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5 fatos sobre Jim Jones, o líder da seita responsável pelo maior suicídio em massa da história

Do marxismo a bissexualidade: Os bastidores da vida do homem que, em 1978, instigou a morte de 918 pessoas na comuna de Jonestown

Vanessa Centamori Publicado em 29/05/2020, às 23h52

Jim Jones, o líder da seita Templo Popular
Jim Jones, o líder da seita Templo Popular - Wikimedia Commons

Nascido em 13 de maio de 1931, em Indiana, nos Estados Unidos, Jim Jones foi o pastor e o líder fundador do Templo Popular, uma seita pentecostal cristã de orientação socialista, que ficava na comuna Jonestown — também criada pelo lunático.

No dia 18 de novembro de 1978, ele foi responsável por implantar crenças tão absurdas que foram capazes de matar 918 pessoas. A ocasião foi um misto de suicídio coletivo e assassinatos.

Algumas das pessoas que participavam da seita foram assassinadas por tiros e facadas. No entanto, a grande  maioria morreu por conta da ingestão de ume bebida, por ordens do pastor. No drink, havia veneno misturado a um ponche de frutas.

Abaixo, você confere alguns fatos curiosos sobre Jim Jones, que causou a maior tragédia envolvendo ações deliberadas contra civis americanos até os ataques de 11 de setembro. 

1. Viés político 

Jim Jones considerava o seu envolvimento com a Igreja não apenas um projeto utópico, mas um meio de preencher uma agenda política. Segundo a esposa do líder da seita, Marceline, ele não teria sido guiado ao ministério por motivos de fé religiosa, mas sim para "servir o objetivo dele de alcançar mudança social por meio do marxismo". 

"Jim usava a religião para tentar fazer com que pessoas saíssem da religião do ópio", afirmou ela, citando um episódio representativo da ira que Jones tinha pela religião tradicional. Ele teria batido uma bíblia em uma mesa, afirmando que queria destruir aquele "papel de idolatria".

Jonestown / Crédito: Divulgação / Youtube

 

Conforme contou o Jornal The New York Times, Jones queria na verdade se infiltrar no meio religioso para demonstrar o que para ele era marxismo. Então, ao falar com um superintendente metodista comunista, ele ganhou o seu primeiro papel importante na religião. "Ele disse que queria que eu tomasse a Igreja", afirmou Jones. "Eu disse, você está me dando uma paróquia. Eu não acredito em nada. Sou um revolucionário".


2. Ele tinha uma fascinação por sexo

Durante seus sermões, Jim Jones falara durante horas sobre assuntos de conotação sexual. Ele era bisexual e admitiu ter tido inúmeros affairs com tanto homens quanto mulheres da sua própria congregação. 

Fiéis em Jonestown / Crédito: Divulgação / Youtube

 

Um de seus guarda-costas até revelou que o líder da seita solicitava às suas secretárias para que elas arranjassem mulheres da Igreja com quem ele pudesse ter relações sexuais. Certa vez, ele foi preso em um teatro de Hollywood após um policial de Los Angeles, que estava à paisana, ter dito que Jim Jones tentou molestá-lo.


 3. Tinha adoração por personalidades mundiais e ditadores

Quando era criança, Jim Jones não tinha muitos amigos. Em vez de brincar com outras crianças, ele passava seu tempo lendo livros. A fascinação dele era principalmente voltada à obras que falavam de líderes poderosos ou ditadores conhecidos por torturas, além de organizações criminosas. 

Na estante de Jim Jones, não faltavam livros sobre a vida de Gandhi, Hitler, Marx e Stalin, além de, claro, leituras sobre religiões. Sua mãe dizia ter dado à luz um messias e seu pai era um alcoólatra filiado à Ku Klux Klan.


4. Já esteve no Brasil

Uma década e meia antes do massacre que tornou Jim Jones conhecido, ele havia morado no Brasil. Era o período da Guerra Fria, quando o criminoso esteve em três capitais brasileiras. Ele trabalhou em favelas no Rio de Janeiro. 

Com seu distanciamento dos EUA, a igreja que Jim Jones liderava diminuiu a frequência de programas de direitos humanos em Indiana. Como resultado, ele acabou voltando para os Estados Unidos. 

Jim Jones e uma fiel / Crédito: Divulgação / Youtube 

 

E tudo indica que a passagem pelo Brasil não foi tão marcante para as pessoas próximas ao lunático. Segundo a BBC Brasil, um dos sobreviventes do Templo do Povo, contou por e-mail que Stephan Jones, único filho biológico do líder religioso, disse: "Eu me lembro apenas de pequenos fragmentos de nossa vida familiar no Brasil, e o papai não aparece em nenhum deles".


5.  Sofreu traição por parte do filho adotivo

Jim Jones adotou crianças de várias origens étnicas junto com a esposa, Marceline. Eram três de ascendência coreana, um menino negro, uma garota indígena e uma criança branca. Em 1959, o casal teve seu único filho biológico.

Mas Jones teve mais problemas devido a um de seus filhos, Tim, que teve coragem de fugir de Jonestown. O rapaz pensava que era adotado, porém descobriu que era filho biológico de Jones.

E o pior, ele ainda ficou sabendo de uma outra informação ainda mais chocante: sua mãe era, na verdade, uma das fiéis de Jones. O líder da seita tinha a estuprado. Um tempo depois, Tim se uniu ao deputado norte-americano Leo Ryan e formou uma missão para investigar os casos de violência e abuso sexual em Jonestown. 


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