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Dia dos Pais: Veja os 5 melhores pais da História

Pensando na data que tem uma longa tradição, separamos alguns pais corujas que entraram para a história

Tatiana Bandeira Publicado em 09/08/2020, às 00h00

Nicolau II em imagem colorizada
Nicolau II em imagem colorizada - Divulgação/Klimbim

Neste domingo é comemorado no Brasil o Dia dos Pais, data com longa tradição. Para homenageá-los, a AH preparou uma lista com os 5 melhores e os 5 piores pais da História.

5. Sigmund Freud (1856-1939)

Crédito: Wikimedia Commons

O pai da psicanálise teria ouvido do próprio progenitor, quando tinha 7 anos, que nunca seria nada na vida. Mentira ou verdade, não reproduziu com a sexta dos seus seis filhos, Anna Freud, tal tratamento.

A garota, a caçula, a predileta, tornou-se uma importante psicanalista e a sua principal sucessora — isso apesar de Freud, que achava que as mulheres naturalmente tinham inveja do pênis e que um orgasmo pelo clitóris era sinônimo de transtornos mentais, não ter sido exatamente um campeão no quesito "avanços da luta feminina". 

4. Charles Darwin (1809-1882)

Crédito: Wikimedia Commons

 

Dedicado, teve 10 filhos, dos quais três morreram prematuramente. Alguns sofreram de doenças, e Darwin chegou a temer que isso se devesse ao fato dele e Emma, sua mulher, serem primos — causando problemas genéticos pela consanguinidade.

Para a época, teve um papel central na criação e na educação da prole (três de seus filhos ganharam o título de sir, todos alcançaram sucesso profissional e os netos também) num momento em que a criação de crianças era vista como trabalho de mulher, incentivando sua independência intelectual, não importa o gênero.

A morte em 1851 de Annie, de 10 anos, foi um golpe esmagador para Darwin e Emma, e acredita-se que esse foi o momento em que perdeu sua fé. (Cá entre nós, seria contraditório se justamente o criador da teoria da evolução, na qual tudo depende da capacidade de levar os genes adiante, não fosse um bom pai, não?)

3. Nicolau II (1868-1917)

Crédito: Divulgação/Klimblim

Por seus filhos, o último Czar da Rússia perdeu o trono e a cabeça. Tentou de tudo para curar seu primogênito, Alexei, da hemofilia — uma velha praga em sua linhagem, que vinha da rainha Vitória da Inglaterra.

Como não havia — e ainda não há — soluções científicas, deu livre passagem ao místico picareta Rasputin, uma monge que achava que sexo e bebedeira desenfreados eram o caminho para o paraíso e era execrado por todo o país. Isso não ajudou em nada durante a grande crise de 1917, na qual teve de abdicar, para terminar executado, com o resto da família, pelos bolcheviques.

2. Carlos Magno (742-814)

Crédito: Wikimedia Commons

 

Rei dos francos e primeiro imperador dos romanos (o Sacro Império Romano, que era alemão), Carlos Magno teve mais de 20 filhos, alguns com esposas e outros com concubinas. Analfabeto ele próprio pela maioria de sua vida, insistiu para que todos recebessem uma educação completa, inclusive as meninas.

Quando Pepino, o Corcunda, um dos seus filhos, foi considerado culpado de participar de uma trama para matá-lo, a expectativa era que o executassem junto com seus conspiradores. Mas não, o imperador ordenou que sua sentença fosse comutada, o enviou para um mosteiro.

1. Filipe II (382 a.C. - 336 a.C.)

Existem heranças e heranças. A seu filho, Alexandre, O Grande, Filipe deixou a chance de criar o maior império que mundo já havia visto. Suas reformas militares deram origem a uma combinação imbatível para a época — as sarissas, lanças de até 7 metros, com a infantaria, e os companheiros, a primeira cavalaria de choque do mundo, deixando os espartanos a comer poeira.

Diplomaticamente, fundou a Liga de Corinto, que unificava as cidades da Grécia, a aliança que conquistaria meio mundo. Diga-se a verdade, porém, tornar seu filho o homem mais admirado da Antiguidade não foi exatamente seu plano: ele morreu assassinado aos 46 anos.