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A banda que 'previu' a eleição de Trump 18 anos antes: "Peço minhas desculpas"

Criada em 1991, a Rage Against the Machine acredita que sua música foi crucial para a escolha do atual presidente dos EUA

Pamela Malva Publicado em 21/10/2020, às 19h00

Fotografia da banda Rage Against the Machine no Federal Hall
Fotografia da banda Rage Against the Machine no Federal Hall - Divulgação

O clipe de 'Sleep Now in the Fire', da banda Rage Against the Machine, começa com cenas clássicas de Wall Street, que logo mudam para um show improvisado dos norte-americanos. Em cima de um monumento, eles chamam atenção de quem passa.

De repente, no meio da apresentação, uma surpresa: alguém ergue uma placa que anuncia “Trump para presidente”. Enquanto policiais exigem que os músicos desçam do lugar que transformaram em palco, uma multidão se reune em torno da placa.

Para muitos, essa cena pode parecer comum, apenas um ato corriqueiro. Para o guitarrista da banda, Tom Morello, no entanto, a música teve um papel decisivo na política norte-americana, principalmente por culpa da imagem que aparece no vídeo.

Foto de Tom Morello durante apresentação / Crédito: Wikimedia Commons

 

Previsões e mistérios

Lançada em 1999, a música tem um tom revolucionário, bastante comum aos ideais ativistas da Rage Against the Machine. Formado oito anos antes, o grupo de rock sempre fez questão de falar sobre seus ideias e posicionamentos.

A banda, a final de contas, transformava protesto em arte, colocando seus gritos de guerra em melodias intensas. O grupo, inclusive, escolheu a emblemática foto do monge pegando fogo para ser a capa de seu primeiro disco, lançado em 1992.

Com relação à política, portanto, não poderia ser diferente. Dessa forma, ficou claro para os fãs da banda que aquela placa no clipe de 'Sleep Now in the Fire' foi algo muito bem pensado, com algum significado por trás.

Foi exatamente isso que a Interview Magazine, via Far Out Magazine, perguntou para Tom Morello. No geral, a ideia era descobrir se, de alguma forma, a música da banda previu a eleição de Donald Trump em 2017, mesmo com tantos anos de diferença.

A fatídica cena da placa / Crédito: Divulgação/Youtube

 

Culpa e arrependimento

Frustrado, Tom respondeu que os músicos se sentem consideravelmente responsáveis pela eleição do atual presidente dos Estados Unidos. "Eu diria que somos carmicamente inteiramente responsáveis, e peço minhas desculpas", lamentou.

Ainda durante a entrevista, no entanto, o artista revelou que a placa não foi tão bem planejada como as pessoas esperavam.  "[O diretor] Michael Moore imprimiu cartazes e os distribuiu para os day traders [investidores ativos]", conta. "Ninguém prestou atenção a isso. É engraçado como isso se tornou uma piada improvisada."

Se ‘Sleep Now in the Fire’ realmente influenciou alguém a votar em Donald Trump, ou não, isso ninguém sabe. O fato é que, de certa forma, a Rage Against the Machine se sente bastante culpada pela suposta previsão, que foi feita há 21 anos.


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