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A agitada — e perturbadora — vida sexual do imperador Nero

O líder romano teve um histórico de violência com suas esposas, mas dividiu seu amor com uma série de rapazes ao longo de sua vida

Caio Tortamano Publicado em 28/03/2020, às 11h00

Nero foi o primeiro imperador a assumir publicamente um casamento homossexual
Nero foi o primeiro imperador a assumir publicamente um casamento homossexual - Wikimedia Commons

Já é de conhecimento popular que o Imperador romano Nero não era lá a mais sã das pessoas. Foi proclamado adulto com apenas 14 anos, e começou suas atividades políticas como procônsul ao lado de seu padrasto, Cláudio, aparecendo até nas moedas do império como o sucessor do cargo.

No ano de 54, Cláudio faleceu envenenado pela mãe de Nero, Agripina Menor, que queria seu filho no posto mais alto do gigantesco império. A essa altura, já era casado com sua meia-irmã Cláudia Octávia, com 16 anos era imperador.

Enquanto seu poder crescia, o descontentamento com sua esposa também aumentou. Por isso, começou a traí-la com uma escrava recém liberta, Cláudia Acte. Sua mãe, entretanto, descobriu a infidelidade e cobrou que seu filho se comprometesse com a meia-irmã. À essa altura, Nero sentia que a mãe mexia demais com sua cabeça, e influenciava no governo na mesma medida que seus mentores, Sêneca e Burro.

Depois de ter matado seu irmão adotivo, Britânico, que provavelmente tomaria o trono de Nero por ser herdeiro legítimo e estar chegando na idade adulta, o imperador expulsou sua mãe da residência oficial.

Nero se separou de Cláudia, e a acusou de infertilidade. Depois disso, uma decisão drástica foi tomada por ele, que exigiu que ela fosse exilada do império e, depois, executada. Oficialmente liberto de matrimônio, começou a se relacionar com Pompeia Sabina, esposa do amigo e futuro imperador Marco Sálvio.

Sua mãe, entretanto, ainda parecia ser um empecilho na vida de Nero, que decidiu que não conseguiria se casar com Sabina enquanto Agripina estivesse viva. Assim, o imperador decidiu que deveria assassinar sua mãe, ordenando sua morte em 59.

Foi casar com Pompeia somente em 62, mas a relação entre os dois também não durou muito. Conhecido pelo seu histórico de violência, Nero teria espancado a esposa até a morte, em um surto de raiva e ira. Porém, sua maior surpresa foi quando ele ficou sabendo que Pompeia estava grávida no momento de sua morte, fato que perturbou o homem para sempre.

Homossexualidade

Surpreendentemente, após esse sangrento episódio, Nero foi poucas vezes visto se relacionando com mulheres. Só mais uma teve a infortuna sorte de casar com Nero, Estacília Messalina, que era casada. Isso não teve a menor diferença, já que seu marido foi obrigado a se matar para que o Imperador pudesse tomar sua esposa.

Mas a relação que marcou sua sexualidade e vida íntima depois da morte de Pompeia foi a com o rapaz Esporo. O escravo liberto seria, supostamente, parecido com sua falecida mulher, o líder romano ordenou que o moço fosse castrado para que pudesse casar com o imperador.

Depois de terem se unido em matrimônio, ele passou a ser chamado de Pompeia, e somente dessa forma. O casamento deles aconteceu em uma cerimônia tradicional, em que Esporo usou um véu, e na vida pública beijava o imperador sem o menor problema em público.

Enquanto nas relações sexuais, o eunuco era — obviamente — o passivo, Nero fazia esse papel nas relações que mantinha com outro homem, Pitágora. O governante, de acordo com o escritor romano Suetônio, se dedicava a manter uma aparência física atraente para seus amantes.

Foi o primeiro imperador a, abertamente, assumir uma relação com um homem, casando-se também com Pitágora. Nero gostava, principalmente, da esbórnia, por isso promovia os chamados Banquetes de Tigelino. Nada mais era do que uma simulação, em que o imperador se vestia com peles de animais e era liberto de uma jaula, onde, depois, avançava para agarrar vítimas (homens e mulheres) que estavam presos em estacas.

Seus dias finais, fugindo de seus opositores, não tiveram muito espaço e intervalo para as aventuras sexuais que o imperador tanto esbanjou ao longo de sua vida. Morreu aos 30 anos esfaqueado por um de seus servos depois do mesmo ter solicitado que não morresse na mão de seus inimigos.


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