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Amizade ou propaganda: quando Fidel Castro salvou a vida de Maradona

Em 1986, tendo vencido a Copa do Mundo, o jogador argentino e o líder cubano se conheceram e logo cultivaram uma relação

Pamela Malva Publicado em 29/11/2020, às 08h00

Fotografias de Maradona na Copa de 1986 e Fidel Castro em 1950
Fotografias de Maradona na Copa de 1986 e Fidel Castro em 1950 - Wikimedia Commons

Muito além de um ícone do futebol Argentino, Diego Maradonasempre foi um homem interessado na política mundial. Com ideologias bem definidas, inclusive, ele era bastante próximo de diversos líderes latino-americanos.

Em meados de 1986, por exemplo, quando guiou a Seleção Argentina até o troféu da Copa do Mundo, Maradona conheceu Fidel Castro. Tendo se identificado com as políticas de esquerda, o camisa 10 ficou admirado com a história do político.

Do encontro inesperado, nasceu uma bela amizade, ainda que improvável. No total, foram 14 anos de uma relação repleta de carinho e confiança, que chegou a salvar a vida de Maradona quando ele mais precisou.

Fotografia de Maradona atuando como treinador / Crédito: Wikimedia Commons

 

Na amizade e na política

Constante crítico do liberalismo e da direita radical, o jogador argentino sempre elogiou os governos da esquerda latina. Tamanha era sua admiração que Maradona chegou a tatuar o rosto de alguns líderes comunistas, como Che Guevara.

Com ideologias parecidas, então, não demorou até que Maradona e Fidel Castro se tornassem bons amigos. Nesse sentido, o jogador visitava Fidel com bastante frequência e sempre aparecia com uma camiseta da seleção de presente para o cubano.

Em meados dos anos 2000, então, quando Maradona se perdeu nas drogas, foi sua relação com Fidel que o ajudou a se recuperar. Preocupado com o amigo, o político cubano fez o possível para que o jogador argentino melhorasse de vida.

Chegada de Fidel Castro a Washington, em 1959 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Ajuda vinda dos céus

Enquanto Maradona perdia a guerra para seu vício, Fidel fez questão de não desistir do amigo. Sem pensar duas vezes, então, ele colocou uma excelente clínica cubana à disposição do craque, para que ele pudesse se recuperar das drogas.

Para os amigos e familiares de Maradona, os dias que ele passou com Fidel em Cuba foram essenciais para a sua recuperação. Nesse período, a relação evoluiu e, durante anos, o jogador afirmou que o político era seu segundo pai.

Hoje em dia, muitos teorizam que a amizade entre os dois não se passava de uma propaganda. Enquanto o comunismo caía em Cuba, Fidel teria usado a imagem de Maradona para aumentar sua popularidade.

De qualquer forma, amigos ou não, Fidel faleceu no dia 25 de novembro de 2016. Quatro anos mais tarde, incrivelmente na mesma data que o amigo, o próprio Diego Maradona foi vítima de uma parada cardiorespiratória, deixando toda a Argentina em luto.


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