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89 anos do direito ao voto feminino no Brasil: 7 fatos sobre a conquista histórica

Ao longo das décadas, as sufragistas brasileiras enfrentaram a misoginia e patriarcado para exercer o seu direito político

Victória Gearini Publicado em 24/02/2021, às 12h45

Federação Brasileira pelo Progresso Feminino
Federação Brasileira pelo Progresso Feminino - Wikimedia Commons

O dia 24 de fevereiro de 1932 foi considerado um marco na história do Brasil. Após décadas de lutas incansáveis, as sufragistas conseguiram assegurar o direito das mulheres votarem no país. A conquista foi garantida pela legislação brasileira, tornando-se um marco na história do movimento feminista nacional.

De acordo com o site independente Manas na Luta, ao longo dos anos, feministas deram suas vidas para que as mulheres conquistassem direitos políticos. Já nos dias atuais, elas compõe mais da metade da população brasileira apta a votar.

Pensando na importância histórica dessa data, o site Aventuras na História selecionou 7 fatos sobre a conquista do voto feminino brasileiro.

Confira abaixo.

1. Luta pelo direito ao voto no século 19

Durante o século 19, antes mesmo da proclamação da República, as mulheres já lutavam pelo direito ao voto no Brasil. A conquista veio mais de 50 anos depois. Contudo, segundo o site O Globo, o sufrágio feminino brasileiro aconteceu antes de outros países, como a França, onde ocorreu em 1944 e a Suíça, onde as mulheres só puderam começar a votar em 1971.


2. A primeira eleitora brasileira 

Embora o direito ao voto feminino tenha sido assegurado pela legislação, em 1932, antes mesmo dessa data, algumas mulheres já haviam usufruído desse direito, como foi o caso da professora Celina Guimarães Viana

Celina Guimarães Viana durante votação / Crédito: Wikimedia Commons

 

Em 1928, o Poder Judiciário do Rio Grande do Norte permitiu que mulheres se inscrevessem para votar nas eleições complementares do Senado. Contudo, mais tarde, a Justiça anulou os votos femininos e Celina enviou um apelo ao Senado Federal, mas não obteve sucesso.


3. O decreto 

A partir do Código Eleitoral Provisório de 1932, elaborado durante o mandato de Getúlio Vargas, o voto feminino foi introduzido ao sistema eleitoral brasileiro. A lei determinava que qualquer cidadão maior de 21 anos, poderia votar, independente do sexo biológico. O decreto foi de fato exercido no ano seguinte, durante a eleição para a Assembleia Nacional Constituinte.


4. Primeiro partido feminino 

Após ser proibida de se alistar ao sistema eleitoral no início do século 20, a educadora Leolinda Daltro fundou o Partido Republicano Feminino, em 1910. Conhecida como a "mulher do diabo", a feminista criou seus filhos sozinha e enfrentou o machismo e patriarcado da época. 

Educadora Leolinda Daltro / Crédito: Wikimedia Commons

 

A corajosa mulher reivindicava condições dignas de trabalho e a emancipação dos corpos femininos. Além disso, seu partido realizou diversos atos, como manifestações e passeatas, inspiradas no famoso sufragismo inglês.


5. O suposto fim da "família tradicional brasileira"

Segundo o jornal O Globo, durante o século 19, debates para assegurar o direito ao voto feminino passaram a ser pautados na Constituinte de 1890. Contudo, a oposição viu tal discurso como uma afronta aos valores da "família tradicional brasileira" da época. Portanto, negaram as propostas de incluir o sufragismo em pautas políticas, sociais e eleitorais.  


6. O pioneirismo na prefeitura 

Alzira Soriano, primeira prefeita da cidade de Lajes / Crédito: Wikimedia Commons

 

Alzira Soriano revolucionou a história do movimento feminista no Brasil, ao ser eleita a primeira prefeita da cidade de Lajes, no Rio Grande do Norte, em 1928. Contudo, devido a Revolução de 1930, seu mandato foi interrompido. Mesmo assim, a candidata que representou o movimento liderado por Bertha Lutz, tornou-se símbolo de pioneirismo na política nacional. 


7. O direito não era para todas 

Embora tenha sido uma grande conquista para o movimento feminista, a luta estava longe de ter fim. Isso porque, o direito ao voto não foi assegurado a todas mulheres brasileiras. Na época, segundo o decreto judicial, somente mulheres casadas poderiam exercer o seu direito político e apenas com a autorização do marido. Além delas, viúvas e solteiras com renda própria também entraram para esta controversa lista.


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