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5 fatos sobre Dom Afonso, o filho de Dom Pedro II que morreu repentinamente aos dois anos de idade

A perda prematura do menino que viria a ser o próximo herdeiro do trono mudou para sempre a vida do imperador

Penélope Coelho Publicado em 22/07/2020, às 11h45 - Atualizado às 12h22

Retrato de Dom Afonso
Retrato de Dom Afonso - Wikimedia Commons

1. O primogênito

Afonso Pedro de Alcântara Cristiano Leopoldo Felipe Eugênio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, ou, simplesmente Dom Afonso, nasceu em 23 de fevereiro de 1845, no estado brasileiro do Rio de Janeiro. O menino foi o primogênito de seus pais, o imperador Dom Pedro II e Teresa Cristina, portanto, seria o futuro herdeiro do trono do Brasil.

A partir do momento em que veio ao mundo, o pequeno Afonso já recebeu a titulação da nobreza para ser chamado de dom, além de receber o importante título de Príncipe Imperial do Brasil. A criança nasceu saudável e a ocasião contou com um evento formal com a presença da corte real. Logo após, seguindo a tradição, o imperador apresentou seu filho para a multidão reunida na frente do palácio.


2. Mudanças positivas

“Ninguém está mais feliz do que eu com o nascimento do príncipe” essas foram as palavras emocionadas de Dom Pedro II após a chegada de seu herdeiro. O nascimento de Dom Afonso foi extremamente positivo para o imperador.

Retrato do príncipe Dom Afonso pintado em 1845 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Pedro II — na época com 19 anos — era descrito como um homem tímido e inseguro, com a chegada do Príncipe Imperial do Brasil, o imperador se tornou mais maduro, obstinado e seguro de suas decisões.

Além disso, a vinda de Afonso também ajudou para que seus pais se aproximassem e pudessem criar uma relação mais estreita, algo que inicialmente foi difícil para Pedro e Tereza Cristina — já que o casamento tratava-se de um acordo político. Com o novo filho, a união passou a melhorar.


3. Semelhança com o pai

Algo perceptível na figura do pequeno Dom Afonso era sua semelhança física com a de Dom Pedro II, as fontes históricas evidenciam principalmente os cabelos, olhos e formato do rosto. Não demorou muito para que o menino passasse a ser o centro das atenções de toda sua família, mas, principalmente para seu pai.


4. Morte prematura

Afonso viveu sua curta vida no conhecido Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, era lá que o garotinho estava no fatídico dia 11 de junho de 1847. Na ocasião, Afonsinho — como era chamado —, brincava na biblioteca de sua casa, quando de repente foi acometido por uma série de convulsões.

Palácio de São Cristóvão, onde Afonso viveu / Crédito: Wikimedia Commons

 

A criança não resistiu e faleceu quando tinha somente dois anos, três meses e dezenove dias de idade. Em decorrência da circunstância de sua morte, foi revelado que o menino sofria de epilepsia.


5. Danos irreparáveis

A morte súbita do pequeno Afonso foi extremamente dolorida para seus pais, em especial Dom Pedro II — que nunca se recuperou totalmente. Na ocasião, Dona Teresa Cristina estava em sua terceira gravidez.

Devido à emoção, dois dias depois a imperatriz entrou em parto prematuro para o nascimento de sua filha Leopoldina. Um grande funeral foi feito como homenagem para Dom Afonso — que foi enterrado no mausoléu da família, no Convento de Santo Antônio.

Mais tarde, em 1850, o outro filho do casal,  Pedro Afonso, também faleceu de maneira inesperada, após uma febre quando ainda era somente um bebê de um ano de idade. Para o imperador, as tristes perdas seguidas de seus filhos homens representavam o fim da monarquia no Brasil.

Apesar de amar suas filhas, o imperador acreditava que era necessário a presença de um homem para comandar o trono. Por isso, a Princesa Isabel e sua irmã Leopoldina eram constantemente excluídas das decisões do império e nunca foram devidamente preparadas para assumirem tal posição. Alguns anos depois, em 15 de novembro de 1889, o palpite de Dom Pedro II foi concluído, quando a república no Brasil foi proclamada.


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