Curiosidades » Bizarro

Pânico, canibalismo e múmias no gelo: os fatos bizarros sobre a expedição Franklin

A trágica viagem resultou em inúmeras mortes no mar Ártico, e inspirou séries e livros pelo terror vivido pelos tripulantes

Isabela Barreiros Publicado em 20/09/2020, às 10h00

Cena da série The Terror, que narra a expedição (2018)
Cena da série The Terror, que narra a expedição (2018) - Divulgação/AMC

Em 1845, ao iniciarem uma viagem nos navios HMS Terror e HMS Erebus, sob o comando de John Franklin, um veterano das Guerras Napoleônicas com então 59 anos. O objetivo dos navegadores era um só: achar a elusiva Passagem do Noroeste. 

Entretanto, a aventura promissora acabou indo por água abaixo: a expedição foi avistada pela última vez em 1845. Todos morreram antes que conseguissem completar sequer um quinto do caminho.

Foi apenas em 1850 que 11 navios britânicos e dois americanos encontraram os primeiros sinais da expedição: os túmulos de três tripulantes, na Ilha Beechey. Nos anos seguintes, exploradores acharam objetos dos marinheiros e ouviram relatos de Inuítes, que disseram ter visto um dos navios afundar.

Pensando nisso, o site Aventuras na História decidiu separar algumas curiosidades sobre o macabro episódio. Veja abaixo.

1. O mistério

Com 34 tripulantes, à procura da Passagem Noroeste, os navegantes iniciaram uma trágica viagem, que resultou em um naufrágio de duas embarcações. O mais bizarro, porém, é que o paradeiro dos tripulantes e o que poderia ter causado a tragédia permanecem um mistério.

O Conselho Ártico planejando a busca por Sir John Franklin, por Stephen Pearce, 1851/ Crédito:Wikimedia Commons

 

De acordo com a teoria mais aceita pelos especialistas, os navios podem ter ficado presos no gelo, em um lugar chamado Estreito de Victoria, no Oceano Ártico, que fica no norte do Canadá, entre as ilhas Victoria e King William. Depois da morte dos primeiros homens, a tripulação provavelmente decidiu abandonar os navios e percorrer cerca de 1.600 km em direção ao posto comercial mais próximo — o que não foi finalizado.


2. Canibalismo

Em 1854, o explorador escocês John Era encontrou alguns moradores inuítes, membros da nação indígena esquimó, de Pelly Bay. Eles contaram a ele sobre terem visto alguns ossos humanos partidos ao meio, espalhados pela região.

O fato fez com que novos rumores surgissem, dizendo que, como uma desesperada tentativa de sobrevivência, os homens teriam recorrido ao canibalismo para não morrerem de fome. Alguns dos ossos encontrados na Ilha King William entre as décadas de 1980 e 1990, continham marcas de facas em sua extensão, o que reforçou a teoria.


3. Expedições nos destroços

Foi apenas em 1850, cinco anos depois, que 11 navios britânicos e dois americanos encontraram os primeiros sinais da expedição. Eles descobriram os túmulos de três tripulantes, na Ilha Beechey. Nos anos seguintes, foram achados objetos dos marinheiros e os exploradores ainda ouviram relatos de inuítes, que disseram ter visto um dos navios afundar.

Prateleiras na despensa com pratos e garrafas de vidro / Crédito: Divulgação - Parks Canada

 

Ao longo dos 150 anos seguintes, mais de 90 expedições foram realizadas. Em 1980, antropólogos da Universidade de Alberta, no Canadá, fizeram inúmeras pesquisas com os corpos de três marinheiros. Apenas em 2014, os destroços do HMS Erebus foram localizados a poucos quilômetros da Ilha do Rei Guilherme, assim como o HMS Terror, encontrado dois anos depois.


4. Múmias assustadoras

O antropólogo Owen Beattie encontrou os restos de John Torrington que, de acordo com a placa presente na tampa de seu caixão, morreu aos 20 anos em 1º de janeiro de 1846. Ao desenterrá-lo, ficaram surpresos com o estado de conservação de John. Além dele, foram descobertas as múmias de John Hartnell (marinheiro capaz) e William Braine (Membro da Marinha Real do Reino Unido).

Múmia de John Hartnell / Crédito: Divulgação

 

Torrington estava vestindo uma camisa de algodão cinza, uma calça de linho. Seus membros ainda estavam amarrados com tiras de linho. Seus olhos estavam abertos e ele teria sido barbeado antes de seu enterro.


5. Causas da morte

Os três primeiros homens morreram possivelmente de pneumonia e tuberculose, causas muito comuns para morte de marinheiros naquela época. No entanto, também foram encontrados traços de chumbo em seus corpos, o que revelou um possível envenenamento.

Os quatro túmulos no Franklin Camp perto do porto na Ilha Beechey, Nunavut Canadá / Crédito: Wikimedia Commons

 

Acredita-se que isso pode ter sido decorrente do sistema de destilação de água do navio, que deveria usar canos do material e, ao vazar, teria infectado os organismos dos homens com o metal.


+ Saiba mais sobre expedições através de importantes obras disponíveis na Amazon:

O terror,  Dan Simmons e Alexandre Martins (2017) - https://amzn.to/3bIXd7y

Sir John Franklin’s Erebus and Terror Expedition: Lost and Found (Edição em inglês), Gillian Hutchinson, 2017 - https://amzn.to/2q4iVkd
 
A Expedição Fawcett, Luis Alexandre Franco Gonçales, 2017 - https://amzn.to/33GtqJ2
 
Rondon: Uma biografia - https://amzn.to/2Cv8Dwl
 

Vale lembrar que os preços e a quantidade disponível dos produtos condizem com os da data da publicação deste post. Além disso, a Aventuras na História pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação pelos links nesta página.

Aproveite Frete GRÁTIS, rápido e ilimitado com Amazon Prime: https://amzn.to/2w5nJJp 

Amazon Music Unlimited – Experimente 30 dias grátis: https://amzn.to/2yiDA7W