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Glória Ramirez: a mulher mais tóxica da História

Em 1994, uma mulher deu entrada no pronto socorro dos Estados Unidos e deixou mais de 23 pessoas doentes

Paola Churchill Publicado em 05/03/2020, às 18h40

Glória Ramirez, a "mulher tóxica"
Glória Ramirez, a "mulher tóxica" - Wikimedia Commons

No dia 19 de fevereiro de 1994, a paciente com câncer no colo do útero Glória Ramirez dá entrada no hospital Riverside General Hospital, na Califórnia, com fortes palpitações e desorientada.

A equipe tentou usar de todos os métodos possíveis para tentar reanimá-la. A última saída encontrada foi tentar usar da desfibrilação, no entanto, a corrente elétrica desencadeou em seu corpo um brilho oleoso e ela começou a exalar um forte cheiro de alho.  

Apesar das tentativas de salvá-la, Gloria veio a óbito por obstrução renal. Durante esse processo, das 37 pessoas que a atenderam, 23 delas apresentaram sintomas como vômito, febre excessiva e confusão mental, muitas delas desmaiando no próprio local, sintomas comuns em pessoas que são expostas a radiação.

Em pouco tempo, a equipe médica responsável percebeu o perigo e reduziu o número de pessoas que poderiam entrar em contato com a mulher ao mínimo possível. Assim, os especialistas mais resistentes seguiram com o atendimento e fizeram tudo que podiam. Dos que passaram mal, muitos foram internados ali mesmo. 

O caso curioso despertou o interesse de vários médicos e estudiosos que tentavam entender como aquilo poderia ter ocorrido. Após alguns dias de pesquisa, a equipe de Patologistas do Laboratório Nacional de Lawrence Livermore, chegou a seguinte hipótese: a “mulher tóxica”  pode ter usado dimetilsulfóxido (DMSO), um solvente utilizado como remédio caseiro para a dor.

No momento em que substância recebeu descargas elétricas da desfibrilação, a mulher sofreu uma reação química que se converteu a sulfato de dimetilo (DMSO4), um gás venenoso e potente. Os sintomas que esse gás apresenta são semelhantes as reações que a equipe médica teve.

Dois meses depois da morte de Glória, seu corpo foi liberado para uma autópsia e enterro independentes, realizados por especialistas conhecidos da família. Quando chegou ao patologista, o corpo da mulher estava em alto grau de decomposição e seus órgãos estavam infectados com matéria fecal. Em abril de 1994, ela foi enterrada em Riverside.


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