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As 10 crianças mais influentes da história

Elas inventaram um método de leitura para cegos, receberam Prêmios Nobel e dominaram a política

Thiago Lincolins Publicado em 25/12/2018, às 09h00

Em 2014, aos 14 anos, Malala Yousafzai recebeu o Prêmio Nobel da Paz
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10. Samantha Smith (1972-1985) 

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Em 1982, a americana de 10 anos leu sobre as tensões entre Estados Unidos e União Soviética. Enviou uma carta ao então líder da União Soviética, Yuri Andropov, perguntando se ele queria conquistar o mundo. Recebeu uma resposta: um convite para conhecer a União Soviética. Smith foi “nomeada” Embaixadora da Boa Vontade, ícone da convivência num período tenso.

9. Cesarion (47 a.C. - 30 a.C.)

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Entra na lista mais pelo que se fez por ele. Filho de Cleópatra e Júlio César, era tanto o herdeiro do trono do Egito ptolomaico quanto um possível candidato a líder romano. Após a morte do pai, em 44 a.C., sua mãe terminaria aliada ao lado perdedor na Guerra Civil que se seguiu. Foi morto por ordens de Otaviano, o Augusto, o primeiro imperador. Não fosse assassinado, o mundo da época poderia ter sido bem diferente.

8. Louis Braille (1809-1852)

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Aos 3 anos, Louis sofreu um grave acidente que o deixou completamente cego. Aos 10 anos, teve a chance de se tornar um dos primeiros alunos do Instituto Real para Jovens Cegos, em Paris. Lá aprendeu sobre tentativas de criar um método para a leitura tátil. Todas por inventores que podiam ver. Aos 15 anos, já havia criado seu método de leitura para cegos, usado até hoje.

7. Hector Pieterson (1963-1976)

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Na revolta de Soweto em 1976, 20 mil estudantes foram brutalmente reprimidos ao protestarem contra um decreto que forçava as instituições de ensino negras a dar aulas em africâner, língua identificada com o Apartheid. Pieterson foi baleado e morreu. Uma foto de seu corpo sendo carregado se tornou um ícone da luta anti-Apartheid e o dia é feriado nacional.

6. Santo Hugo (1246-1255) 

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O corpo do menino de 8 anos foi encontrado num poço em Lincoln, Inglaterra. A população acusou os judeus de o sequestrarem para beber seu sangue. O caso chegou ao rei e terminou em 18 execuções. Huguinho foi visto como um mártir e a catedral se tornou ponto de peregrinação, num dos mais simbólicos casos de libelo de sangue, a calúnia antissemita. 

5. Malala Yousafzai (1997)

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A ativista paquistanesa é a pessoa mais jovem do mundo a receber o Prêmio Nobel. Seu nome é notório devido à sua luta pelos direitos humanos voltada para a educação de mulheres e crianças no Vale de Swat, no Paquistão, área controlada pelos talibãs. Em 2012, foi atingida por uma bala na cabeça após ter publicado um blog em favor da educação feminina no Afeganistão.

4. Anne Frank (1929-1945)

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Entre junho de 1942 e agosto de 1944, a garota alemã e judia dividiu seus sonhos, medos, amores, ilusões e desilusões com um diário. Por mais de dois anos, a garota registrou o dia a dia no chamado “anexo secreto”, onde sua família viveu escondida dos nazistas. A história, não é segredo, não tem um final feliz: dedurada, a família foi capturada e Anne morreu no campo de Bergen-Belsen.

3. Estêvão de Cloye (século 13)

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Em 1212, Estêvão, de apenas 12 anos, foi até Saint Denis para entregar uma carta ao rei Felipe. Dizia que Jesus em pessoa lhe pedira para liderar uma nova cruzada. O “exército” deveria ser formado por crianças, que converteriam os islâmicos pacificamente. A Cruzada das Crianças nunca chegaria à Terra Santa. Algumas foram vendidas como escravos. 

2. Tutancâmon (1341 a.C.-1323 a.C.) 

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Assumindo aos 9 anos, o 11º faraó da 18ª dinastia egípcia teve um reinado breve. Mas importante. Uma das principais medidas foi tomada durante o seu terceiro ano de reinado, quando o faraó menino suspendeu a adoração ao deus Aton – promovida por seu pai, uma revolução que custara muitas vidas. O que encerrou a volta às tradições milenares (e a paz).

1. Alexei Nikolaevich (1904-1918) 

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O quinto filho dos Romanov sofria de hemofilia. Buscando a cura, a imperatriz se envolveu com o místico Rasputin. O escandaloso e promíscuo monge caiu na boca do povo, o que ajudou a acabar com a reputação da realeza. Foi morto por nobres em dezembro de 1916. Tarde demais: a monarquia iria a pique em meses, abrindo caminho para a revolução dos bolcheviques.