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A mulher que fez barriga de aluguel e descobriu que um dos gêmeos era seu filho biológico

Em 2017, nos EUA, Jessica Allen se viu diante de um caso raro, que foi parar nos tribunais

Giovanna de Matteo Publicado em 25/10/2020, às 09h00

Jessica Allen ao lado da criança
Jessica Allen ao lado da criança - Divulgação/Facebook/Wardell Jasper

Embora só seja legalizado em alguns estados, o processo de barriga de aluguel comercial vem ganhando fama e é cada vez mais popular nos Estados Unidos. Mulheres podem se oferecer para gerar o filho de outra pessoa, passando por uma inseminação artificial e ajudando a realizar o sonho que diversas mulheres têm de ser mãe e não conseguem.

Esse foi o caso da americana Jessica Allen, que contou sua história em um artigo exclusivo no The New York Post em 2017. Ela foi contratada por um casal para servir como barriga de aluguel, no entanto, a história teve um desfecho impressionante.

O casal pagou US$ 35 mil (aproximadamente R$ 110 mil) para Jessica gerar o bebê a partir de um embrião do homem chinês, que foi inseminado artificialmente. Alguns meses depois, ela descobriu que teria gêmeos idênticos.

O período de gestação ocorreu normalmente, no entanto, tudo mudou em dezembro de 2016, no dia do parto. Allen teve dois bebês do sexo masculino saudáveis, mas as coisas começaram a sair do controle.

No contrato, Jessica exigia uma hora com os recém-nascidos antes de serem levados do hospital pela mãe biológica. No entanto, o casal não cumpriu a promessa e foi embora com os gêmeos.

Dias depois, a dupla entrou em contato com Jessica, pois notaram que algo de diferente havia acontecido. A mulher enviou uma foto dos dois nenéns, e questionava o porquê de eles se parecerem tão diferentes um do outro.

A mensagem dizia: "Eles não são iguais, né? Você imagina por que eles são tão diferentes?". Quando Jessica viu a foto, ficou surpresa: "Uau! Eles são diferentes", respondeu ela.

Achando todo o caso muito estranho, decidiram fazer um teste de DNA nos bebês, e após alguns dias, a verdade foi revelada: um dos bebês carregava o material genético do casal, enquanto o outro continha os genes de Jessica.

Eles acreditavam que os dois seriam frutos do embrião do homem que a contratou, no entanto, naquele momento Jessica descobriu que havia passado por um evento muito raro chamado superfetação.

A superfetação acontece quando um segundo óvulo é fecundado no corpo da mulher, mesmo que ela já esteja grávida. Após a gravidez, se a mulher passar por relações sexuais, um novo embrião pode se alocar em outro óvulo, causando então uma "gestação dupla", com gêmeos que não compartilham dos mesmos genes.

O bebê que continha os genes de Jessica foi cruelmente devolvido para a agência Omega, que intermediou a contratação da barriga de aluguel. A empresa ligou para Jéssica e ela e seu marido, Wardell, decidiram adotar a criança, que até então havia recebido o nome de Max. Mas não acabou assim.

Jessica Allen e Wardell com os filhos mais velhos
Jessica Allen e Wardell com os filhos mais velhos - Divulgação/Facebook/Wardell Jasper

 

O que eles não esperavam é que o casal pediria uma indenização estimada em US$ 18 mil a US$ 22 mil. Eles não podiam pagar essa compensação, pois já haviam gastado o dinheiro recebido anteriormente. Além disso, a companhia exigiu uma taxa de US$ 7 mil devido as burocracias que teve que resolver.

"Era como se Max fosse um comódite e nós estivéssemos pagando para adotar nosso próprio filho", relatou a mãe.

Em 5 de fevereiro, Jessica e Wardell finalmente conseguiram a guarda da criança, batizando-o com um novo nome: Malachi. "O momento foi incrivelmente emocionante e eu comecei a beijar e abraçar meu menino."

O casal americano decidiu contratar um advogado para entrar em uma batalha judicial contra a empresa e contra o casal. Até a reportagem do The New York Post, o processo estava em andamento, entretanto, Jessica conseguiu que a companhia retirasse o pedido da taxa burocrática.

"Já faz nove meses que estamos com Malachi e ele está muito bem, ele é tão lindo! Ele está saudável e sua personalidade é hilária. Ele ama seus irmãos e está aprendendo a andar e começando a falar", contou Jessica com muito orgulho e esperança na época.


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