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80 anos de John Lennon: a vida e a morte de um ativista incurável

Nascido no dia 9 de outubro de 1940, o compositor fez história como vocalista dos Beatles e, com as letras de suas canções, tentou criar um mundo melhor, sem guerras ou conflitos

Pamela Malva e Alexandre Petillo Publicado em 09/10/2020, às 07h00

John Lennon em ensaio fotográfico
John Lennon em ensaio fotográfico - Divulgação/Youtube

Com cabelos compridos e o clássico óculos de armação redonda,  John Lennon foi uma figura bastante controversa. Nascido há exatos 80 anos, no dia 9 de outubro de 1940, ele era um símbolo do ativismo pela paz, mas também tinha atitudes questionáveis.

Não é surpresa dizer, por exemplo, que ele chegou a ser investigado pelo FBI em meados da década de 1970. Isso porque, para o governo norte-americano, John era o roqueiro mais influente do mundo e tinha o objetivo declarado de incitar as massas.

Na época, todavia, o serviço secreto chegou à conclusão de que o excesso de drogas teria deixado o músico inofensivo. Ainda assim, os ideais afiados do ex-integrante dos Beatles eram tão repercutidos pela mídia que logo se tornaram o seu atestado de morte.

John Lennon em sua casa no ano de 1971 / Crédito: Getty Images

 

Um menino na Inglaterra

Filho de Julia e Alfred Lennon, o pequeno John Winston Lennon nasceu enquanto seu pai, um marinheiro mercante, viajava a trabalho. Com uma criatividade invejável, o menino recebeu seu nome em homenagem ao avô, John, e ao Winston Churchill.

Em meados de 1944, logo depois que os pais da criança se separaram, o pai de John tentou fugir com o menino para a Nova Zelândia. Após algumas discussões, contudo, Julia e Alfred decidiram que seria melhor para o pequeno se ele ficasse com a mãe.

Sob influência de Julia e dos tios, então, o menino conheceu o mundo das palavras cruzadas, da música e da literatura. Dos discos do Elvis Presley e das aulas de banjo, John logo passou a tocar guitarra e ganhou seu primeiro instrumento, em 1956.

Uma das mais famosas fotos de John Lennon, ex-integrante dos Beatles / Crédito: Wikimedia Commons

 

Música na veia

Naquele mesmo ano, John e alguns amigos do colégio criaram a The Quarrymen, uma banda de rock bastante animada. Foi em uma das apresentações do grupo, inclusive, que o artista de 15 anos conheceu Paul McCartney.

Dois anos mais tarde, todavia, a mãe de John foi atropelada e não resistiu aos ferimentos. Sua morte fez com que o artista mirim entrasse em um complexo espiral de bebidas e de uma raiva incontrolável — que, mais tarde, tornaram-se sua inspiração.

Pouco depois, no início de 1960, John e Paul uniram forças e, ao lado de George Harrison, que tinha 14 anos, e Stuart Sutcliffe, criaram a primeira formação da icônica The Beatles. Foi assim que uma das maiores bandas de rock da história entrou nos registros.

Uma das fotos mais icônicas da famosa branda de rock, Os Beatles / Crédito: Wikimedia Commons

 

Punhos erguidos

Foi apenas na década de 1960 que John finalmente conheceu o universo do ativismo. Ao lado de Yoko Ono, ele participava de manifestações e fazia questão de demonstrar seus pontos de vista na música — cujas letras ele escrevia junto da namorada.

Em 1966, veio a fatídica dissolução dos Beatles. Os fãs da banda entraram em colapso, mas era o momento dos artistas seguirem seus próprios caminhos. O de Lennon foi marcado por um engajamento político fervoroso.

Pouco mais tarde, em agosto de 1971, o cantor e sua companheira mudaram-se para Nova York. Por lá, Lennon começou a se engajar em causas americanas. Quando 32 pessoas foram mortas em uma rebelião na penitenciária de Attica, por exemplo, o artista fez questão de criticar o governador Nelson Rockefeller pelas mortes causadas.

John Lennon em ensaio fotográfico / Crédito: Wikimedia Commons

 

Balas e julgamentos

A partir dos anos 1970, entretanto, o compositor já tinha parado de ir a manifestações ou gravar canções de protesto. Nesses últimos anos, ainda que tivesse se separado de Yoko, Lennon demonstrou estar mais preocupado com a família e com os filhos. 

Em 1974, ele viajou para Los Angeles e reatou sua relação apaixonada com Elton John. Naquele ano, no dia de seu aniversário, John ainda recebeu a notícia do nascimento de seu segundo filho, Sean Taro Ono Lennon, e só voltou a gravar cinco anos mais tarde. 

Após o lançamento de diversas músicas e discos de sucesso, no entanto, o artista finalmente chegou ao dramático dia 8 de dezembro de 1980. Após passar a tarde toda no estúdio de gravações, ele retornou ao seu apartamento tarde da noite.

Lennon estava chegando em seu prédio quando ouviu um homem chamá-lo. Antes que o músico terminasse de se virar para olhar, Mark Chapman o atingiu com quatro tiros de revólver. John Lennon faleceu a caminho do hospital. Posteriormente, o assassino disse sentir raiva do cantor, que, para ele, pregava um estilo de vida, mas seguia outro.


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