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Antes das escolas, as aulas aconteciam em um cômodo da casa

Entenda como os antigos se viravam!

Janaína Abreu Publicado em 02/05/2021, às 09h00

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa - Imagem de Free-Photos por Pixabay

Ensinar é um hábito que nos acompanha desde a Pré-História. Mas, claro, naquela época não existia escola, professor, provas. O homem primitivo costumava passar para seus filhos coisas práticas como técnicas de caça e rituais religiosos.

Com o desenvolvimento das civilizações, o ensino passou a ser exercido conforme cada
cultura. No Antigo Egito, por exemplo, o importante era saber falar. Faraós e nobres educavam os filhos para dominar a palavra oral – e, assim, comandar a sociedade, intervindo nos conselhos do poder.

A escrita, instrumento para registrar atos oficiais, era tarefa dos escribas, que aprendiam a arte com os pais. Já quando se tratava do povão, os pais ensinavam noções básicas de suas profissões.

Escravos tinham o capataz como professor – e o chicote como recurso pedagógico. Na Grécia, o Estado já começava a interferir. Em Esparta, a criança ficava em casa até os 7 anos e, depois, era confiada ao governo, que a formava para a guerra.

Já os atenienses eram educados para a formação completa. O Estado oferecia educação física, formação musical e alfabetização, mas só para os meninos. Na Roma antiga, o papel do pai era levado tão a sério que a autonomia da educação paterna era lei do Estado.

Nas classes dominantes, a educação familiar visava ao ensino das letras, o direito e o domínio da retórica e das condições para desempenhar atividades políticas. O pai perdeu posto para o padre durante a Idade Média.

Nesta época, a Igreja organizava comunidades e os sacerdotes recebiam rapazes em suas próprias casas. O ensino reduzia-se às Escrituras. No século 8, o imperador romano Carlos Magno ordenou que padres estudassem as letras.

Mais tarde, todo mosteiro foi obrigado a ter uma escola. Em 1088, surgiu a primeira universidade, em Bolonha, na Itália. E no fim do século 15, o acesso à escola ampliou-se, mas a essência da educação continuou religiosa.

No Brasil, antes da chegada dos portugueses, os pequenos eram instruídos por adultos e, em algumas tribos, o pajé passava adiante valores culturais. Em 1549, os jesuítas chegaram trazendo na bagagem não só a religiosidade europeia, mas também alguns métodos pedagógicos.

Detiveram o monopólio educacional por 210 anos, até 1759, quando foram expulsos do país. A partir do século 19, a chegada da cultura capitalista fez com que a educação deixasse de refletir apenas valores religiosos para ter a ciência como base.

E assim nasceu a escola como conhecemos hoje: com normas específicas, agentes próprios e estrutura de ensino – que mantém vários alunos em salas de aula, provas, notas, carteiras em fila e diplomas. Tudo para educar cada vez mais indivíduos.