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Autoria das suas obras e anos perdidos: teorias bizarras sobre a vida de William Shakespeare

Conheça as maiores teorias da conspiração sobre a vida do dramaturgo mais famoso do mundo

Isabella Bisordi Publicado em 22/09/2020, às 20h30

Conheça três teorias bizarras sobre o dramaturgo William Shakespeare
Conheça três teorias bizarras sobre o dramaturgo William Shakespeare - Wikimedia Commons

Conhecido por ser um dos maiores e mais importantes dramaturgos renascentistas da história, William Shakespeare foi o responsável por grandes obras que marcaram gerações, como Romeu e Julieta, MacBeth e o Mercador de Veneza e Hamlet. Apesar do enorme sucesso de suas peças, pouco se sabe sobre a vida íntima do escritor além de seu nascimento em Stratford, no ano de 1564, sua morte em 1616, seus pais e seu casamento.

A falta de registros e documentos a seu respeito tornam impossível fazer uma biografia precisa sobre o autor, o que intriga historiadores e a comunidade literária até os dias de hoje. Muitos, inclusive, acabam duvidando da autoria de suas obras - e, até mesmo, da sua existência. Diante de tantos mistérios e especulações em torno de sua vida íntima, a Aventuras na História reuniu algumas das teorias da conspiração mais famosas sobre William Shakespeare:

“William Shakespeare não escreveu suas obras”

Até hoje, poucos detalhes sabemos sobre a infância de Shakespeare. Acredita-se que, quando jovem, tenha frequentado a escola primária de Stratford e, por isso, não era analfabeto. No entanto, em todos os documentos assinados pelo autor, é possível notar que seu nome foi escrito de maneiras diferentes. Além disso, devido à posição social de sua família na época, é muito provável que seus pais, John e Mary Shakespeare, nunca tenham aprendido a escrever, assim como sua mulher, Anne Hathaway, e seus filhos.

A autoria de Shakespeare foi questionada pela primeira vez em meados do século 19, pois sua origem humilde parecia incompatível com a escrita de suas peças e sonetos, que apresentavam vastos conhecimentos em política, geografia e latim, além de um vocabulário com mais de 30.000 palavras. Outro fator que refuta a teoria foi o testamento escrito por Shakespeare em sua morte, no ano de 1616. Sua linguagem é mundana, nada poética e não menciona nenhuma das suas obras, papéis pessoais, livros ou poemas.

Diante disso, formou-se um grupo de pessoas denominadas “anti-stratfordianos”, que acreditam que Shakespeare de Stratford foi apenas uma fachada para proteger a identidade de autores reais que não queriam ou não podiam aceitar créditos públicos - provavelmente por suas posições sociais, segurança de estado ou gênero. A controvérsia gerou mais de 80 candidatos à verdadeira autoria das obras, sendo os mais populares Sir Francis Bacon, Edward De Vere, 17º Conde de Oxford, Christopher Marlowe e William Stanley, 6º Conde de Derby. Para os defensores dessa teoria, esses nomes seriam mais plausíveis pela familiaridade com a corte real, que é bem aparente nas obras.

Gravura século 19 retrata Shakespeare cercado por seus filhos e sua esposa, Anne / Crédito: Wikimedia Commons

 

Teorias de grupo

Enquantos muitos anti-stratfordianos discutem sobre a autoria do dramaturgo, alguns acreditam, até mesmo, que ele pode nunca ter existido. Existe uma forte teoria de que Shakespeare, na verdade, não era uma pessoa, mas um nome dado por um grupo de escritores (The Oxford Syndicate), incluindo Marlowe e Bacon, que se uniram em segredo para escrever obras de sucesso. A ideia era criar histórias cativantes para o público na época, mas preservando o anonimato dos autores.

Apesar de ambas as teorias já terem sido apoiadas por personalidades como Charles Chaplin e Sigmund Freud, é impossível afirmarmos que elas são reais. Por ser um plebeu na época em que vivia, muitos acreditam que Shakespeare não escreveria peças tão complexas. No entanto, muitas evidências fornecidas por anti-stratfordianos são incorretas - como por exemplo que o dramaturgo nunca deixou a Inglaterra - além de inúmeros artigos acadêmicos que comprovam a sua existência e genialidade.

Os anos perdidos de Shakespeare

Por mais bizarro que possa parecer, não existe nenhum registro do que Shakespeare fez entre os anos 1585 (quando ocorreu o batismo dos seus gêmeos, Hamnet e Judith) e 1592, (quando o dramaturgo chegou aos teatros de Londres). A época, conhecida como “anos perdidos”, deu origem à diversas teorias sobre a vida de Shakespeare antes de se tornar famoso e ter suas peças produzidas.

Uma das histórias mais populares diz que Shakespeare roubou cervos de Sir Thomas Lucy, proprietário de diversas terras em Stratford. Para escapar da punição, fugiu para Londres; outros dizem que o autor foi professor no interior, advogado, escrivão, soldado ou marinheiro; ou também, é possível que ele tenha morado na sua cidade natal por todo esse tempo, ajudando nos negócios da família.

O motivo de tantas opiniões diferentes é a tentativa de explicar o conteúdo de suas peças, que exigiam um conhecimento significativo. Para alguns estudiosos, parte dessa experiência pode ter sido adquirida durante seus anos perdidos em registros, e a única informação certa é que, em algum momento durante esse tempo, ele deixou sua cidade para tentar a carreira de ator em Londres.

Teatro é uma réplica do que existia no século 17, na Inglaterra, onde Shakespeare iniciou sua carreira - Wikimedia Commons

 

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