Curiosidades » Segunda Guerra

B17: O mais importante bombardeiro aliado da Segunda Guerra

Dono de uma excelente precisão, o avião era invejado pelos nazistas, pois detinha autonomia de voo e uma grande capacidade de armazenar bombas

Redação Publicado em 30/05/2021, às 09h00

Fotografia de um B17 levantando voo
Fotografia de um B17 levantando voo - Kogo/ Creative Commons/ Wikimedia Commons

Projetado inicialmente para defender o território americano, o B17 — Flying Fortress foi o mais importante bombardeiro dos Aliados na Segunda Guerra Mundial. Ele inaugurou uma nova fase de ataques diurnos e teve papel central na destruição da máquina de guerra alemã. Para tanto, sofreu diversas alterações ao longo do conflito.

De todas as versões, as mais eficientes são a F e a G, por causa da grande autonomia, da alta capacidade para armazenar bombas e da excelente precisão. O ponto fraco: sua tripulação sofria bastante com as condições impostas pelas missões. Frio intenso devido às altitudes e falta de espaço eram dois dos problemas mais comuns dos aviadores.

Além disso, havia a constante tensão com os ataques de caças alemães e com o fogo das baterias antiaéreas, que causavam baixas consideráveis de aviões e tripulação. A eficiência do B17 também foi comprovada pelos nazistas. Muitos aviões capturados acabaram sendo usados pelos alemães: os nazistas acharam que a fortaleza aérea americana — construída pela Boeing — era melhor que os bombardeiros da Luftwaffe.

Confira 10 funcoes e ferramentas essenciais para o B17:

1. Artilheiro

Mulheres pilotos do Serviço da Força Aérea e um B17 ao fundo / Crédito: Força Aérea dos Estados Unidos

 

O soldado escolhido localizava seus alvos por meio de um sistema de mira Nordon e operava uma metralhadora M2 calibre .50, que ficava no nariz do avião. Essa ponta era feita de acrílico, o que garantia sua curvatura e dava mais segurança do que o vidro.


2. Navegador

Nessa posição, o agente traçava as rotas do avião e, durante os ataques inimigos, operava uma das duas metralhadoras M2 calibre .50, localizadas nas laterais do nariz.


3. Piloto e copiloto

 Fotografia da cabine de piloto de um B17 / Crédito: Ad Meskens/ Creative Commons/ Wikimedia Commons

 

Cruciais para as decolagens, pousos e pela viagem em si, tais oficiais eram os únicos no B17 que não operavam metralhadoras e ainda ficavam em posições blindadas. Enquanto isso, o técnico do avião ficava responsável pelas duas metralhadoras Browning M2 calibre .50 que ficavam na torre dorsal da aeronave.


4. Tanques de oxigênio

Como o avião não era pressurizado, os tripulantes precisavam de máscaras de oxigênio nas missões. Dessa forma, o B17 contava com grandes tanques de oxigiênio. 


5. Armazenagem 

Imagem de um b17 durante voo / Crédito: Força Aérea dos Estados Unidos/ Creative Commons/ Wikimedia Commons

 

Dentro de um B17, a tripulação contava com diversos botes salva-vidas para casos de pouso de emergência em alto-mar. Além dos equipamentos, a aeronave ainda comportava até 7893 kg de bombas, que ficavam alojadas em racks verticais.


6. Comunicação

Para entrar em contato com o mundo exterioro, os tripulantes tinham apenas um rádio à dua disposição, mas que era usado apenas em casos de emergência e ficava silencioso na maior parte do tempo, para não ser detectado pelo inimigo.


7. Metralhadora dorsal

Imagem de um b17 durante voo / Crédito: Airwolfhound/ Creative Commons/ Wikimedia Commons

 

Ao contrário das outras armas, era uma M2 calibre .30, com capacidade para 1,2 mil tiros por minuto, usada pelo operador de rádio durante os ataques aéreos.


8. Torre inferior

Além de ser a mais perigosa, por causa da localização, era também a mais desconfortável para seu ocupante, que ficava em posição fetal, deitado com os pés para cima. Seu poder de fogo, contudo, era grande, já que tinha duas metralhadoras M2 calibre .50.


9. Metralhadoras laterais

Esquema do interior de um B17 / Crédito: Emoscopes/ Creative Commons/ Wikimedia Commons

 

Preparadas para qualquer combate, mais duas M2 de calibre .50 ficavam dispostas uma de cada lado da fuselagem, sendo operadas por dois atiradores experientes.


10. Torre da cauda

Para completar sua ofensiva bélica, o B17 ainda contava com duas metralhadoras Browning M2 de calibre .50, com capacidade para 750 tiros por minuto, ambas operadas por um atirador que ficava localizado na cauda do avião.


+Saiba mais sobre a Segunda Guerra Mundial por meio de obras disponíveis na Amazon:

Box Memórias da Segunda Guerra Mundial, de Winston Churchill (2019) - https://amzn.to/2JWtKex

A Segunda Guerra Mundial, de Antony Beevor (2015) - https://amzn.to/2Rr2xFa

A Segunda Guerra Mundial: Os 2.174 dias que mudaram o mundo, de Martin Gilbert (2014) - https://amzn.to/34DnO3T

Os mitos da Segunda Guerra Mundial, de Vários Autores (2020) - https://amzn.to/2VdiMXa

Continente selvagem: O caos na Europa depois da Segunda Guerra Mundial, de Keith Lowe (2017) - https://amzn.to/2RqF32D

Vale lembrar que os preços e a quantidade disponível dos produtos condizem com os da data da publicação deste post. Além disso, a Aventuras na História pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação pelos links nesta página.

Aproveite Frete GRÁTIS, rápido e ilimitado com Amazon Prime: https://amzn.to/2w5nJJp 

Amazon Music Unlimited – Experimente 30 dias grátis: https://amzn.to/2yiDA7W