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Bastidores da caça: 5 fatos sobre o que realmente aconteceu em Salem

Durante cerca de um ano de sua história, a cidade norte-americana foi marcada por uma intensa Caça às bruxas que fez dezenas de vítimas — todas acusadas por provas sem fundamento

Pamela Malva Publicado em 29/10/2020, às 08h00

Ilustração de um julgamento de Salem
Ilustração de um julgamento de Salem - Getty Images

Durante o inverno e a primavera dos anos 1692 e 1693, a cidade de Salem, em Massachusetts, experienciou uma caçada sanguinária. Tratava-se da procura pelas terríveis bruxas, que, segundo os conservadores, estavam em todos os lugares.

No total, 141 homens e mulheres foram julgados por supostas bruxarias. Destes, 19 foram enforcados, um foi pressionado com pedras enormes e cinco, sendo uma criança, morreram em uma cadeia absolutamente severa.

Ao fim da Caça às bruxas de Salem, os insanos julgamentos foram questionados pela falta de provas e pelo absurdo que era jogar uma pessoa na água para ver se ela boiava — caso boiasse, a acusada era, sem sombra de dúvidas, uma feiticeira.

Mas, afinal, o que realmente aconteceu nesse período? A Aventuras na História separou cinco fatos que explicam os bastidores dessa caçada. Confira:

1. Contexto histórico

Ilustração fantasiosa do Julgamento de Salém / Crédito: Wikimedia Commons

 

No final do século 17, os Estados Unidos ainda era um país colonial. Dessa forma, Salem era dividida entre uma cidade próspera economicamente e uma vila agrícola repleta de fazendeiros. Em constante conflito, os dois lados discutiam sobre política, recursos e religião. Com isso em mente, os moradores até se dividiam em facções.


2. Reverendo poderoso

Ilustração de Tituba e as crianças supostamente enfeitiçadas / Crédito: Wikimedia Commons

 

Considerando-se independentes da cidade, a vila de Salem construiu sua própria Igreja, cujo reverendo era o ministro Samuel Parris. Rígido e muito exigente, ele mandava tanto na paróquia, quanto na aldeia — coisa que não agradava muita gente. Em 1961, inclusive, muitos moradores quiseram expulsar Parris da cidade.


3. Dedos apontados

Julgamento das bruxas de Salém / Crédito: Wikimedia Commons

 

Ainda que o reverendo não fosse muito querido, ele continuava bastante respeitado. Por isso, quando suas filhas começaram a ter comportamentos estranhos, tidos como possessão, ninguém duvidou das meninas. De repente, a cidade começou a procurar pelas terríveis bruxas que teriam colocado as crianças em perigo.


4. Tortura sem fim

Bridget Bishop foi a primeira acusada de bruxaria e executada em Salém - Wikimedia Commons

 

Em poucos dias, vizinhos passaram a apontar os dedos uns para os outros e uma verdadeira inquisição teve início. Dezenas de homens e mulheres foram levados pelas autoridades e submetidos à diferentes torturas. Nas mãos de seus carrascos, eles sofriam o suficiente para assumir crimes que nem existiam de verdade.


5. Fim dos julgamentos

Na Idade Média, mulheres consideradas bruxas eram perseguidas e condenadas - Wikimedia Commons

 

A onda de terror acabou apenas em 1693, quando o reverendo Boost Mather denunciou as evidências usadas contra os acusados e o governador William Phips se indignou com os julgamentos — já que sua própria esposa havia sido acusada.

Assim, Phips perdoou todos aqueles que estavam na prisão ou na fila de execução. Mais tarde, uma lei restaurou o nome de alguns dos condenados e ainda forneceu uma restituição para as famílias das vítimas. Era o fim, portanto, da Caça às bruxas em Salem.


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