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Tapa em chanceler nazista e atentados: 5 fatos sobre o casal Klarsfeld, os caçadores de nazistas

Beate e Serge foram responsáveis por colocar algumas das mais terríveis figuras do período para trás das grades, como Klaus Barbie, o Carniceiro de Lyon

Isabela Barreiros Publicado em 29/11/2020, às 08h00

Os caçadores de nazistas Beate e Serge Klarsfeld antigamente
Os caçadores de nazistas Beate e Serge Klarsfeld antigamente - Domínio Público

Depois que a Alemanha perdeu a guerra e Hitler cometeu suicídio, ainda restaram muitos nazistas no país. Alguns passaram por julgamentos que marcaram o século, sendo condenados a muitos anos de prisão por sua participação no período mais sangrento da história dos alemães.

Outros fugiram, mas muitos puderam apenas seguir suas vidas normalmente, como se jamais tivessem apoiado tamanho terror no país. Na tentativa de fazer justiça às pessoas que sofreram com o nazismo, o casal Klarsfeld se tornou uma espécie de “caçadores de nazistas” e conseguiu colocar muitos para trás das grades.

A Aventuras na História separou 5 fatos sobre os Klarsfeld. Confira!

1. Quem são eles?

Beate e Serge Klarsfeld / Crédito: Getty Images

 

O casal ficou muito conhecido na Alemanha — e no mundo — por suas investigações. Eles juntaram documentos e fizeram muitas investigações aprofundadas que puderam levar para a justiça um alto número de nazistas. Beate e Serge foram até mesmo condecorados na França em 2018 pelos serviços prestados.

Serge teve uma relação próxima com todo o terror nazista. Com sua família judia, ele foi para a França pouco antes da Segunda Guerra, mas só não foi pego por pura sorte. Seu pai foi detido pela SS e assassinado em Auschwitz. Já Beate não passou por isso. Ela cresceu na Alemanha Nazista e decidiu que era hora de se posicionar contra os horrores do período.


2. Prisão do Carniceiro de Lyon

Klaus Barbie durante seu julgamento em 1987 / Crédito: Getty Images

 

Os dois conseguiram prender muitas pessoas que tiveram papel ativo no período nazista na Alemanha e a figura mais conhecida investigada por eles provavelmente foi Klaus Barbie, que ficou conhecido como “Carniceiro de Lyon” devido à brutalidade que usava contra suas vítimas. Depois da guerra, ele fugiu do país e foi encontrado somente em 1971, na Bolívia.

Ele era um homem de negócios e usava outro sobrenome para se esconder em território latinoamericano. Foram 15 anos para que Beate e Serge pudessem colocá-lo atrás das grades. A mulher até mesmo teve que fazer inúmeras viagens para La Paz com o intuito de continuar com a investigação.


3. Problemas

É claro que todo esse trabalho de caçar alguns dos homens mais foragidos do mundo resultaria em problemas para os Klarsfeld. Tentar encontrá-los por si só já era uma tarefa tortuosa, que envolvia busca por documentos e pedidos de apoio de líderes dos mais diferentes lugares do globo.

No entanto, não foi só isso: eles sofreram até mesmo com atentados ao longo de suas vidas. O casal sofreu inúmeras ameaças e conseguiu escapar de dois planos de assassinato, um envolvendo um carro-bomba e outro um pacote capaz de explodir. Acredita-se que as ações tenham sido propagadas pelo grupo criminoso Odessa. 


4. Tapa no chanceler

Em suas falas, Beate e Serge sempre destacaram o fato de que muitos nazistas puderam continuar vivendo suas vidas normalmente mesmo após seus crimes cometidos contra a humanidade. Um dos mais criticados por Beate era então chanceler alemão, Kurt Georg Kiesinger, que havia participado do Ministério de Relações Exteriores de Hitler.

Em 1968, ela entrou em um congresso da União Democrata Cristã (CDU), no qual Kiesinger estava presente, usando uma credencial falsa, subiu no palco e deu um tapa no rosto do político. Segundo ela, aquela foi uma “bofetada simbólica”. “Simbolizou a rebelião da juventude do meu país contra o fato de que houvesse criminosos nazistas vivendo tranquilamente na Alemanha e ocupando cargos na política, na universidade, na empresa, na advocacia”, disse ao El País.


5. Fim da carreira?

Crédito: Getty Images

 

Após tantos anos caçando nazistas ao redor do mundo e colocando tantos deles na prisão, parece que o trabalho do casal Klarsfeld chegou ao fim. Conforme disse Serge “faz 15 anos que já não restam grandes nazistas para perseguir”, pois muitos morreram, são idosos ou eram de um nível muito baixo no comando nazista.

No entanto, os dois afirmam que, mesmo com mais de 80 anos de idade, suas carreiras ainda não chegaram ao fim. Eles dizem que o foco agora serão outros massacres que continuam acontecendo no mundo, a exemplo de Burundi, na África, nos dias de hoje. Afinal, ainda há muita injustiça no planeta.


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