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De acordo com uma insólita teoria, o avô de Hitler seria judeu

Psicólogo americano afirmou que região onde suposto avô de Hitler teria nascido tinha uma comunidade judaica estabelecida, reforçando as teorias sobre os ancestrais do nazista

Caio Tortamano Publicado em 19/12/2019, às 14h32

Adolf Hitler em paisagem montanhosa
Adolf Hitler em paisagem montanhosa - Getty Images

Um estudo pubilcado no Journal of European Studies sugeriu que o avô do líder nazista Adolf Hitler era, na verdade, judeu. De autoria do psicólogo Dr. Leonard Sax, o estudo apontou que existiam comunidades judias estabelecidas na região de Graz em 1850, de onde o avô do tirano havia vindo.

Esse fato vai à contramão da constatação de um historiador alemão, Nikolaus von Preradovich, que afirmou que nenhum judeu vivia na região até 1856, não sendo possível algum membro direto da família de Hitler ser judeu.

Sax ainda afirma afirmou, em conjunto com as pesquisas, que Preradovich era um simpatizante nazista, que se ofendia com a possibilidade de Hitler possuir ascendência um quarto judaica. Dessa forma, a afirmação dada anteriormente pelo alemão teria a intenção de "limpar" o passado do notório anti-semita.

A primeira vez que a questão foi levantada foi quando o advogado pessoal de Adolf, Hans Frank, revelou em seu livro de memórias (publicado em 1953) ter evidências de que o avô paterno do nazista era um homem judeu vivendo em Graz, na Áustria.

O avô do tirano teria vivido com sua avó, Maria Anna Schicklgruber. Ao dar a luz seu filho, Alois Hitler (pai de Adolf), em 1837, ela não teria dado detalhes a respeito de quem seria o pai da criança. Assim, o menino recebeu somente o sobrenome da mãe, Alois Schicklgruber.

Mas por quais motivos Maria não iria querer identificar o pai da criança? De acordo com Sax, cartas indicam que ela trabalhava na casa de uma rica família judia em Graz, e acabou engravidando do filho de seus patrões. Ele ainda completa, dizendo que os judeus arcavam com o sustento do menino por meio de uma pensão.

Depois de um tempo, ela se casou com Johann Georg Hiedler. O novo marido não aceitava o filho ilegítimo, e Alois foi criado pelo irmão de Johann. Quando o filho chegou à fase adulta, queria que o seu padrasto ficasse em sua certidão no lugar de seu pai, inserindo o sobrenome (grafado de maneira errada - Hitler) em seu documento.

Com os rumores sobre os ancestrais de Hitler vindo cada vez mais à tona, o Fuhrer ordenou em 1937 que um genealogista publicasse a árvore genealógica do nazista, para provar que ele não tinha ancestrais judeus. O resultado apontou que todos seus ancestrais eram Austro-Germânicos.

Entretanto, o resultado não deve ser levado em tanta consideração, uma vez que poderia ter sido facilmente manipulado de acordo com as vontades do chanceler alemão, que queria se distanciar o máximo possível dos judeus.


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