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Pequenas mentes perversas: 5 assassinatos cometidos por menores de idade

Conheça a história de jovens psicopatas que praticaram crimes hediondos

Victória Gearini Publicado em 08/02/2020, às 20h40

Robert Thompson e Jon Venables condenados pela morte de James Bulger
Robert Thompson e Jon Venables condenados pela morte de James Bulger - Creative Commons

1. Sem internet: o insólito caso de Hughstan Schilicker

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Hughstan Schilicker / Crédito: Divulgação

Hughstan Schilicker, na época com 15 anos, matou seu pai de forma brutal, em fevereiro de 2008. O adolescente morava com sua família na cidade de Mesa, no Arizona. Pouco antes de cometer o crime, o jovem publicou no MySpace que gostaria de matar seu próprio pai, Ted. Ao descobrir sobre a postagem, Ted proibiu o filho de usar a internet e excluiu o perfil da rede social.

Como represália, Hughstan afirmou a policia que pretendia se matar na frente de seu pai, mas seu plano fugiu do controle e decidiu, de última hora, atirar em Ted. O adolescente foi indiciado por homicídio e permanecerá sem internet na cadeia.

 

 

 


2. A Matemática de sangue: o massacre de Barry Dale Loukaitis

Quando tinha 14 anos, o jovem Barry Dale Loukaitis não gostava de Matemática. Em 1996, o adolescente foi para a escola localizada na cidade de Moses Lake, em Washington. Um dia, Barry se vestiu de caubói e levou um rifle e dois revólveres para a aula de álgebra, onde atirou contra seus colegas de sala, ferindo gravemente uma aluna e matando dois estudantes.

 Barry Dale Loukaitis / Crédito: Divulgação

 

Sem saber o que fazer, Barry atirou, ainda, contra sua professora, Leona Claires. No final do massacre, o garoto disse: “Isso é muito melhor que álgebra, não é mesmo?”, em referência a obra Fúria, de Stephen King. O criminoso foi preso e condenado a duas prisões perpétuas, contabilizando mais de 205 anos.


3. Seisaku Nakamura: o sádico serial killer da Segunda Guerra Mundial

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Seisaku Nakamura / Crédito: Divulgação

Surdo e tímido, Seisaku Nakamura não teve uma vida fácil, pois teria sido torturado na infância pela sua própria família. Bom aluno, o garoto era obcecado por filmes japoneses violentos. Aos 14 anos, tentou estuprar duas mulheres e, sem êxito, as matou. Além disso, chegou a matar mais de 10 pessoas, entre elas o seu próprio irmão, em 1941.

Para não gerar pânico, em plena Segunda Guerra Mundial, as autoridades omitiram diversos de seus crimes. Portanto, estima-se que estes números sejam muito maiores. Em 1942, Seisaku foi preso e seu pai se suicidou. Um depois, o criminoso foi condenado à morte por enforcamento.

 


4. Robert Thompson e Jon. Venables: o brutal crime cometido contra um bebê

Robert Thompson / Crédito: Divulgação

 

No dia 12 de fevereiro de 1993, James Bulger, na época com dois anos, foi sequestrado por outras duas crianças, Robert Thompson e Jon Venables, ambos com 10 anos de idade. Os garotos torturam James por horas, jogaram tinta azul em seu corpo, o espancaram e introduziram objetos em sua boca e ânus. Robert Thompson e Jon Venables arremessaram, ainda, uma barra de ferro na cabeça do bebê.

Jon Venables / Crédito: Divulgação

 

Os assassinos colocaram o corpo de James nos trilhos de uma estação ferroviária. Graças às câmeras de segurança do shopping onde James foi sequestrado, as autoridades encontraram os autores do crime. Em 1993, foram condenados a 15 anos de prisão. Em 2001, o governo europeu decidiu que estavam aptos a voltarem para a sociedade e hoje vivem com outros nomes e protegidos pela justiça.


5. Mary Bell: a assassina mirim

Nascida na Inglaterra, em 1957, Mary Flora Bell era filha de Betty, uma usuária de drogas, que por diversas vezes drogou a criança e tinha o hábito de esfregar o rosto da menina em sua própria urina. Além disso, Mary era obrigada por sua mãe a fazer sexo oral em homens, em troca de dinheiro, com apenas 5 anos de idade.  

Mary Flora Bell / Crédito: Divulgação

 

Estas agressões acarretaram em fortes traumas psicológicos, levando a psicopata mirim a cometer diversos crimes aos 11 anos. Martin Brown, de três anos, foi estrangulado até a morte por Mary. No mesmo dia do crime, a garota e sua melhor amiga, Norma Bell, escreveram um bilhete assinando a autoria do crime. Após outros assassinatos, Mary foi condenada a prisão e atualmente, em liberdade, vive sob outro nome.


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