Curiosidades » Personagens

É verdade que Alexandre, o Grande foi embalsamado vivo?

Historiadores sempre discutiram o que teria levado o maior conquistador que o mundo havia visto aos meros 32 anos. Novos relatos revelam uma possibilidade macabra

Simone Bitar Publicado em 30/07/2019, às 10h00

None
- Crédito: Getty Images

A morte de Alexandre, o Grande, sempre foi um enigma para os historiadores. É difícil aceitar que o maior conquistador da história antiga morreu aos meros 32 anos de idade por causas naturais — segundo relatos, uma febre misteriosa. O que seria essa febre é um mero palpite: malária, tifóide, overdose de álcool, envenenamento, cada historiador tem sua teoria favorita. 

Uma explicação divulgada neste ano traz uma possibilidade brutal: que ele, de fato, não morreu. Não, ele não é como Elvis, mas teria morrido depois do que a historiografia pensa. Alexandre teria sido embalsamado vivo e, possivelmente, testemunhado a tudo sem poder reagir. 

A conclusão insólita, publicada no Ancient History Bulletin, vem do fato de, quando os embalsamadores egípcios (ou caldeus) chegaram até o corpo do general, ele estava em perfeitas condições de preservação, após 6 dias no auge do verão da Babilônia, atual Iraque. Na cidade moderna mais próxima da Babilônia, Hillah, a máxima diária em junho é de 41,3º C. 

Alexandre, o Grande, sendo tratado por seu médico Philip, por Domenico Induno, 1839. / Créditos: Getty Images

“Os gregos antigos acreditavam que isso provava que Alexandre era um um deus”, afirma a médica Katherine Hall, da Universidade de Otago, Nova Zelândia, responsável pelo estudo. O corpo do divino Alexandre foi considerado, assim como o de vários santos católicos, incorruptível. Ela defende que as condições de sua morte são explicados pela síndrome de Guillain-Barré.

A síndrome é um distúrbio autoimune que ataca o sistema nervoso, atinge primeiro as extremidades, até paralisar tudo. A vítima se mantém consciente por todo o processo — e relatos mostram Alexandre são até o suposto último minuto.

Seria uma reação a uma infecção da bactéria Campylobacter pylori, comum na época e na região. Como os antigos se baseavam apenas na respiração para determinar se alguém estava vivo, e a de Alexandre se tornou sutil demais para ser percebida, deram seu líder por morto. 

Em uma entrevista para a Fox News, Hall fez uma descrição angustiante da morte de Alexandre: “Sua visão teria ficado turva e, caso a pressão sanguínea estivesse muito baixa, ele teria entrado em coma. Mas há uma chance de que ele estivesse consciente do que se passava ao redor e pudesse ao menos ouvir. Então ele teria escutado seus generais discutindo sobre a sucessão, a chegada dos embalsamadores egípcios, seus planos de iniciar os trabalhos.”

Dito de outra forma, exceto se tivesse a sorte de ter entrado em coma, após definhar por seis dias, sem poder reagir, teve seus órgãos retirados enquanto ainda estava consciente.