Dallas, em 1963, John Fitzgerald Kennedy, entrou para a história como um dos maiores presidentes da História dos Estados Unidos, especialmente pelo contexto de Guerra Fria em que o mundo se encontrava.

Entretanto, existem ainda algumas coisas que não permeiam o conhecimento geral e que são interessantes de se saber para humanizar uma das pessoas mais notórias da história.

1. Ele teve, ao todo, quatro filhos

Embora apenas dois tenham, de fato, nascido, Jackie engravidou quatro vezes. Além de Caroline e John Jr (também falecido aos 38 anos em um acidente de avião), a mulher do presidente teve uma menina que acabou morrendo ainda na barriga de Jackie e seria chamada de Arabella, e um menino, Patrick, que morreu dois dias após seu nascimento devido a problemas pulmonares.

2. John recebeu a extrema-unção três vezes antes de se tornar presidente

Católico praticante, Kennedy recebeu a unção dos enfermos (dada por um padre em momentos de extrema saúde debilitada) pela primeira vez em 1947, depois de ser diagnosticado com doença de Addison, conferindo a ele problemas sérios de pressão baixa. Em 1951, ele recebeu novamente durante uma viagem pela Ásia depois de ter uma febre severa, e em 54 depois que entrou em coma depois de uma cirurgia que deveria tratar problemas crônicos.

3. Rejeitado no exército

Tendo graves problemas de saúde desde a infância, seus complicações médicas envolvendo o intestino e costas fizeram com que ele fosse recusado tanto no exército quando na marinha pouco antes dos Estados Unidos entrarem na Segunda Guerra Mundial. Contudo, acabou ingressando em 1941, se tornando mais tarde um herói de guerra salvando companheiros depois da queda de seu avião.

4. Vencedor Prêmio Pullitzer

Aos 22 anos, Kennedy escreveu seu primeiro livro, chamado Why England Slept (em tradução livre, “O Porquê da Inglaterra ter dormido”), e passou alguns meses como correspondente em São Francisco cobrindo as Nações Unidas e o resultado do fim da guerra na Europa. Em 1957, foi contemplado com o prêmio na categoria biografia, embora muitas pessoas atribuam a autoria do livro para o seu assessor, Theodore Sorensen.

5. Ele frequentou a Universidade de Princeton por um curto tempo

Antes de se matricular em Harvard, onde acabou se formando, Kennedy frequentou outra grande faculdade americana, Princeton, mas acabou tendo que largar sua matricula depois de uma doença gastrointestinal. Depois de voltar para casa, ele conseguiu uma transferência para Harvard.

Foto descontráida de um jovem Kennedy, colocando roupa para lavar em Harvard, Massaschusetts / Crédito : Getty Images

6. Ele doou todo seu salário como político

Vindo de uma família rica, Kennedy sempre conseguiu viver a partir dos investimentos feitos pelo seu pai. Ao entrar na política em 1947, ele decidiu doar seus salário legislativo para diversas instituições de caridade. Manteve a prática ao ser eleito presidente, depois de ser o homem mais rico a ocupar o cargo.

7. Kennedy implementou um sistema de escutas por toda a Casa Branca

Em 1962, Kennedy instalou um sistema secreto de escutas tanto no Salão Oval como em seu gabinete, transmitindo gravações até os porões da Casa Branca. A medida teria sido tomada como forma de revisitar o que havia discutido e chegou a capturar discussões históricas como as envolvendo o conflito nuclear em Cuba.

8. Ele propôs uma expedição conjunta à Lua...

... Com os Soviéticos! Apesar da corrida espacial envolvendo as duas potências mundiais da Guerra Fria, por razões econômicas Kennedy percebeu que seria mais vantajoso dividir os gastos com os soviéticos. No entanto, a justificativa oficial era a de que John achava que “o primeiro voo para a Lua não precisava fazer parte de competições internacionais”. E que os países poderiam dividir todos os esforços a fim de uma conquista conjunta.

9. Primeiro presidente católico dos Estados Unidos

De maioria Protestante, os Estados Unidos possuem apenas 20% de sua população composta por católicos. Tendo isso em mente, Kennedy foi criticado durante a corrida presidencial por conta dessa diferença religiosa perante grande parte da população americana. Em 1960, durante um discurso dado em Houston, ele afirmou que não era o candidato católico, mas sim o concorrente representante do Partido Democrata na eleição americana.

John e Jackie saindo casados de uma Igreja Católica, em Rhode Island / Crédito: Getty Images

 

10. Envolvimento direto na Crise Nuclear de Cuba

Depois da Revolução Cubana liderada por Fidel Castro, em 1959, destituindo Fulgencio Batista que esteve no poder por 11 anos até o golpe Castrista, JFK se preocupou com a proximidade da ilha com os Estados Unidos, dada a proximidade ideológica de Castro e a União Soviética.

Parte de armamento usado pelos paramilitares vindos dos EUA durante Invasão da Baía dos Porcos / Créditio: Getty Images

 

Então, ele autorizou um grupo de paramilitares exilados nos Estados Unidos a tentar tomar o poder em Cuba, no momento conhecido como Invasão da Baía dos Porcos, que acabou não tendo sucesso, ao que Fidel considerou uma grande vitória contra o “imperialismo americano”.


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