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Terceiro Reich: 5 casos que comprovam que o nazismo não era de esquerda

Já naquela época, muitos confundiam a ideologia nazista como socialista; mas as ações Führer não deixavam dúvidas sobre seu posicionamento anticomunista

Isabela Barreiros Publicado em 21/06/2020, às 10h00

Adolf Hitler saudando seus membros, cercado por símbolos nazistas
Adolf Hitler saudando seus membros, cercado por símbolos nazistas - Getty Images

1. Minha Luta

Em seu próprio livro, Minha Luta (Mein Kampf), Hitler já mostrava como sua posição era diferente das ideologias de esquerda. A confusão entre as políticas corporativas e autocráticas da proposta nazista com lógica comunitarista e planificadora do comunismo marxista era até mesmo uma espécie de piada para o Führer.

“Quantas boas gargalhadas demos à custa desses idiotas e poltrões burgueses, nas suas tentativas de decifrarem o enigma da nossa origem, nossas intenções e nossa finalidade! A cor vermelha de nossos cartazes foi por nós escolhida, após reflexão exata e profunda, com o fito de excitar a esquerda, de revoltá-la e induzi-la a frequentar nossas assembleias; isso tudo nem que fosse só para nos permitir entrar em contato e falar com essa gente”, escreveu o nazista.


2. Horror aos “vermelhos”

Crédito: Getty Images

 

Os ideais comunistas presentes na retórica marxista eram de total repulsa para o político austro-alemão. Ainda no Mein Kampf, no capítulo A Luta com os Vermelhos, Hitler analisa a relação ideal a se estabelecer entre o povo alemão e as ideologias classistas de esquerda, colocando a necessidade do combater o marxismo impregnado na sociedade alemã.

Defendendo o aniquilamento dos socialistas, anarquistas e esquerdistas em geral, durante seu governo, milhões de membros de movimentos de esquerda foram mortos ou torturados em campos de concentração, juntamente aos judeus.


3. Propriedade privada

A principal condição para que se considere um posicionamento comunista é a de ser a favor do fim da propriedade privada. No entanto, essa não era a premissa para o regime instaurado por Hitler — muito pelo contrário. O líder fez com que muitas empresas conseguissem se estabelecer economicamente e, ainda, lucrar com o autoritarismo e antissemitismo da ideologia nazista.

Segundo o artigo Aposta em Hitler — O valor das conexões políticas na Alemanha Nazista, de Thomas Ferguson e Hans-Joachim Voth, uma em cada sete empresas aprovavam o nazismo no início dos anos 1930. Os autores apontam que muitas estavam envolvidas com o regime, e foram muito bem compensadas por isso. A tese ainda revela que as instituições que apoiaram o movimento nazista tiveram uma alta extraordinária e incomum, com retornos avaliados em 5 a 8% entre o período de janeiro e março de 1933.


4. Raça superior

A ideologia nazista não visava uma sociedade igualitária, tal qual prega o comunismo, mas sim uma raça superior — totalmente o oposto do que dizem as teorias de esquerda. Em uma sociedade sem opressões, não haveria espaço para um posicionamento de superioridade baseada na biologia.

Além disso, o marxismo também leva em conta uma análise materialista do mundo, não biológica, como o nazismo. Ao usar o “social-darwinismo” como base, Hitler insiste que o poder deveria estar com os indivíduos mais aptos, — para ele, a raça ariana, — e não com a massa da classe trabalhadora.


5. Invasão á URSS

Hitler e Stalin / Crédito: WIkimedia Commons

Colocando seu ódio aos comunistas em prática, o Führer invadiu a União Soviética, a maior representação da ideologia na época, em junho de 1941, na chamada Operação Barbarossa. Com o intuito de acabar com a ameaça do bloco frente ao mundo, o nazista liderou suas tropas para conquistar as terras do da URSS.

Na tentativa de cumprir sua velha promessa de enterrar o comunismo e ampliar o espaço vital para a raça ariana, Hitler organizou a gigantesca ação militar, que envolveu mais de 3 milhões de homens, 3.580 veículos blindados, 7 mil peças de artilharia e milhares de aviões. "Só temos de chutar a porta e toda a estrutura podre desmoronará”, afirmou o líder.


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