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8 teorias da conspiração insanas

De Elizabeth homem a navio invisível: eventos antigos são compartilhados de maneiras bizarras

André Nogueira Publicado em 21/10/2019, às 10h00

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Buena Vista Pictures

Quando criamos, entre próximos, hipóteses e especulações sugestivas sobre a realidade como se estivéssemos escondendo uma verdade, ocorre o fenômeno da conspiração.

Muito comuns na História, as teorias conspiratórias colocam em dúvida a veracidade de fontes documentais e disseminam versões alternativas de eventos, muitas vezes plenamente conhecidos. Em alguns casos, essas teorias realmente conseguem se provar verossímeis, mas muitas delas tangem o absurdo. Conheça oito teorias que botaram à prova nosso conhecimento sobre o passado:

1. Shakespeare nunca existiu

Crédito: Getty Images

 

William Shakespeare foi um grande dramaturgo renascentista, porém pouquíssimo se conhece de registros e informações detalhadas sobre sua vida, além de seu nascimento (Strarford, 1564), seu pai (um fabricante de luvas), seu casamento (com Anne Hathaway) e sua morte (1616). Isso faz com que não só seja impossível fazer uma autobiografia precisa sobre o autor, mas também que muitos duvidem de sua existência. 

A principal teoria sobre isso alega que Shakespeare era um pseudônimo de algum astuto escritor da época, talvez Edward de Vere, o 17º conde de Oxford, ou Christopher Marlowe. Esta última hipótese acompanha outra conspiração que diz que Marlowe nunca foi assassinado, apenas fugiu para a França.

Grandes nomes já acreditaram e contribuíram com essa conspiração, como Sigmund Freud, Mark Twain e Orson Welles. Em 2016, essa teoria passou a ficar mais famosa, pois a Oxford University Press creditou a Malawe coautoria das peças de Henry VI.

2. John Booth fugiu ileso do crime

Crédito: Getty Images

 

O famoso atirador que matou Abraham Lincoln em 1865 fugiu da cena do crime mas foi alcançado pelo exército em apenas doze dias, quando, tentando se esconder num celeiro de uma fazenda, levou um tiro de um sargento. Ele morreu na varanda da fazenda. Porém, há uma teoria que afirma que não foi J. W. Booth quem morreu naquele confronto.  

Segundo essa versão alternativa, Booth fugiu para o Texas e mudou seu nome para John St. Helen, e teria vivido até 1903. É o que acha Finis L. Bates, autor de The Escape and Suicide of John Wilkes Booth. O autor escreveu isso em 1907, alegando que o próprio Booth confessou a ele a verdade: o assassinato foi planejado como estratégia de Andrew Jackson garantir a presidência.

Bates lucrou muito com a alegação radical, e ainda exibiu o que ele alegava ser o corpo preservado do assassino recém-falecido. Diante da alegação, a família de Booth exigiu a abertura do caixão do parente em Baltimore para a identificação do cadáver, mas nunca foi atendida ela Justiça.

3. Oliver Cromwell nunca foi exumado

Crédito: Wikimedia Commons

 

O Lorde Protetor da Inglaterra não teve descanso nem após a morte. Isso porque Carlos II, rei que assumiu após a curta experiência republicana nascida com a execução de seu pai, em 1661, mandou exumar o corpo de Cromwell para que ele fosse julgado e enforcado por seu crime contra a Coroa. O mesmo ocorreu para Henry Ireton  e John Bradshaw.

Porém, seguindo uma insana teoria conspiratória, Cromwell estava um passo a frente e mudou o local onde seria sepultado, em segredo, com o objetivo de evitar essa violação. Então, quando Carlos desenterrou o caixão de sua cova na Abadia de Westminster, na verdade exumou outro corpo qualquer.

Essa performática reviravolta de cinema também possui uma versão de que os militares de Carlos II na verdade se confundiram e desenterraram o pai de Cromwell, porém nada disso foi provado.

4. Meriwether Lewis foi assassinado

Selo retrata viagem de Lewis e Clark / Crédito: Getty Images

 

O explorador da América Lewis, que junto a Clark e Sacagawea atravessou o continente, teria, segundo a versão oficial, se matado em 1809 por sentir-se desonrado ao falhar em uma de suas principais missões, que era encontrar a Passagem Noroeste para o Pacífico. Porem, ele esteve na viagem que desbravou o caminho das Montanhas Rochosas até o oceano Pacífico. Além disso, Lewis sofria com depressão e tinha sido preso anos antes.

Porém, conspirações alegam que a trilha onde Lewis estava era repleta de bandidos, e que em algum momento ele pode ter sido baleado num confronto com eles. Um argumento em favor dessa versão é que Lewis era atirador profissional e morreu após vários tiros disparados contra si mesmo. O que é bastante duvidoso.

Essa teoria começou a ter força em 1840, após a exumação do corpo e a dispersão de comentários dos exumadores sobre a gravidade dos ferimentos de bala, que pareciam próprias de um assassinato. Outros pedidos de exumação foram feitos, mas como Lewis está sepultado em Parque Nacional, é muito complicado que se faça esse tipo de concessão.

5. Nero incendiou Roma

Crédito: Abril

 

O Imperador que assumiu aos 17 anos, em 54, é famoso por ter sofrido com o grande incêndio que devastou a capital de seu império em 64, quando a eclosão do fogo começou no Circus Maximus. O fogo destruiu três distritos de Roma e afetou mais sete, e é considerado um dos maiores acidentes ocorridos na Antiguidade. Porém, há uma famosa conspiração que afirma que o incêndio em nada foi acidental, mas que foi obra de Nero.

Segundo essa teoria, Nero estava escondido em segurança em Antium, longe do fogo, com o objetivo de reconstruir uma Roma com sua cara, com novos edifícios e uma nova arquitetura, para melhorar a credibilidade de seu governo. Muitas das obras do desejo de Nero, como o Domus Aurea, teriam sofrido grande oposição dos patrícios do governo em situações corriqueiras.

6. Os EUA construíram um navio de guerra invisível

Crédito: Wikimedia Commons

 

Há uma alegação que ronda os EUA e afirma que em 1943, o Estaleiro Naval da Filadélfia teve um salto tecnológico inimaginável ao conseguirem, através de alterações do campo elétrico, tornar o USS Eldridge invisível. E, teoricamente, esse procedimento possibilitou que o navio fosse teletransportado para a Virgínia com antecedência ao envio, ou seja, como uma viagem no tempo.

Estas alegações começaram com Carl Maredith Allen, que disse que era um marinheiro estacionado na Virgínia quando viu o navio de guerra aparecer na frente de seus olhos e enviou o relato para o conspiracionista e ufologista Morris Jessup. Apesar dele nunca ter publicado a história, esse relato foi usado e divulgado no livro de Charles Berlitz The Philadelphia Experiment de 1979.

7. Elizabeth I na verdade era homem

Crédito: Wikimedia Commons

 

A rainha que governou entre 1558 e 1603 ficou conhecida como Rainha Virgem por nunca ter se casado, por recusa própria. Porém, alguns autores, como Bram Stocker (que escreveu o famoso Drácula) suspeitam que, na verdade, Elizabeth era homem, e por isso nunca teve uma “rainha”.

Segundo Stocker, em uma visita que fez para Bisley o revelou uma história surpreendente: Elizabeth, ainda jovem e pretendente ao trono, teria ido à cidade para escapar da peste, adoeceu e morreu lá. Uma de suas governantas, com medo da fúria de Henrique VIII, encontrou um garoto parecido com a princesa e o vestiu com um vestido. O disfarce nunca teria sido descoberto e o rapaz anônimo teria assumido o trono, como Elizabeth, e governou a Inglaterra com perucas e maquiagens.

8. Jack, o Estripador, era Lewis Carroll

Crédito: Wikimedia Commons

 

Segundo o autor Richard Wallace, que montou uma lista de identidades suspeitas do famoso criminoso (em Jack, o Estripador: Amigo de Coração Leve), um possível nome para esse enigma é Lewis Carroll, autor de Alice no País das Maravilhas. Segundo Wallace, Carroll, nascido Dodgson, teve experiências traumáticas no internato que o levaram a ser atormentado. Teoricamente, em seus livros há confissões escondidas em anagramas.


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