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Antropoceno: 5 fatos históricos curiosos que você encontrará no novo livro de John Green

Antropoceno: notas sobre a vida na Terra é ideal para aqueles que amam particularidades da História

Redação Publicado em 09/09/2021, às 14h45

A obra de John Green
A obra de John Green - Divulgação/Vídeo

Conhecido por sucessos como A culpa é das estrelas, Quem é você, Alasca? e Tartarugas até lá embaixo, o escritor americano John Green estreia na não ficção com o emocionante Antropoceno: notas sobre a vida na Terra, publicado pela Intrínseca.

Divulgação/Intrínseca

 

Baseado em seu podcast de sucesso, The Anthropocene Reviewed, o livro traz ensaios bem-humorados e perspicazes sobre diferentes temas — como pinturas rupestres, Banco Imobiliário, ursinhos de pelúcia e o cometa Halley —, todos avaliados de forma nada imparcial pelo autor em uma escala de cinco estrelas.

O termo “Antropoceno” foi proposto para designar o período geológico atual, em que os seres humanos alteraram profundamente o planeta e sua biodiversidade. Ao longo de mais de quarenta ensaios, alguns inéditos, o autor mergulha em diversos aspectos contraditórios da humanidade, analisando nossas fraquezas e capacidades, com a certeza de que, para o bem ou para o mal, no Antropoceno não há observadores desinteressados, apenas participantes.

John Green em sessão de autógrafos, em 2015 /Crédito: Getty Images

 

Na obra, escrita parcialmente durante a pandemia global, John Green nos relembra que não podemos prever os horrores do futuro, mas tampouco podemos prever as maravilhas que nos aguardam, e que um dos pré-requisitos para sobreviver é ter esperança. Abaixo selecionamos cinco fatos curiosos comentados pelo autor no livro.

1. As pinturas rupestres de Lascaux foram descobertas por quatro adolescentes e um cachorro

Em setembro de 1940, no interior da França, o mecânico Marcel Ravidat, de 18 anos,  passeava com seu cachorro, Robot, quando o animal entrou por um buraco e sumiu. Robot reapareceu horas depois, e seu dono imaginou que o bicho tinha achado uma passagem secreta para o solar Lascaux, que ficava na região. Marcel retornou alguns dias depois com cordas e mais três amigos: Georges Agniel, Jacques Marsal e Simon Coencas, de 16, 15 e 13 anos, respectivamente.

Divulgação/Vídeo/Youtube

 

Ao entrar pelo buraco, no entanto, o grupo fez uma descoberta inesperada que mudou o curso de suas vidas: pinturas rupestres de pelo menos 17 mil anos. Em 1948, o governo francês abriu o espaço para visitação, mas, atualmente, a caverna original está fechada para preservação das obras. Porém, como aponta John Green, os turistas podem visitar as cavernas de imitação que reproduzem as pinturas originais.

2. O urso de pelúcia é uma homenagem a um presidente americano

Diz-se que, em 1902, o então presidente dos Estados Unidos Teddy Roosevelt teria saído para caçar ursos no Mississippi. Durante a pausa para o almoço, seu guia, Holt Collier, capturou um urso para o presidente e o amarrou a uma árvore. Roosevelt, contudo, se recusou a atirar no animal, por achar a atitude antidesportiva.

A história ficou popular, e os imigrantes russos Morris e Rose Michtom, inspirados em uma charge sobre o incidente publicada no Washington Post, criaram o brinquedo, chamando-o de “Teddy Bear” – o urso de Teddy, em inglês.

Imagem de Here and now, unfortunately, ends my journey on Pixabay por Pixabay

 

Na mesma época, uma empresa alemã teve uma ideia similar, e ambas as versões do brinquedo fizeram um enorme sucesso. O fim do animal real, porém, foi menos otimista: Roosevelt pediu que um dos membros de sua equipe cortasse a garganta do urso, para acabar com seu sofrimento.


3. A primeira versão do jogo Banco Imobiliário foi inventada por uma atriz feminista

Segundo a Hasbro, a versão oficial da criação do jogo Banco Imobiliário* é que Charles Darrow o inventou após ficar desempregado e se tornar vendedor de porta em porta, tornando-se mais tarde o primeiro milionário dos jogos de tabuleiro. Contudo, um jogo muito similar, chamado The Landlord’s Game, já havia sido criado por Elizabeth Magie.

Atriz e escritora com fortes ideias feministas, Magie criou seu jogo com o objetivo de explanar os absurdos do sistema fundiário através de dois conjuntos de regras: em um, o objetivo era acumular o máximo de dinheiro possível; no outro, distribuir os recursos de forma justa.

Imagem de Júlio Cesar J.Cesar por Pixabay

 

O jogo se tornou muito popular entre universitários, que faziam suas próprias versões e criavam novas regras. Teria sido a partir de uma delas, chamada Fascinating Game of Finance, que Darrow desenvolveu o Banco Imobiliário.

*O jogo é conhecido em todo mundo como Monopoly, e seus direitos pertencem à Hasbro. A versão brasileira, comercializada desde a década de 1940 pela Estrela, tem o nome Banco Imobiliário. Atualmente, ambas as versões estão disponíveis no  Brasil, após o encerramento da parceria entre as empresas. O texto se refere à versão original.


4. O ar-condicionado foi criado para preservar papel

Embora a função principal do ar-condicionado hoje em dia seja manter a temperatura ambiente agradável, sua origem não está diretamente ligada ao nosso conforto. O primeiro aparelho, desenvolvido em 1902 pelo engenheiro Willis Carrier, tinha uma função específica: evitar que as páginas das revistas impressas por uma gráfica em Buffalo, Nova York, fossem deformadas pela umidade do verão.

Imagem de Sławomir Kowalewski por Pixabay

 

A máquina inventada por Carrier funcionava como um aquecedor elétrico às avessas, fazendo o ar passar por bobinas frias e diminuindo não só a umidade, mas a temperatura. John Green reflete, porém, que os benefícios trazidos pelo aparelho não diminuem o impacto de seu uso no meio-ambiente, o que exige uma mudança de postura coletiva urgente.


5. Thomas Edison ajudou a desenvolver o teclado QWERTY

Embora seja mais conhecido como inventor, Thomas Edison também teve um papel importante no aperfeiçoamento de aparelhos já existentes em sua época. Um deles é o teclado QWERTY. A ideia inicial veio do editor de jornal e político Christopher Latham Sholes, que desejava criar uma máquina de escrever capaz de imprimir os números das páginas nos livros, além de digitar as letras.

Domínio Público/ Wikimedia Commons

 

O projeto original foi desenvolvido com seus amigos Samuel Soule e Carlos Glidden, e possuía duas fileiras de teclas em ordem alfabética. Mais tarde, o layout do teclado foi aprimorado por estenógrafos e operadores de telégrafo, na tentativa de diminuir os emperramentos e facilitar a tradução do código Morse.

A máquina passou por mais testes após os conselhos de diversos colaboradores, inclusive Thomas Edison. O layout final, com as teclas Q,W,E,R,T,Y na primeira linha, veio de um fabricante de armas, que comprou os direitos da máquina para expandir seus negócios após o fim da Guerra da Secessão.


JOHN GREEN é o autor consagrado de Quem é você, Alasca?, A culpa é das estrelas, Tartarugas até lá embaixo, entre outros sucessos. É um dos escritores contemporâneos mais queridos pelo público, com quase 5 milhões de livros vendidos no Brasil. Suas obras receberam diversos prêmios, como a Printz Medal, a Printz Honor e o Edgar Award.

Green foi duas vezes finalista do LA Times Book Prize e eleito pela revista TIME uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. É também roteirista e apresentador do aclamado podcast The Anthropocene Reviewed.

Ao lado do irmão, Hank, lançou diversos projetos de vídeos on-line, incluindo o vlogbrothers e o canal educativo Crash Course. Ele mora com a família em Indianápolis, nos Estados Unidos.


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