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Afinal, o que causou o óbito do Rei do Pop Michael Jackson?

A investigação apontou que o cantor poderia ter vivido muito mais, somando ainda mais dúvidas em relação ao seu falecimento

Wallacy Ferrari Publicado em 16/05/2020, às 13h00 - Atualizado às 13h00

Michael Jackson em apresentação na turnê Dangerous, em 1992
Michael Jackson em apresentação na turnê Dangerous, em 1992 - Divulgação

Em 25 de junho de 2009, o mundo dormiu com a notícia de que Michael Jackson havia morrido, aos 50 anos. Inicialmente se preparando para realizar uma série de dez shows na Arena O2, em Londres, o cantor havia topado quintuplicar aquela que seria sua despedida dos palcos, após um recorde de um milhão de ingressos vendidos em apenas uma hora.

Com 50 shows marcados em datas entre julho de 2009 e março de 2010, seria a primeira turnê do músico desde 1997. As causas do hiato eram atribuídas ao nascimento dos filhos, problemas jurídicos em decorrência as acusações de pedofilia e as dores no corpo. Seu alto desempenho no palco mostrou, ao longo de décadas, que seus movimentos repetitivos impossibilitavam o mesmo vigor de antigamente.

Além de debilitado, a bateria de shows seria um desafio que Michael teria que enfrentar para reaver sua ameaçada fortuna. Em abril do mesmo ano, o cantor desistiu de um leilão dos itens da Neverland após arrecadar US$ 50 milhões apenas com a venda dos ingressos antecipados. Com o auxílio de pessoas para cuidar de seu desempenho, imagem e, principalmente, sua saúde, Michael parecia pronto para sua despedida.

Michael nos ensaios para a turnê This Is It, em 2009 / Crédito: Divulgação

 

A linha do tempo

Os ensaios para a turnê This Is It ocorriam desde o mês de abril em todas as tardes de dias úteis, com Michael manifestando poucos incômodos corporais, enfatizando apenas a dificuldade de alcançar notas agudas com sua voz. No dia anterior a sua parada cardíaca, ensaiou até a madrugada com a equipe de coreografia e demonstrava bom humor, de acordo com Ed Alonso, mágico responsável pela parte de ilusionismo no espetáculo.

No dia seguinte, sem realizar suas atividades matinais de preparo para os ensaios, seu médico pessoal Conrad Murray entrou no seu quarto, pouco antes do meio-dia. Ao notar a ausência de pulso do cantor, realizou massagem cardíaca de maneira incorreta — ainda em cima da cama, sem o deitar em uma superfície rígida — e demorou cerca de 30 minutos para ligar para a emergência.

Ao chegar na mansão do músico, a equipe de paramédicos realizou procedimentos de primeiros socorros buscando reanimar Michael, sem sucesso. Após conduzirem o cantor de ambulância até o Centro Médico Ronald Reagan, na Universidade da Califórnia, os médicos tentaram ressuscitá-lo por mais de uma hora, até ser declarado morto às 14h26.

Abrindo o rei

A autópsia de Michael foi solicitada meticulosamente pela família do músico junto ao legista do condado de Los Angeles, no dia seguinte a sua morte. Durante três horas, o investigador chefe Craig Harvey confirmou que não havia evidências de traumas ou ação de terceiros, mas apontou a combinação de remédios encontradas no corpo do cantor como a causa da fatalidade.

O quarto onde Michael foi encontrado sem vida com os itens da noite anterior / Crédito: Divulgação

 

Além da conclusão sobre a causa, as suspeitas em relação a condição física de Michael foram rapidamente descartadas; seus pulmões estavam cronicamente inflamados, mas não interferiu em sua morte. Seu coração estava forte e o músico estava saudável para sua idade, apesar do peso baixo de 62kg para sua altura de 1,75m.

Os seis medicamentos encontrados no corpo do artista apontavam o uso significativo de dois, em especial; o anestésico Propofol e o ansiolítico Lorazepam. Além deles, o midazolam, diazepam, lidocaína e efedrina também estavam presentes em menor quantidade. Todos eles foram receitados e tiveram o uso orientado diariamente por pelo cardiologista Conrad Murray.

Murray vs Michael

Iniciado em 27 de setembro de 2011, o julgamento do médico durou 23 dias, sendo oito deles para a defesa. Movido pelo Estado da Califórnia, as audiências contaram apenas com os dados de legistas e da investigação, sem intervenção de familiares. Murray admitiu administrar na noite anterior ao falecimento de Jackson 25 mg de propofol diretamente na veia.

Descumprindo com o código de ética da função, o médico afirmou que só realizou a aplicação por insistência do músico, alegando insônia. O anestésico não foi desenvolvido e nem deve ser receitado em crises relacionadas ao sono, sendo um remédio administrado apenas em ambientes clínicos rigorosamente monitorados.

No dia 29 de novembro do mesmo ano, Murray foi condenado por homicídio involuntário, além de perder suas licenças médicas em dois estados americanos. Sua pena, de quatro anos em regime fechado, foi cumprida apenas em dois, após uma crise estadual de superlotação nas penitenciárias da Califórnia.


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